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O Vinho Marsala – Parte 1

Corria o ano de 1770, quando uma tempestade arrastou o jovem inglês John Woodhouse para o porto de Marsh-allà. O ancoradouro,com o nome árabe que significa Porto de Deus, pertencia à Cidade de Marsala, na zona ocidental da Sicília e aqui Woodhouse iria fazer uma descobeta que viria a alterar drasticamente o mercado mundial de vinhos.

File:Sbarco della spedizione a Marsala.jpg

Na realidade, com mais ou menos ambição, o filho de um comerciante de Liverpool tinha se dirigido a Mazara del vallo para aí adquirir cinzas de soda e assim, enquanto lá fora rugia a tempestade, o quase náufrago sentia-se pela primeira vez em terra firme. E já que estava à salvo, porque não conhecer mais de perto os pubs da cidade?

Uma visitinha nas bodegas locais e...pimba!!!

E logo na primeira taberna do porto onde Woodhouse entrou, esperava-o uma surpresa. Quando lhe foi servido o vinho local, rapidamente percebeu que a bebida não deixava nada a desejar se comparados com os bem caros produtos espanhóis e portugueses – Sherry e Madeira.

John Woodhouse

Para poder confirmar as suas idéias, fez vir a sua prometida – que trabalhava numa cave na Ilha da Madeira. Após inúmeras provas, ambos foram unânimes nas suas conclusões sobre as potencialidades do vinho de Marsala: estava à altura de concorrer com o Madeira e o Sherry, quebrando assim o monopólio português e espanhol de vinhos fortificados.

Três anos depois, o primeiro carregamento rumava para a Inglaterra onde, o novo vinho, rapidamente conquistou admiradores. Passado muito pouco tempo, uma linha regular entre Marsala e Liverpool se fez necessária para suprir tamanha procura.

Após 12 anos difíceis, em uma sangrenta guerra vencida pelo Almirante Nelson, esmagando as armadas unidas de Espanha e França, o vinho siciliano passou a ser conhecido em toda a Inglaterra e, logo depois, no resto do mundo como Marsala Victory Wine.

 

 
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Publicado por em 13 de dezembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Próximo encontro: Enopatria Itália parte 1

Após um ano intenso e recheado de ótimas degustações, estamos chegando ao nosso último encontro, e como não poderia ser diferente com os winefreaks,vamos degustar vinhos de um dos meus países produtores preferidos, a Enopatria Itália. Neste encontro não optamos por regiões, castas ou produtores específicos, mas resgatamos em nossas adegas alguns caldos especiais que só poderiamos abrir com esta confraria especial.

Vamos aos nomes:

Para abrir os trabalhos escolhemos um branco da região do Alto Adige, um Pinot Bianco do produtor Franz Haas, safra 2007. Esta região no norte da Itália com seus vinhedos localizados a grandes altitudes e com grandes amplitudes térmicas expressa melhor as uvas aromáticas. Normalmente a Pinot Bianco é considerada uma casta inferior nesta região, mas acredito que na mão deste produtor podemos ter uma bela surpresa. O vinho é importado pela Decanter e custa em torno de R$ 120.

Seguindo, passamos para um tinto do Piemonte, mais precisamente da região de Alba, um Dolcetto D’Alba, Bricco Bastia, do produtor Conterno Fantino safra 2008. Esta cepa muitas vezes é eclipsada por outras variedades mais conhecidas do Piemonte como a Nebbiolo e a Barbera, uma pena, pois produz vinhos normalmente mais macios e prontos para serem bebidos mais jovens, seus taninos domados e acidez balanceada pode ser muito interessante em algumas ocasiões. Este Dolcetto vem de um vinhedo localizado em Monforte D’Alba nas colinas de Bricco Bastia. Não passa por barricas de carvalho, seu afinamento acontece nas pipas de inox e garrafa. Era trazido ao Brasil pela Enoteca Fasano, hoje não tenho certeza se ainda faz parte do portfólio deles. Custa na faixa dos R$ 120,00.

Seguindo nossa viagem pela Itália, continuamos no Piemonte, agora com um clássico de um grande produtor: Barbera D’Alba de Pio Cesare safra 2007. Este é sem sombra de dúvidas um dos maiores produtores de toda a Itália, seus Barolos arrancam premiações ano após ano, particularmente sou fã da uva Barbera, adoro aquela coloração meio granada com  seus aromas de terra, couro e frutas vermelhas e na boca tem tudo o que um vinho deve ser, frescor, com uma acidez marcante e quase sempre muito gatronômicos.

