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Uma viagem a Grécia.

Esta semana em nosso encontro freak resolvemos degustar vinhos de um país que tem grande tradição vinícola mas que não vem sendo muito conhecido pelos tomadores de vinhos, a Grécia. Conhecida por utilizar castas autóctones a Grécia por muito tempo não tinha muito crédito no mundo vitivinícola por produzir vinhos com características de oxidados ou maderizados. Um vinho também conhecido por retsina, normalmente branco, onde adicionava-se a resina do pinus durante a fermentação acabou por desprestigiar muito aquela região. Graça ao deuses gregos as coisas começaram a mudar e surgiram novos produtores fazendo vinhos de qualidade impressionante, especialmente os brancos e licorosos.

Apenas a título de informação a Grécia também possui um sistema de apelação de origem com a França, o topo da cadeia são os vinhos com a denominação OPEs que equivale a AC (Appellation Controllé). São 8 na Grécia e todos de vinhos fortificados. Logo abaixo vem as OPAP’s, que equivalem as VDQS ( Vin de Qualité Superior) e são 25 na Grécia.

Iniciamos nossa degustação com dois vinhos brancos, depois passamos para três tintos e por fim um licoroso. Vamos aos vinhos.

Domaine Sigalas – Assyrtiko 2010 – Santorini (Branco) 14,2% álcool.

Este é considerado um dos melhores produtores da Grécia no que diz respeito a vinhos brancos. Este vinho que vamos degustar arrancou nesta safra nada menos do que 91 pontos na WS e 92 pontos na WE, figurando na lista dos TOP 100 nos EUA. Diz-se que é um vinho branco que pode envelhecer quase 10 anos com maestria

Meus amigos, que início de noite, que grande vinho, visual amarelo com toques dourados marcantes, no nariz uma biblioteca, toques de hortelã, ervas frescas, logo aparecem notas de frutas brancas, mineral, mel. Muito intenso. Na boca rouba a cena, grande equilíbrio, inicia fresco, com grande acidez e amargor muito agradável, logo vem seu peso álcoolico, com muita untuosidade, final de boca muito longo, e muitíssimo gastronômico. Como um apaixonado pelos vinhos brancos para mim a noite já estava ganha, um vinho que deve ser degustado. É importado pela Decanter.

Thalassitis Assyrtiko OPAP 2010 Santorini (Branco) 

 THALASSITIS é produzido a partir de Santorini, variedade de uva branca indígena, Assyrtiko. Talvez é a única variedade no Mediterrâneo que consegue combinar a plena maturidade de uvas com acidez consideravelmente elevada, apesar das condições climáticas específicas da Ilha. Este fato é um fator essencial para a realização de balanço de sabor em vinhos brancos secos.

Muito similar com o Sigalas degustado anteriormente, na coloração um pouco menos intenso, amarelo esverdeado, no nariz menos aromático, com toques de ervas. Na boca duro, com amargor já característico, grande acidez e mineralidade, final de boca muito longo e gastronômico. Um belo branco mais ainda ficamos todos com o Sigalas pelo balanço peso / acidez. Importado por Mistral

Agiorgitiko by Gaía 2009 – Nemea PDO (Tinto) 

Começamos nossa sequencia de tintos, Interessante, uma casta diferente, no nariz toques de frutas vermelhas,  geléia, toques de carvalho perceptíveis, bem elaborado, sem arestas, no boca bom volume, álcool equilibrado, taninos marcantes mas domados, fáceis, final de boca longo, lembra um pouco alguns pinots do novo mundo. No visual rubi de pouca intensidade. Gostamos do vinho, a impressão é de um vinho mais moderno feito para um mercado mais padronizado. Importado por Mistral.

Gaía Estate OPAP Neméa 2005 – Nemea (Tinto)

ESTATE GAIA é produzido a partir de uvas cultivadas em vinhas de 7ha em Koutsi aldeia de Neméia, a uma altitude de 550m. O vinho amadurece durante pelo menos 12 meses em novos barricas francesas (225lt) e é engarrafado sem tratamento prévio, tais como a refrigeração ou filtração, a fim de preservar o melhor de todos os seus elementos essenciais.

Entramos num vinho com mais maturidade, vermelho rubi com toques granadas, no nariz toques licorosos, levemente oxidados, frutas negras cozidas, elegante, na boca primeiro ataque vigoroso, maduro, confirma nariz, taninos macios e final de boca muitíssimo elegante, um grande vinho, estilo Bordeaux envelhecido. Importado por Mistral.