A seguir começamos a chegar no que deve ser o ponto alto da degustação, um Barolo, mas não qualquer Barolo, vamos descorchar um Elio Sandri safra 2001, chego a salivar só de pensar. Numa viagem recente a Itália, estava na região do Piemonte, na cidade de Las Morras, estava com um de meus mestres de sommelierie, e dentro da Enoteca de Barolo pedi uma sugestão, o italiano deu uma olhada pelas prateleiras e quando avistou esta garrafa, sem falar nada,  a puxou. Achei que ele ia me entregar, mas a primeira coisa que fez foi chamar o sommelier de plantão e perguntou: Vocês tem uma segunda garrafa deste vinho? Diante da resposta positiva ele me olhou e disse, agora sim, pode levar este, vai tomar um dos melhores Barolos que já degustou, a outra garrafa é minha! Bem, este Barolo da vinícola Cascina Disa localizada em Monforte D’Alba tem tudo para se mostrar grande, meu medo é se não estaremos abrindo antes da hora…

Cenas do próximo capítulo no próximo post…

Abraços

 
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Publicado por em 11 de dezembro de 2011 em Dicas, Notícias

 

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Alguns provérbios italianos sobre vinho.

Já que o tema do mês dos Winefreaks é a Itália, vão alguns provérbios populares italianos sobre o vinho…aproveitem!!!
“Dal frutto si conosce il albero”.
      “Pelos frutos se conhece a árvore”.
“Donna e vino imbriaca il grande e il piccolino”.
      “Mulher e vinho embebedam o grande e o pequenino”.
“Non giudicar l’uomo nel vino, senza gustarne sera e mattino”.
      ” Não critiques o homem e nem o vinho, sem antes prová-los de noite e pela manhã”.
“Pane finché dura, ma il vino a misura”.
 “Pão até que acabe, mas vinho na medida”.
“Chi ha pane e vino, sta me’ che il suo vicino”.
 “Quem tem pão e vinho, está melhor que seu vizinho”
” A chi non piace il vino, il Signore faccia mancare l’acqua”.
” Pra quem não gosta de vinho, que lhe falte a água”.
” Per far un amico basta un bicchiere di vino, per conservarlo è poca una botte”.
” Para se fazer um amigo basta uma taça de vinho, mas para conservá-lo uma garafa é pouco”
“L’uomo si conosce al bicchiere.”  
“Se conhece o Homem, pelo que ele bebe”
 
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Publicado por em 7 de dezembro de 2011 em Bobagens, Notícias

 

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Classificações do Vinhos Italianos

Vou tentar ser bem rápido e objetivo sobre esse tema, afinal, como em todo tipo de classificação, pode ajudar a escolher um bom vinho, mas não é garantia de qualidade e diferencial e sim de que segue determinados padrões nos processos e nos tipos de produtos. Boa leitura:

1. Vino da Tavola (Vinho de mesa) -São vinhos de qualidade inferior, provenientes de qualquer região da Itália, não podem ter no rótulo o nome da uva, nem a safra, nem a região. Parece incrível, mas cerca de 70 a 80 % dos vinhos da Itália estão nessa classificação.

2. Vino da Tavola con Indicazione Geografica Tipica (Vinho de Mesa com Indicação Geográfica Tipica) – Criada a partir de 1992 é aplicada em cerca de cento e cinqüenta vinhos de mesa elaborados em regiões geográficas específicas (uma província, uma comuna ou parte delas, tais como, uma colina, um vale, etc.). No rótulo podem constar o nome da uva, a safra, a região e o tipo de vinho (frizzante, amabile, novello, etc.)

3. Vini di Denominazione di Origine Controlata (DOC) (Vinhos de Denominação de Origem Controlada) – Essa foi a primeira qualificação dos vinhos italianos de qualidade, criada em 1963. É atribuída aos vinhos provenientes de cerca de trezentas regiões vinícolas delimitadas que podem ser uma pequena área, uma província ou uma área geográfica ainda maior. A sua quantificação é complicada, pois algumas regiões, como Valle d’Aosta e Chianti, possuem diversos vinhos de distritos diferentes, mas são contadas como uma única DOC.

Apenas cerca de 15% dos vinhos italianos pertencem às DOCs e são elaborados com tipos específicos de uvas para cada região e por métodos específicos de vinificação. Cerca de 850 vinhos possuem a designação DOC e, junto com os DOCG, representam apenas cerca de 20% dos vinhos italianos. Em algumas DOC existem sub-classificações, tais como: Riserva ou Vecchio, para vinhos envelhecidos maior tempo em madeira; Superiore, para vinhos maior teor alcoólico ou maior período de envelhecimento.

5. Vini di Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG) (Vinhos de Denominação de Origem Controlada e Garantida) – Classificação criada em 1982, abrange os melhores vinhos da Itália. É atribuída aos vinhos de quatorze regiões dellimitadas (DOC): Barbaresco, Barolo, Gattinara e Asti, no Piemonte; Franciacorta, na Lombardia; Albana di Romagna, na Emilia-Romagna; Brunello de Montalcino, Carmigiano, Chianti, Vino Nobile di Montepulciano e Vernaccia di San Gimignano, na Toscana; Montefalco Sagrantino e Torgiano Rossso Riserva, na Umbria;Taurasi (na Campania)

Alguns vinhos italianos considerados entre os melhores do país e do mundo, classificam-se apenas como Vino da Tavola, por não se enquadrarem nas normas das DOC e DOCG (tipos de uva, métodos de vinificação, etc.) Entre eles destacam-se: Cabreo, Cepparello, Campofiorin, Darmagi, Flaccianello della Pieve, Gaja & Rey, I Grifi, Il Sodaccio di Monte Vertine, L’Aparitta, Le Pergole Torte, Ornellaia, Opera Prima, Sammarco, Solaia, Terre Alte, Tignanello, Toar, Torcolato, Venegazzu e Villa Pattono.

Prova esse vinho de mesa pra vc ver!!!

Conforme citado no início, vale lembrar que vinhos de uma DOC ou DOCG, são vinhos de qualidade, elaborados dentro das normas específicas das respectivas DOC ou DOCG, geralmente são produzidos por dezenas de produtores diferentes, ou seja, o vinho de um produtor geralmente é bastante diferente do outro…bem como o seu preço.

Pirâmide dos Vinhos Italianos...nem sempre os da ponta são realemente os melhores...

Por isso, como em qualquer país, sugerimos que busque informações sobre os melhores produtores de cada região, de modo a obter com mais segurança um bom vinho italiano.

Buon vino per tutti noi!!!

 
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Publicado por em 6 de dezembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias, Técnicas e conceitos

 

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Os vinhos do Veneto: Valpolicella, Amarone, Bardolino e Soave

O Vêneto é uma das regiões vinícolas mais importantes da Itália. No que se refere à área plantada e produção fica apenas um pouco aquém das principais produtoras do país, a Sicília e a Apúlia, mas no que se refere ao renome de alguns dos seus vinhos ganha com folga dos seus dois concorrentes do Sul da Itália.

No que se refere à reputação e qualidade dos seus vinhos, a região é marcada por um desnível evidente entre a parte oriental e a parte ocidental. Enquanto a província de Verona, produz vinhos como o Soave, o Valpolicella, o Bardolino e o Amarone (Alguns dos mais famosos e consumidos vinhos italianos), praticamente ninguém conhece os vinhos de Berganze, Colli Berici, do Vale do Piave ou de Lison-Pramaggiore. Apenas o Prosecco se afirmou como uma ilha isolada na parte oriental da Região.

Vamos conhecer só um pouquinho (ou melhor, um átimo como dizem os italianos) das mais importantes denominações do Vêneto:

  • Valpolicella: Nas encostas dos Pré-Alpes, a norte de Verona, crescem as uvas utilizadas para a fabricação de um dos mais famosos tintos da Itália, o Valpolicella. Trata-se de um corte das uvas Corvina ou Corvinone, Rondinella, Molinara e pequenas quantidades de outras variedades locais. Tem um aroma que lembra frequentemente cerejas e um sabor seco, frutado e não muito intenso. Os melhores vinhos são feitos com uva da zona Clássica, ao redor de Fumane, Negar e San Pietro. É na minha opinião um dos melhores para acompanhar pratos de uma bella pasta!!!

Vinhos como esse Valpolicella DOC 2000 de Giuseppe Quintarelli recebem notas altíssimas de avaliadores de todo o mundo.

  • Amarone: O Amarone é um dos vinhos italianos mais fortes, pesados e alcoólicos. Depois de colhidas, as uvas de Valpolicella são penduradas ou espalhadas em locais bem arejados e deixadas para secar durante dois ou três meses. Esse processo de secagem faz com que o vinho fique extremamente concentrado e com um percentual alcoólico que pode atingir os 16 pontos. Um Amarone bem feito tem aroma intensos e um sabor extremamente pronunciado e pode amadurecer na garrafa durante longos anos. A variante doce do Amarone, conhecida como Recioto é do ponto de vista histórico muito antiga, mas quase não se fazem mais vinhos desse tipo na região.

 

  • Soave: O mais conhecido vinho branco italiano provém de uma região vinícola sutuada a leste da cidade de Verona. É produzido com uvas Garganega, Trebianno di Soave bem como Chardonnay e Borgonha branca e é particularmente bao como aperitivo, para companhar peixe ou marisco. As diferenças de qualidade entre os vinhos de diversos produtores padem ser incrivelmente surpreendentes. Os melhores exemplares provêm, de modo geral, das encostas da Zona Clássica nas regiões de Soave e Maonteforte.