Avaton 2004 – Gerovassiliou – Epanomi (Tinto) 

Uma mistura deliciosa de três uvas gregas indígenas: Limnio, Mavroudi e Mavrotragano. Limnio, mencionada pelo filósofo Aristóteles como “Limnia ampelos” (vinha das Limnos, ilha grega), é a mais antiga casta grega atestada.

Totalmente fermentado em tanques de carvalho, onde segue a fermentação maloláctica, o vinho é envelhecido até 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Para o grupo foi o tinto da noite, vermelho violáceo muito intenso, no nariz aromas de ameixas negras passas, couro, toques animais. Na boca um vinho maduro, rico, muito intenso, seus anos de garrafas mostram-se com grandeza, taninos macios. Final de boca longo e muito agradável. Um daqueles vinhos para se harmonizar com um belo prato ou ser degustado sozinho. Importado por Mistral.

Anatolikos OPAP Neméa 2000 (Licoroso Tinto) 

ANATOLIKOS, que significa “vindo do Oriente”, é produzido por cachos cuidadosamente selecionados de uvas Agiorgitiko das encostas da Koutsi em Neméia, que são deixadas para secar lentamente sob o sol ameno do outono grego. Após 3 a 4 semanas, recolhem-se as uvas semi-secas e são pressionadas até a última gota, quando são extraídas, resultando em uma pequena quantidade de mosto aromático e altamente concentrado. Então, uma fermentação lenta leva ao nascimento deste vinho doce.

Nada como um vinho de meditação, cor granada, aromas incríveis de licor de ervas, cassis, geleias de amora, na boca o tempo para, grande doçura mais incrivelmente balanceada com sua acidez, um caldo para se tomar sozinho ou casado com um grande chocolate amargo 70% ou um habano de grande classe. Para mim junto com o primeiro branco foram as duas revelações da noite. Com certeza quero estas duas garrafas em minha adega particular.

No geral achamos que os vinhos brancos foram sublimes junto com o licoroso. Os vinhos tintos foram bons na média mas um pouco caros. Importado por Mistral.

 

 

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Um passeio pela África do Sul

Um passeio pela África do Sul

Esta semana em nosso encontro Freak organizamos uma degustação com vinhos da África do Sul, todos tínhamos uma boa expectativa não só por alguns vinhos que já conhecíamos mas principalmente pela seleção que havíamos feito. Bem, nossas expectativas foram superadas. Ficamos impressionados com a qualidade geral dos vinhos. Podemos ver com clareza como este país esta se destacando pela qualidade de seus vinhos brancos e tintos e não somente pela tão falada Pinotage. Vamos ver um pouco dos rótulos degustados nesta noite especial.

Glen Carlou Chardonnay 2010

Amarelo palha levemente dourado e marcado. Este chardonnay teve 10 meses de estágio em barricas, contudo, apenas 30% novas, o restante barricas de segundo e terceiro uso. Apesar de ser o vinho de entrada na linha dos brancos, apresenta uma estrutura de boca interessante.

No nariz aromas minerais com toques de côco e frutas brancas. Média intensidade.

Na boca acidez presente mas pendendo mais para seu lado macio, amplo, final de boca com bom amargor, quase um breve tanino, talvez pelo carvalho. Importado por Decanter

Glen Carlou Quartz Chardonnay 2010 – Single Vineyard

Este vinho vem de vinhedos únicos (single vineyard) provenientes de solos com fragmentos de quartzo. Passa por um afinamento de 11 meses em barricas de carvalho francês novas. De coloração amarelo palha com reflexos dourados mais intensos, no nariz muito elegante e complexo, toques de pederneira, côco branco, geléia de laranja, notas defumadas, boa intensidade.

Na boca grande, primeiro ataque muito amplo, acidez incrivelmente balanceada com seu peso, Final de boca marcante, longo, duro e amargo mas muitíssimo agradável. Seu estágio em carvalho não influenciou de forma negativa, pelo contrário, apenas engrandeceu a obra.