 

  • Bardolino: Esse tinto leve e frutado tem origem nas margens do lado sudeste do Lago de Garda. é feito em princípio, com as mesmas castas que o Valpolicella. Infelizmente existem pouco produtores que fazem vinhos de qualidade superior. Em bons anos, estes vinhos muito agradáveis de beber são ótimos acompanhantes de um peixe frito, além de pratos de massa e carne de vitela.

Agora é só começar a provar os melhores do Norte da Itália….em breve mais regiões e vinhos desse incrível país.

 
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Publicado por em 3 de dezembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Simplesmente…Prosecco.

Apenas um número ínfimo de seus apreciadores sabe que o Prosecco não é uma marca de vinhos nem uma região produtora, mas sim uma casta de uva. No entanto, os brancos agradavelmente borbulhantes são uma das bebidas mais afamadas da Itália e quem sabe, do mundo.

A variedade de bons rótulos é grande...

Não fosse, porém, a carreira vertiginosa que os vinhos espumantes de Prosecco empreeenderam nos anos 90, provavelmente nunca grande grupos de consumidores teriam conhecido o nome Prosecco, pois a variedade por si possui uma parte ínfima de todas as características de sabor que habitualmente tornam os vinhos apetecíveis. Os seus aromas são, no melhor dos casos, neutros a ligeiramente frutados, mas de forma alguma intensos e complexos e o seu sabor caracteriza-se pela ausência de características assinaláveis.

Suponho que seja justamente por essa qualidade de “vinho sem identidade” que se constitua uma das razões para o sucesso tão estrondoso do Prosecco.

Aí está a tão falada uva Prosecco!!!

A origem da casta é incerta. Enquanto uns afirmam que tem sua origem na aldeia com o mesmo nome, nas proximidades de Udine, e se assemelha a uma variedade antiga do Friuli, a Glera, outros pensam ter sido importada da Dalmácia. Essa casta robusta deve sua difusão na província de Treviso aos terríveis anos de geada que, nos finais do século XVIII, provocaram a destrição de praticamente todas as vinhas da região.

De toda forma, a história dis vinhos espumantes de Prosecco tem início no séculko XIX quando Antonio Carpené, juntamente com três sócios, fundou a Società enologica, uma sociedade de enologia, que tinha por objetivo a produção de champagnes.

De fato, a idéia do Champagne não vingou mas, em contrapartida, o Prosecco di Conegliano – Valdobbiadene (assim se designa com precisão a atual região DOC, ficando à critério dos produtores se pretendem utilizar os dois nomes ou apenas um deles no rótulo) – transfromou-se no vinho espumante mais popular da Itália.

Sua produção se dá à partir da re-fermentação do vinho de base em grandes tanques de pressão. Após um período de armazenagem, de cerca de um mês em garrafa, sob uma pressão de pelo menos 3 atmosferas, o vinho obtido tem o merecido direito de ser designado por Spumante – caso contrário chamar-se-á Frizzante. Do ponto de vista do custo, o Spumante é geralmente mais caro que o Frizzante, mas quanto ao aspecto qualitativo, nem sempre é possível constatar a existência de uma grande diferença.

Também o Supperiore di Cartizze, bastante conhecido, proveniente de vinhas de encostas íngremes situadas acima da da localidade de Vidor, entre Conegliano e Valdobbiadene, na maioria das vezes não é melhor que os produtos das mesmas castas sem esta designação adicional.

Além dos vinhos DOC provenientes do nordeste do Vêneto existem também, infeliezmente, numerosas imitações que aparecem no mercado como vinho de mesa e são provenientes de outras partes da região ou mesmo da distante Apúlia com qualidade muito inferior.

Um brinde aos vinhos de Prosecco!!!!

 
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Publicado por em 2 de dezembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Andar per ombre – Um ritual veneziano

Diz-se que os venezianos gostam tanto de um copinho de vinho como de uma amena conversa com os amigos e conhecidos – e isto a qualquer hora do dia. É muito natural portanto que que os habitantes da Cidade da Lagoa combinem sempre que possível estas duas preferências.

Um bom vinho e uma vista dessas...precisa de mais alguma coisa?

Andar per ombre significa qualquer coisa como “vamos beber alguma coisa num boteco agradável, comemos uns petiscos e trocamos umas idéias”.

Há divergências sobre a origem da denominação desse antigo ritual veneziano. Alguns dizem que, antigamente, os vendedores ambulantes de vinho na Praça São Marcos seguiam durante o dia a sombra do campanário para que o vinho não esquentasse. Assim, quem quisesse beber alguma coisa tinha que ir all’ombra , ou seja, para a sombra. Outros dizem que a ombra era uma antiga unidade de medida veneziana que corresponde a aproximadamente 100 mililitros. A ombreta é uma medida ainda menor.

Ache o seu "ombre amigo" e fique à vontade...

Quase todos os venezianos tem um local de ombre fixo A partir das onze horas da manhã, aproximadamente, dirigem-se à sua Osterie, onde se encontram com os outros clientes frequentes. Conversam, bebem uma ombra e seguem o seu caminho. No decorrer do dia e da noite bebem mais algumas ombre, mas tendo em conta o reduzido tamanho do copo e, na maior parte das vezes, a boa qualidade do vinho da pipa nas Osterie, os resultados são mais positivos que negativos.

Um brinde à Veneza e à Itália!!!

O que existe de mais parecido com o giro per ombre é o tapeo espanhol, quando, nas primeiras horas da noite, as pessoas “correm” os diferentes bares de tapas.

E vc? Qual a tua Osterie preferida? Tem andado de ombre de vez em quando??

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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Um pouquinho sobre a cultura dos vinhos na Itália: Vamos praticar o Tajut hoje?

O Tajut ou Cajut, é um dos mais antigos costumes de Friuli e Veneto Giulia relacionados à bebida e talvez um dos mais ancestrais de toda a Itália.

Segundo os usos da região, quando dois amigos se encontram na rua, um deles deve oferecer ao outro um copo de vinho. O convidado terá de retribuir, oferecendo por sua vez mais um copo de vinho.

É muito provável que nestas pequenas localidades de Friuli apareçam outros conhecidos enquanto os dois amigos conversam e bebericam seus vinhos. De imediato, serão convidados a sentar-se e lhes será também oferecido um copo do bom vinho branco de Collio à base de Chardonnay, Sauvignon Blanc ou Ribolla, devendo eles, por sua vez, retribuirem.

É óbvio que com tudo isso o Tajut se torna um cerimonial um tanto prolongado que, além do mais, requerirá algum preparo etílico. Felizmente, o “sumo de uva”é servido em pequenas taças, de modo que tais encontros não tenham forçosamente que terminar em resssaca.

E aí? Que tal praticar o Tajut hoje??

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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Barolo Ornato 2006…proposta de Vinho Mestre para o encontro dos Winefreaks (Itália)

Como já comentado em posts anteriores, o próximo encontro dos Winefreaks (na minha nova casa…) terá a Itália como tema. Pra esquentar os motores vai minha sugestão de mestre da noite:

 

Barolo Ornato 2006

Produtor: Pio Cesare

Região: Piemonte – Barolo – Serralunga d’Alba – Vinhedo Ornato (idade média das videiras de 30 anos).

Composição de Castas: 100% Nebbiolo

Amadurecimento: 36 meses em barricas bordalesas novas de carvalho para 70% do vinho; para os outros 30%, envelhecimento de 36 meses em “botti”, barris de 2000 a 5000

Premiações mais Relevantes:

WINE SPECTATOR: 95 pontos.

ROBERT PARKER: 92 pontos.

Elaboração: Elaborado apenas em anos excepcionais. Colheita com duração de três semanas (fim de outubro e começo de novembro). Seleção acurada das uvas, com descarte das imperfeitas. Desengaçe total. Prensagem delicada e fermentação nos tanques de inox em contato com os sólidos, a temperaturas ligeiramente mais altas (28-30°C), por 15 dias. Nesta fase as remontagens foram frequentes, mantendo as cascas sempre imersas e em contato com o mosto. Terminada a fermentação alcoólica, procede-se a “svinatura”, ou seja, a separação do vinho da parte sólida “vinaccia”. Malolática completa. Trasfega aos barris de carvalho para envelhecimento. Engarrafamento e manutenção das garrafas nas frias adegas por mais vários meses antes da emissão ao mercado.

Características Organolépticas: Rubi intenso impenetrável. Nariz de expectativa interminável, começando por ameixa e morangos, sobre pimenta-do-reino preta, violeta, tabaco e efusivo balsâmico. Nobre estrutura tânica, com enorme volume de boca e inacreditável persistência.

Classificação Legal: Barolo D.O.C.G.

 
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Publicado por em 28 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Vinhos e gastronomia da Itália: Características e regrinhas básicas

Como o encontro do mês de dezembro dos Winefreaks terá a Itália como tema, resolvi escrever um pouco sobre a comida mais incrível e simples do mundo e também sobre os vinhos mais gastronômicos que conheço.

Como sabemos, os pratos italianos geralmente tem um sabor muito pronunciado, o que requer como acompanhamento um vinho também muito marcante. Por isso mesmo, de modo geral, os (bons) vinhos italianos são o sinônimo de vinhos de bom corpo (o que vai ser motivo de festa para os nossos confrades B.A e H-Lee).

 

Vamos à alguns casamentos interessantes:

  • Pratos de carnes escuras, como a de coelho, cordeiro, cabrito, boi, porco, precisarão de um vinho tinto encorpado, como o Barolo.
  • Para acompanhar as massas, um tinto de corpo médio, como o Chianti é simplesmente incrível…coisa de cinema.
  • Para aves e peixes, os brancos secos, como o Soave.