Vale a diferença de preço em relação ao Glen Carloy Chardonnay de entrada. Importado por Decanter

Hamilton Russel Pinot Noir HVR 2009 – 13,5%

Este era um dos vinhos grande expectativa da noite, tínhamos ótimas referencias e, como qualquer grande Pinot, gerou muita controvérsia no grupo, alguns adoraram, outros nem tanto. Um tinto de coloração vermelho Rubi de media intensidade, primeiro momento aromas animais no nariz, carne crua, um pouco desagradável,  após alguma aeração abre-se e vem a tona suas notas típicas, frutas vermelhas, amoras frescas, muito sutil e elegante. Na boca um típico Pinot da Borgonha, frutas e acidez muito marcadas, feminino, final de boca muito agradável. Belíssimo vinho. Importado pela Mistral

Porcupine Ridge Syrah Boekenhoutskloof South Africa 2010

Como sempre acontece, elegemos um custo / benefício da noite, não é necessariamente o melhor, mas aquele que todos comprariam pelo seu preço e qualidade, e neste caso foi este Syrah. Vermelho rubi intenso, lindo, nariz com boa pegada, toques de especiarias, cravo, pimenta preta, mentolado, na boca um vinho franco, levemente metálico, taninos presentes mas domados, não muito amplo mas agradabilíssimo. Um Syrah a ser conhecido e degustado. Mistral

 

Kanonkop Pinotage 2009 14%

Ficamos realmente impressionados com esta linha da Kanonkop, incrível a consistência e qualidade de todos os vinhos que degustamos. Alguns conhecedores costumam comparar esta vinícola a alguns Grand Crus tamanha qualidade de seus produtos.

Este Pinotage apresentou cores vermelho rubi intenso, velado, nariz muito intenso, frutas negras cozidas, toques licorosos, aromas levemente mentolados e maduros,

Na boca belíssimo, maduro, muito amplo, elegante, parece um vinho com mais idade do que tem, final de boca muito agradável, um vinho para ser tomado com um prato ou solo. Belíssimo. Mistral

Kanonkop Paul Sauer 2008 –  Cabernet sauvignon 69% / Cabernet Franc 22% / Merlot 9%. 13,5%.

Este corte bordalês impressionou o grupo, eue vinho, que conjunto. No nariz aromas de cogumelos secos, couro, especiarias, especialmente cravo, muito maduro, na boca uma sinfonia de sabores e percepções, grande, volumoso, acidez em perfeito equilíbrio. Volume de boca e corpo, final de boca muito longo.Maravilha. Mistral

Boekenhotskloof Syrah 2009

Bem, da mesma forma que sempre temos o custo / benefício da noite também temos  a revelação, e foi para este Syrah. Um vinho carnoso, grande, amplo, seu nariz estava maravilhoso mas sua boca foi o “time freazzing da noite, incrível, inicia discreto, elegante, e cresce, muito amplo, maravilhoso, final de boca marcante. Um vinho gastronômico, o pernil de porco que nos aguardava começou a chamar. Para quem gosta de um bom e potente syrah não pode deixar de conhecer este caldo. Mistral

 

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Mais uma vez a maravilhosa França!

Semana passada tivemos mais um encontro Freak na casa de nosso Confrade Bat Botinha que como sempre superou-se no jantar servindo um Bouef Bourguignon  com a carne sendo prepadara com toques de chocolate!! isto mesmo, e ficou uma delícia. ( Claro que o prato foi salvo pelo nariz apurado do confrade BA que notou algo queimando na cozinha…) Bem, mas vamos falar um pouco dos vinhos da noite, qu roubaram a cena.

Champagne Barnaut Millesime 2000 – Brut – Grand Cru – Bouzy

 Amarelo dourado intenso, com linda perlage muito intensa e muito, mas muito prolongada, incríveis 30 minutos depois de servido na taça ela continuava la. Nariz incrível, aromas terciários de casca de pão, levedura, cogumelos frescos recém tirados da terra.

Boca incrível, primeiro ataque inicia discreto e evolui de forma impressionante, equilíbrio entre acidez e maciez, final de boca seco, duro, mas muito agradável.

É sempre uma experiência incrível degustar um champagne safrado tão vivo e tão fresco, este é realmente um daqueles espumantes para momentos especiais. A boa notícia é que este está disponível no Brasil pela Decanter.

Poully Fummé  2010 Mademoiselle T – Tracy-sur Loire – Valle do Loire

 Um branco da denominação de Poully Fumé, 100% Sauvignon Blanc. O que rouba a cena neste vinho é seu nariz, impressionante seus aromas cítricos, maça verde, frutas cítricas, maracujá, além de sopros florais, incrível. Muito intenso. Na boca um primeiro ataque franco, carnudo, acidez controlada, não muito intenso, final de boca com um amargor muito marcado mas muito agradável. Muito crocante e saboroso, um branco a ser degustado com certeza.