Seria muito fácil sugerir harmonizações se fossem considerados somente alguns pratos e algumas cepas de uvas e tipos de vinificação, mas ao considerarmos que na Itália existem cerca de 4 mil tipos de vinhos e um sem número de uvas autóctones…a coisa fica bem mais difícil e também bem mais interessante pra provar, testar e analisar (o que pros freaks é mesmo um prato cheio!!! rs).

Poucas opções de vinhos né...

A partir de hoje vamos procurar tratar diariamente sobre temas relacionados aos vinhos italianos, além de apresentar opções de harmonização, ícones regionais, boas compras e dados sobre uma dos países mais incríveis do mundo.

Pra fechar esse post, um pouquinho do que veremos pela frente.

Alguns dos vinhos italianos mais conhecidos:

Nome Tipo Região
Brunello tinto Toscana
Chianti tinto Toscana
Barolo tinto Piemonte
Barbaresco tinto Piemonte
Bardolino tinto Vêneto
Valpolicella tinto Vêneto
Soave branco Vêneto
Orvieto branco Úmbria
Verdicchio branco Marche
Malvásia branco Puglia
Trebbiano branco Emilia-Romagna
Vermentino branco Sardenha
Frascati branco Lácio
 
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Publicado por em 22 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Afinal, o Churras combina ou não combina com Vinho?

Aproveitando que estamos na véspera do feriado, resolvi falar (novamente) de churrasco…tema que, como mulher, futebol e religião, é complicado de discutir. De toda forma, resolvi mostrar, na prática, que, além da cervejinha típica, é possível harmonizar muito bem o seu churrasco com os mais variados tipos de vinhos.

Com o apoio dos loucos por vinhos responsáveis pelo blog winefreaks, montei um guia para rápida consulta indicando que vinho combina com cada peça de carne e o porque da harmonização. Pode parecer frescura à primeira vista, mas garanto que ao longo do texto, vcs irão concordar conosco.

Então vamos às vacas frias…ou melhor às carnes na brasa:

  • Costela: (tanto aquela janelona que fica horas no fogo como aquela em tiras mais finas…) – Uma carne com alto teor de gordura pede um vinho com bom suporte de acidez e taninos bem aguçados. O Tannat uruguaio é uma ótima harmonização para contrapor a gordura. Um Syrah Australiano também pode ser uma harmonização surpreendente, pois, em geral contém frutas negras, bom corpo, sutileza e taninos presentes para contrapor as gorduras localizadas no interior da Costela.
  • Picanha: Uma carne suculenta, com fibras e boa porcentagem de gordura,  precisa de um vinho jovem e potente, como é o caso do Malbec argentino. Mas vou sugerir algo diferente para vc surpreeender sobretudo as mulheres…pegue a pontinha da Picanha (a parte correspondente a 3 a 4 dedos da ponta da peça), fatie e coloque na grelha, salpicada com sal fino dos dois lados, deixe entre o mal passado e o ao ponto. Por se tratar da parte mais nobre da picanha, macia e delicada, contem uma boa parcela de gordura, a qual requer um vinho com bom suporte de acidez,  tente um bom Carmenere chileno…vc e sua garota vão adorar!!!
  •  Coração de frango: Quer abrir os trabalhos com um coraçãozinho? Como, em geral ele é bem tempoerado antes de ir para o fogo, o sabor forte e acentuado vai requer um vinho branco com passagem na madeira, como um Chardonnay do novo mundo. Ponto para os chilenos e argentinos de novo!!!
  •  Contra-filé: Essa carne delicada e tenra, é de fácil harmonização e, de modo geral, acompanha incrivelmente bem os Malbecs argentinos, mas vou sugerir (e espero receber retorno) a harmonização com um Sangiovese italiano, faz um casamento interessante e permite ousar com um dos melhores vinhos para companhar comidas.
  •  Cordeiro: Se for um carré…que tal harmonizar com a uva mais bem adaptada às nossas pradarias…apesar do aroma forte, essa carne é muito delicada, macia e rica. Precisa de um vinho bem estruturado, mas também macio. De preferência, com complexidade aromática. Com o merlot do brasileiro estará muito bem harmonizada. No caso de uma Paleta ou de um Pernil, um Bordeaux tinto e os Cabernet Sauvignons do Novo Mundo farão bonito. Um Rioja também pode ser uma boa pedida!!

Agora é só comprar uma boa carne, botar fogo no carvão e chamar os winefreaks pra aproveitar o feriadão!!!! Lembrando que, depois de beber tanto vinho, não dirija!!!!

Winefreaks…loucos por vinhos!!!!

 
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Publicado por em 11 de outubro de 2011 em Dicas, Notícias, Técnicas e conceitos

 

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Sugestões para um encontro a dois!!!

O casal com sua pequena...hoje tem jantar à dois!!!

Meu amigo Felipe Carrara acaba de solicitar uma ajuda para escolher alguns vinhos para um encontro à dois com sua esposa. O menu será composto de uma bela tábua de frios e de brusquetas à moda do Carrara. Ele (e a torcida do Galo e do Palmeiras) quer escolhas boas para o paladar e para o bolso…portanto vamos buscar os vinhos que tiverem as melhores relações custo x benefício.

Como ele já indicou o local em que pretende comprar os vinhos (a Super Agega em Brasília-DF), vamos procurar orientá-lo com o que pudemos verificar pelo site.

Minha sugestão é começar os trabalhos com uma espumante (as brasileiras em geral são muito boas e acessíveis). Minhas sugestões:

Brut 130 – Casa Valduga

Castas: Chadonnay e Pinot Noir

Vale dos Vinhedos, Brasil

Espumante elaborado pelo método tradicional, límpido e brilhante, de coloração dourada e belo perlage. Com bouquet elegante e intenso de frutas secas, amêndoas e um leve tostado. Em boca é persistente e cremoso.

Preço na Super Adega: R$ 49,90

 

Dal Pizzol Brut Champenoise

Castas Chardonnay, Pinot Noir e Sylvaner

Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul

Feita pelo método Champenoise tem cor amarelo palha claro e brilhante com reflexos dourados. Perlage boa, no tamanho, abundância e persistência.

Aromas de frescor, nozes, frutas cristalizadas, brioche e toques florais. Paladar de bom corpo e acidez presente, onde a cremosidade se destaca.

Preço na Super Adega: R$ 45,90

Para acompanhar as brusquetas, vou dar uma dica clásica e uma sugestão um pouco mais ousada…na clássica, vamos procurar um representante italiano (que, apesar de não saber quais os recheios…deve cair muito bem com um vinho de Sangiovese) e na ousada, vou buscar inovar sugerindo uma cepa autoctone da África do Sul que é sempre bem avaliada pela mulheres..

Sugestão Clássica: Cecchi Chianti Classico 2006

País: Itália
Região: Toscana
Grad. Alcóolica: 13,3
Cor: Vermelho rubi intenso com reflexos granada.
Aroma: Rico, vivo e intenso com notas marcantes de eucalipto em seu final.
Uva: Sangiovese 90% e Canaiolo e Colorino Toscano 10%.
Sabor: Harmonioso, com paladar cheio e taninos ricos.
Temperatura – Serviço: 16/18 Graus.

Preço na Super Adega: R$ 56,90

Sugestão ousada: Fleur Du Cap Pinotage

Região: Stellenbosch
Variedades: Pinotage (produtividade: 8000Kg/ha)
Produção: Colheita manual na metade de fevereiro, fermentação alcoólica em contato com as peles a 28°C  durante 4 dias, depois as mesmas são removidas e a fermentação continua até o açúcar terminar. Passa por fermentação malolática (transformação do ácido málico em ácido lático) com amadurecimento de 12 meses sendo em barricas francesas de segundo uso. Por fim, passa mais 3 meses de envelhecimento em adega antes de sua comercialização.

Análise Sensorial:

Visual: cor vermelho rubi com reflexos violáceos Olfativa: frutas escuras (ameixa), bolo de frutas e baunilha.
Gustativa: seco, alta acidez, encorpado,  taninos macios e muito bem estruturados.

Temperatura de Serviço: 16°C

Álcool: 14,11 % vol

Preço na Super Adega: R$ 49,90.

Espero ter podido ajudar Felipão!!! Aproveite!!!

 
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Publicado por em 7 de outubro de 2011 em Dicas

 

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Sugestões de vinhos da Wine Stile – Vale conferir!!!

“A cada edição, os editores de Wine Style selecionam vinhos que consideram compras interessantes, ou porque são bons exemplos de um estilo, região ou variedade, ou porque oferecem boa relação preço/qualidade em sua respectiva faixa de preço, independentemente de serem mais baratos ou mais caros – ou seja, em
comparação com os preços médios de vinhos equivalentes em qualidade naquela faixa de preço”.

por ARTHUR AZEVEDO (AA ), BRUNO VIANNA (BV); FERNANDO BASILE (FB), FRANCISCO SOARES (FS), GERSON LOPES (GL), GUILHERME VELLOSO (GV) e RUI ALVES (RA)

Camplazens Premium 2003 (Languedoc/Casa do Vinho) – Feito por um corte comum à região –
Syrah, Grenache e Carignan, em que a primeira é dominante. Só existe em anos especiais. Potência, equilíbrio e final de boca muito agradável e persistente. Boa compra. (Casa do Vinho/Belo Horizonte) – GL