Chablis Grand Cru Lês Clos 2007 – Alain Geofroy

Nada como um grande Chablis, incomparável, ainda mais quando estamos falando de um Grand Cru da apelação de Lês Clos. Este Grand Cru vem de um vinhedo com exposição totalmente sul, de solos Kimméridgien, este apresentou coloração amarelo palha com toques dourados. Nariz apesar de discreto elegantíssimo, toques que baunilha fresca, manteiga, paçoca de milho e notas minerais. Na boca o tempo para, primeiro ataque fulminante, com grande acidez e volume de boca, final de boca longuíssimo. Novamente mineralidade rouba a cena, incrível.

Bourgogne Sauvigny les Beaunes 2008 – Antonin Guyon

Como é bom retornar a Borgonha com os tintos, que classe, que elegância, aquela cor granada quase esmaecida, no nariz etéreo suave, frutas vermelhas, fumme típico, amoras selvagens. Na boca aquela acidez e fruta típica, primeiro ataque curto mas com uma grande evolução e final de boca muito marcado.

Lindo, maravilhoso. Grande tinto.

Bourgogne Aloxe Corton 2006 1 er Cru Les Fourniere – Antonin Guyon

 Aloxe Corton é um village ao norte da Cote de Beaune com exposição praticamente toda ao sul. A parcela de Aloxe Corton 1er Cru Les Fourniere se encontra com uma belíssima exposição de apenas 1 hectare. Linda coloração rubi esmaecida com aromas fummes e de frutas vermelhas frescas, na boca muito balanceado e feminino com seus toques de carvalho perfeitamente integrados ao corpo. Um vinho para ser guardado por pelo menos mais uns 10 anos.

Jean Luc Colombo Le Rouet Hermitage Rouge 2005

 Saimos de tintos femininos e elegantes para o que há de mais potente na França, um Rhone da denominação de Hermitage, um tinto 100% Syrah de muita pegada, boca muito ampla e estruturada com toques apimentados e levemente licorosos. Final de boca marcado e longo, este é daqueles tintos que pedem um grande prato para acompanhar. Nossa única ressalva é que está um pouco caro para o que entrega, mas ainda sim grande.

 

 
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Publicado por em 2 de junho de 2012 em Dicas, Notícias

 

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Noite americana. Um encontro a ser lembrado!

Semana passada tivemos nosso último encontro dos winefreaks e o tema escolhido da noite foi os EUA. Não seguimos um critério específico de degustação, como castas, regiões ou produtores. Fizemos uma seleção de rótulos baseados em indicações e catálogos de parceiros. A idéia era degustar bons vinhos de diferentes produtores, pelo menos 3.

Fizemos uma seleção de três produtores, onde na verdade, um deles, Hess, possui três projetos diferentes, desta forma totalizando 5 diferentes projetos. Não sei se por fama ( as vezes falsa…), vinhos degustados anteriormente ou outra razão qualquer,  estávamos esperando uma degustação de bombas alcoólicas e chás de carvalho, mesmo sabendo que poderíamos encontrar grandes vinhos tínhamos este receio de ter uma noite pesada pela frente, mas, felizmente, não foi o que aconteceu, na verdade provamos vinhos de uma complexidade incrível.

O encontro aconteceu no restaurante Bergamota, no Ecoparque Sperry, com o chef Guilherme Sperry comandando o menu, como sempre os pratos foram memoráveis.

Vamos falar um pouco dos vinhos degustados neste encontro memorável.

Painter Bridge Chardonnay safra 2008. Produtor J. Lohr. Monterey / Califórnia. 13% álcool. Importado por Decanter

Iniciamos com este branco muito interessante, apesar de ser classificado como Chardonnay o produtor cortou 8% de Moscato Canalli, uma casta aromática que trouxe um frescor muito agradável ao vinho. Amarelo-palha, límpido, ainda guardando toques esverdeados apesar dos anos de garrafa. No nariz vivo, aromas de ervas verdes, toques cítricos e por final notas florais e de frutas cítricas. Não muito intenso.

Na boca primeiro ataque com boa acidez, já mostrando sinais de cansaço pelos 4 anos de garrafa mas ainda confirmando o nariz com boas notas cítricas. Final de boca agradável não muito longo. Nas safras mais novas deve-se mostra muito interessante. Pelo custo vale a degustação sem sombra de dúvidas.

Ironstone Cabernet Franc 2010. Kautz Familiy – Lodi Appellation / 13,5%. Importado por Casa Flora / Porto a Porto

Apesar de os vinhos Ironstone da Família Kautz não serem muito conhecidos em nosso mercado estão entre os 10 maiores produtores dos EUA e entre os mais conhecidos. Seus vinhos estão em praticamente 50 estados americanos. Nesta degustação escolhemos três rótulos seus.

Este Cabernet Franc é interessantíssimo, para aqueles que gostam desta casta. Já na cor mostra uma identidade incrível com suas cores violáceas marcantes, no nariz notas herbáceas, não pimentão verde tão normal em muitos Francs, mas grama cortada e ervas colhidas. Também os aromas de frutas negras, amoras e mirtillos aparecem de forma bem marcante.

Na boca a  assinatura da franc brilha, incrível taninos verdosos com uma acidez típica bem marcada, não é um vinho para todos, mas aqueles fãs de frescor, vivacidade, vinhos gastronômicos devem conhecer este Cabernet Franc. Apresentou também toques de especiarias, tabaco. Final de boca curto mas muito agradável. Foi um dos tintos que causou mais controvérsia no grupo, mas os melhores vinhos não são assim¿ Outro custo / qualidade  a ser conhecido.

 

Marimar Estate 2003 – Don Miguel Vineyard Pinot Noir – Russian River Valley. Torres Family Vineyards. Importado por distribuidora brasileira de vinhos – Rj

Uma surpresa de nosso confrade H Lee, chegou com a garrafa embrulhada em alumínio e pediu que degustássemos as cegas. Num primeiro momento, ainda frio demais, tivemos uma certa dificuldade, mas após alguns minutos aerando na taça seus aromas fummés e de frutas vermelhas não enganavam mais, só poderia ser um lindo PInot Noir. E que Pinot interessante, apesar de seus quase 10 anos de garrafa ainda sem mostrava vivo e brilhante. É verdade que na boca se  mostrou um pouco cansado mas uma belíssima surpresa. Gostaria de conhecer este vinho alguns anos mais jovem.

Sequana Sarmento Vineyard Pinot Noir 2008 – Santa Lucia Highlands – 14,7% álcool. Importado pela Decanter.

Uauuuuuuu, Time freeaze!! O que foi isto¿ Que Pinot descobrimos aqui¿  que maravilha, um Titão em corpo de sereia. Nariz maravilhoso, toques de cogumelos frescos, frutas vermelhas levemente cozidas, groselha, guaraná em pó. Segundo momento notas minerais entram em cena. Na boca roubou a cena, grande primeiro ataque, acidez crocante, seu álcool que num primeiro momento parecia que iria roubar a cena cria um balanço incrível, tornando este tinto ao mesmo tempo potente mas com  grande elegância.

Indo um pouco além, descobrimos que o vinhedo de Santa Lucia está localizado sobre um solo de origem aluvial, proveniente de uma antiga bancada de origem marítima. O responsável por esta obra de arte é o enólogo James MacPhail que já atua no projeto do produtor Hess, da Hess Family Estates.

Neste Pinot em especial James trabalha com leveduras selvagens em tanques abertos com o sistema de “pigeage” ao estilo dos Borgonhas. Esta safra que degustamos, 2008, ganhou nada menos do que 93 pontos na American Pinot Report e 91 pontos na Wine Enthusiast.

Realmete para quem gosta de um bom Pinot e está disposto a investir um pouco mais vale a pena conhecer este caldo.

Artezin Zinfandel – Mendocino County 2009 – 14,5% álcool. Importado por Decanter.

Não é fácil encontrar grandes vinhos da casta Zinfandel, ou são caros ou não chegam a impressionar, este tinto vem de um projeto pessoal do enólogo Randle Johnson, que também atua na Hess Familiy. Na verdade este vinho é um corte de Zinfandel, Petit Syrah e Carignan.

No nariz estava belíssimo, uma biblioteca de aromas, inciou com notas de ervas frescas, alecrim fresco, toques de pimenta-preta moída na hora. Segundo momento abre-se aromas de castanhas e nozes cozidas, nota-se a passagem por carvalho mas muito bem integrado.

Sua boca ficou um pouco atrás do nariz, taninos ainda nervosos, necessitam um pouco mais de garrafa para serem domados. Um belo corpo, grande volume de boca com um final de média persistência. Um ótimo Zinfandel, mas não chegou a para o trânsito.