Danie de Wet Chardonnay Sur Lie 2008 (Robertson/África do Sul) – Embora não passe por madeira, o longo período de contato com as borras aumenta a complexidade deste bom Chardonnay do Novo Mundo, feito por um dos melhores produtores de vinhos brancos da África do Sul. Aromas frutados (maçãs e peras frescas) predominam, mas um toque de nozes aparece no nariz e na boca. Com boa acidez e frescor, é um vinho de corpo médio, cheio de sabor e equilibrado, em que o álcool (13,5%) não sobressai. (Mistral) – GV

De Martino 347 Vineyards (Maipo, Cachapoal e Maule/Chile) – Carmenère em pureza, este ótimo chileno assinado pelo craque Marcelo Retamal mostra cor violácea intensa e mescla matizes aromáticos da varietal proveniente de três vales chilenos. Os aromas remetem a ameixas, chocolate, pimenta preta, melaço, ervas
finas, café e caramelo, fugindo daquele herbáceo intenso pela excelente maturidade das uvas. É um vinho equilibrado, com bom corpo, taninos finos e muito persistente. (Decanter) – BV

Justino Madeira Terrantez Old Reserve (Ilha da Madeira/Portugal) – Um nobre e raro vinho da Ilha da Madeira, de uma varietal praticamente extinta. Intenso e sofisticado, mostra as clássicas notas de oxidação, mescladas a frutas caramelizadas e notas de casca de laranja confeitada. Doce e equilibrado, tem notável acidez, textura untuosa e muito longa persistência (Casa Flora/Porto a Porto) – AA

Les Breteches 2006 (Vale do Beka/Líbano) – Do Chateau Kefraya, traduz bem o significado de vinho bom e barato. Corte de seis uvas, Les Breteches mostra ao nariz toque florais, frutas bem maduras quase em compota, porém não enjoativas. É um vinho encorpado e mostra taninos macios. Boa persistência. (Zahil) – GL

Nederburg Winemaster’s Reserve Sauvignon Blanc 2007 (Stellenbosch/ África do Sul) – Um verdadeiro achado, este refrescante e puríssimo Sauvignon Blanc surpreende pela intensidade de aromas (frutas cítricas e maracujá, mesclados a instigantes toques herbáceos) e de sabores. Na boca é concentrado, equilibrado e com
final focado na fruta. Delicioso para acompanhar frutos do mar, sushi e sashimi (Casa Flora/Porto a Porto) – AA

Private Selection Branco 2007 (Alentejo/Portugal) – Este já é um clássico de Portugal e continua na lista dos melhores brancos daquele país. Curiosamente é produzido com a francesa Sémillon em pureza. No aroma
tem a fruta muito madura, toques de mel e baunilha, decorrentes da madeira presente e bem colocada. Na
boca, ressalta sua boa estrutura, com excelente acidez. (Qualimpor) – RA

Saint Clair Vicar’s Choice Pinot Noir 2007 (Marlborough/Nova Zelândia) – Bom exemplar da varietal, em estilo Novo Mundo, este vinho mostra aromas de frutas vermelhas maduras, (morangos e framboesas) floral, (rosas), com boa intensidade. Na boca revela boa acidez, média concentração, corpo adequado ao estilo e média persistência. Tem agradável retro-olfato. (Grand Cru) – FB

Só Syrah 2004 Bacalhoa (Alentejo/Portugal) – Um puro Syrah lusitano, de intensa cor rubi, impenetrável. Aroma intenso e de livro texto… Especiarias, chocolate, tostado, baunilha e coco. Estilo novo mundo. Fácil, enche a boca, untuoso, sem amargor, taninos finos, final muito agradável, equilibrado e longo! (Portus Cale) – FS

Tua Rita Perlato Del Bosco 2005 (Toscana/Itália) – Um autêntico “vinho de garagem”, produzido por uma das mais conceituadas vinícolas da Itália, este corte de Sangiovese (70%), Cabernet Sauvignon (25%) e Syrah (5%) exibe aromas de frutas escuras, com notas minerais e leve toque de fino couro. Equilibrado, concentrado e muito longo, esbanja classe e sofisticação (Grand Cru) – AA

Vila Santa Syrah 2006 (Alentejo/Portugal) – Um belo vinho de um dos mestres da enologia, que é João Portugal Ramos. Tinge a taça e mostra especiarias doces e frutas vermelhas e negras ao nariz. Bom volume de boca, fresco, uma constante nos vinhos deste enólogo. Aqui não há nada de sobremadurez ou sensação de enjoativo. (Casa Flora/ Porto a Porto) – GL

 
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Publicado por em 5 de outubro de 2011 em Dicas, Sem categoria

 

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