Hess Collection Cabernet Sauvignon  2006 – Mount Veeder – Napa Valley – 14,4% álcool. Estate Grown – Importado por Decanter

Bem, como não poderia deixar de acontecer, chegamos ao primeiro tinto ao estilo Parker. Algumas palavras podem descrever este vinho. Potência, estrutura, carvalho ao máximo. Como todo vinho com esta característica não podemos dizer que não impressiona num primeiro momento, na boca tem um corpo muito potente com seu álcool roubando um pouco a cena sobre a acidez. Mas muito macio e aconchegante. Acho que pela linha de vinhos que vínhamos degustando acabou destoando um pouco.

Ironstone Reserve Old Vine Zinfandel 2008 – Lodi Appellation – Califórnia – 15% álcool. Importado por Casa Flora / Porto a Porto.

Bem, falando em grandes vinhos Zinfandel, acabei tendo de me curvar para este, impressionante a elegância deste tinto, para mim, na boca, foi o vinho que roubou a cena da noite.

No nariz iniciou levemente discreto, com notas evoluídas de couro, terra, cassis, muito elegante, na boca é onde mostra-se com exuberância, primeiro ataque fácil, discreto, mas logo sua acidez entra em cena mostrando uma vivacidade impressionante, em seguida seus taninos aparecem, domados, macios, no ponto para pedir um segundo gole. E a permanência¿ Incrível, simplesmente não ia embora, podia sentir o retrogosto quase 5 minutos depois de engoli-lo. Este é um daqueles vinhos que quero ter sempre alguns exemplares em casa. Graças a deus foi a opinião de quase todo o grupo.

Ironstone Reserve 2006 Meritage – Sierra Foothills – 14,5% álcool. Importado por Casa Flora / Porto a Porto.

Fechamos a casa com chave de ouro. Para um vinho americano ser chamado de Meritage deve, primeiro, apresentar um corte ao estilo Bordalês, Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc e, em segundo lugar, ser o TOP da casa. Sem sombra de duvidas este é o TOP da Kautz Familly.

Na análise olfativa aromas mentolados, cacau, manteiga cozida e côco queimado, muito franco, sem arestas e com grande potência. Na boca sem dúvidas um tinto fora da expectativa, inicia discreto mas abre-se de forma espetacular. Seu carvalho perfeitamente integrado com a fruta e álcool, acidez no ponto com taninos saborosos e marcantes. Final de boca muito longo e agradável.

Nota-se que a Vinícola esmerou-se para ter a prata da casa acima de qualquer suspeita. Os freaks agradecem.

E todos os vinhos acompanhados do menu elaborado pelo chef Guilherme no quintal de sua casa. Que noite!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

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Próximo encontro: Enopatria Itália parte 1

Após um ano intenso e recheado de ótimas degustações, estamos chegando ao nosso último encontro, e como não poderia ser diferente com os winefreaks,vamos degustar vinhos de um dos meus países produtores preferidos, a Enopatria Itália. Neste encontro não optamos por regiões, castas ou produtores específicos, mas resgatamos em nossas adegas alguns caldos especiais que só poderiamos abrir com esta confraria especial.

Vamos aos nomes:

Para abrir os trabalhos escolhemos um branco da região do Alto Adige, um Pinot Bianco do produtor Franz Haas, safra 2007. Esta região no norte da Itália com seus vinhedos localizados a grandes altitudes e com grandes amplitudes térmicas expressa melhor as uvas aromáticas. Normalmente a Pinot Bianco é considerada uma casta inferior nesta região, mas acredito que na mão deste produtor podemos ter uma bela surpresa. O vinho é importado pela Decanter e custa em torno de R$ 120.

Seguindo, passamos para um tinto do Piemonte, mais precisamente da região de Alba, um Dolcetto D’Alba, Bricco Bastia, do produtor Conterno Fantino safra 2008. Esta cepa muitas vezes é eclipsada por outras variedades mais conhecidas do Piemonte como a Nebbiolo e a Barbera, uma pena, pois produz vinhos normalmente mais macios e prontos para serem bebidos mais jovens, seus taninos domados e acidez balanceada pode ser muito interessante em algumas ocasiões. Este Dolcetto vem de um vinhedo localizado em Monforte D’Alba nas colinas de Bricco Bastia. Não passa por barricas de carvalho, seu afinamento acontece nas pipas de inox e garrafa. Era trazido ao Brasil pela Enoteca Fasano, hoje não tenho certeza se ainda faz parte do portfólio deles. Custa na faixa dos R$ 120,00.

Seguindo nossa viagem pela Itália, continuamos no Piemonte, agora com um clássico de um grande produtor: Barbera D’Alba de Pio Cesare safra 2007. Este é sem sombra de dúvidas um dos maiores produtores de toda a Itália, seus Barolos arrancam premiações ano após ano, particularmente sou fã da uva Barbera, adoro aquela coloração meio granada com  seus aromas de terra, couro e frutas vermelhas e na boca tem tudo o que um vinho deve ser, frescor, com uma acidez marcante e quase sempre muito gatronômicos.

A seguir começamos a chegar no que deve ser o ponto alto da degustação, um Barolo, mas não qualquer Barolo, vamos descorchar um Elio Sandri safra 2001, chego a salivar só de pensar. Numa viagem recente a Itália, estava na região do Piemonte, na cidade de Las Morras, estava com um de meus mestres de sommelierie, e dentro da Enoteca de Barolo pedi uma sugestão, o italiano deu uma olhada pelas prateleiras e quando avistou esta garrafa, sem falar nada,  a puxou. Achei que ele ia me entregar, mas a primeira coisa que fez foi chamar o sommelier de plantão e perguntou: Vocês tem uma segunda garrafa deste vinho? Diante da resposta positiva ele me olhou e disse, agora sim, pode levar este, vai tomar um dos melhores Barolos que já degustou, a outra garrafa é minha! Bem, este Barolo da vinícola Cascina Disa localizada em Monforte D’Alba tem tudo para se mostrar grande, meu medo é se não estaremos abrindo antes da hora…

Cenas do próximo capítulo no próximo post…

Abraços

 
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Publicado por em 11 de dezembro de 2011 em Dicas, Notícias

 

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Encontro freak: Nova Zelândia

Esta semana tivemos mais uma grande reunião dos winefreaks e nosso tema da vez foi a Nova Zelândia. Fizemos uma longa pesquisa até chegarmos aos vinhos escolhidos, tenho de dizer que tive algumas decepções e outras surpresas maravilhosas. Antes de falarmos dos vinhos quero deixar meus parabéns ao chef Gulherme Sperry que nos recebeu em seu restaurante Bergamota do Ecoparque Sperry. Como da última vez nos surpreendeu com a escolha e preparo dos pratos. Desde as entradas, uma mescla de bruschettas com tapas cobertos com uma caponatta maravilhosa, seu prato principal a base de salmão para harmonizar com os vinhos e a sobremesa com tendencia thai fusionada com ingredientes brasileiros foi simplesmente demais.

Bem, vamos falar um pouco dos vinhos da noite. Iniciamos com um espumante (Sparkling wine) Sileni Cellar Selection / Hawke’s Bay. Os espumantes deste país não tem grande destaque, apesar de terem alguns produtos interessantes com certeza não é seu forte, este realmente não impressionou, nada de errado, mas fica atrás de muitos bons espumantes nacionais. O interessante deste foi após algumas horas na taça, evolui para aromas licororos impressionantes, mesmo já sem gás carbônico convidava para um gole deste licor. Média de preço de R$ 70,00, importado no Brasil pela Mistral

Na sequencia passamos para um branco, Kumeu River 2008 Village Chardonnay – River Mates. Sempre que falamos em brancos da Nova Zelândia pensamos em um Sauvignon Blanc crocante, e com razão, estão entre os melhores do mundo, mas queríamos provar algo diferente então fomos atrás deste Chardonnay. A Kumeu River é conhecida por produzir os melhores Chardonnays da NZ ano após ano, contudo este não nos conquistou totalmente. Um vinho bom, nariz discreto, mescla de frutas brancas com pomelo, sem passagem por carvalho. Na boca ótimo equilíbrio, sem defeitos, faltou-lhe um pouco de acidez para sustentar seu álcool, final de boca curto mas agradável. Não vejo este vinho acompanhando muitos pratos devido a seu corpo fácil. Preço de mercado na faixa dos R$ 100. Importado pela Mistral

Seguindo nos brancos chegamos no forte deste país, os Sauvignon Blancs, como não poderia ser diferente degustamos um caldo maravilhoso. Greywacke Wild Sauvignon Blanc 2009 / Marlborough. este vinho produzido pela enóloga Kevin Judd mostrou-se um belo exemplar, não muito comun para os Sauvignon, este passou por um estágio rápido de carvalho de segundo e terceiro uso, passando uma complexidade interessante a sua acidez característica. No nariz grandes aromas, iniciou com frutas brancas frescas, lichia e maracujá e evoluiu para aromas mais complexos e adoçicados, caramelo queimado e creme de baunilha. Não muito intenso, mas elegante. Sua boca confirmou o nariz, muito gatronomico, vale a pena conhecer. Importado pela Porto a Porto custa na casa dos R$ 130,00

Seguindo nosso caminho pelos brancos caimos numa proposta diferente, um Riesling. Graggy Range Single Vineyard / Glasnevin Gravels / Wairapa – safra 2008. Este é um Riesling vinificado ao estilo dos Alsacianos, com um açúcar residual beirando quase as 30 gr/l. Um grande vinho, esta doçura final cria um balanço incrível com sua acidez marcante, muito amplo com um final de boca longo e marcante. No nariz é discreto, até senti falta de mais intensidade, aromas herbáceos, alecrim, grama cortada. Um vinho a ser degustado. Importado pela Decanter custa algo em torno de R$ 140,00

Partimos agora para os tintos, tivemos um duelo de titãs, dois grandes Pinot Noir. Iniciamos com um vinho da Martinborough Vineyard, o Te Tera Pinot Noir safra 2009. Resolvemos por este vinho no encontro pois a pouco tempo em uma degustação internacional dos maiores Pinots do mundo este vinho bateu nada menos do que o La Tache! Um vinho de R$ 200 a garrafa batendo a cega um vinho de R$ 3.000. Tenho de dizer que fiquei realmente impressionado com o que degustamos, sem sombra de dúvidas um dos maiores Pinots que tomei nos últimos dias, e estou colocando muitos Borgonhas nesta comparação. Este é um daqueles caldos para se ter uma caixa na adega e ir tomando uma garrafa de tempos em tempos. Perfeito. Importado pela Mistral.

Na sequencia provamos outro grande Pinot da região de Central Otago da Vinícola Felton Road, seu Cornish Point 2009. Mais opulento que o Te Tera, mais ao estilo Novo Mundo, um grande vinho, rubi característico, aromas de frutas vermelhas cozidas e um toque de terra molhada. Boca ampla, com acidez marcante e muito frescor, alcool bem marcado. Particularmente ainda fiquei com o Te tera.

Que grande encontro, para os apaixonados por grandes brancos e a feminilidade e elegância de um grande Pinot, a NZ é um país a ter seus vinhos explorados.

Um grande abraço e vida longa aos Winefreaks.

 
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Publicado por em 12 de novembro de 2011 em Dicas, Novidades, Sem categoria

 

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Felton Road Pinot Noir Cornish Point 2009: O Vinho Mestre da Nova Zelândia no próximo encontro dos Winefreaks

Como deve ser de conhecimento dos leitores do Blog, o tema do mês dos Winefreaks é a Nova Zelândia e, em todos os encontros temos aquele vinho que é o ícone da noite, o expoente. Nada melhor portanto que um dos novos e mais cultuados Pinot Noirs de vinhedo único da Vinícola Felton Road.

O Cornish Point é um vinhedo de exposição norte – o primeiro a ser colhido em Felton Road. Combina taninos abundantes, mas incrivelmente sedosos, com exuberantes notas de frutas negras. Com algum tempo em garrafa, o Pinot Noir de Cornish promete ficar muito complexo e cativante, com ainda mais finesse. Robert Parker, que classificou a safra 2009 com 93 pontos, falou o seguinte do vinho como “muito equilibrado – simplesmente fresco e delicioso”. Uma verdadeira raridade… de minúscula produção.

Produtor: Felton Road
País: Nova Zelândia
Região: Nova Zelândia
Safra: 2009
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: 100% Pinot Noir
Vinhedos: Uvas provenientes de um vinhedo único denominado Cornish Point, localizado em Bannockburn, Otago Central.
Vinificação: Tradicional com longa maceração para extração de tanino e cor.
Maturação: 11 meses em carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Corpo: —
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Ótima companhia para pratos elaborados com pato e carnes em geral.

Avaliações:

Stephen Tanzer’s International Wine Cellar – 91 pontos

Decanter – 5 estrelas

Wine Enthusiast – 91 pontos

Wine Spectator – 91 pontos

 
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Publicado por em 7 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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