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Minhas escolhas para celebrar o Ano Novo

Sol, calor, praia, é assim que curtirei a virada do ano e o início de 2012. Como os “Oráculos” costumam dizer que temos que iniciar o ano com o pé direito, fiz uma seleção juntamente com meu amigo e confrade, o Sommelier Cristiano Ribeiro focada em vinhos brancos de diversas castas e características.

Seguindo meu gosto pessoal, acabei ficando focado nos vinhos do velho mundo, com uma única excessão, um vinho brasileiro da Vinícola Don Guerrino, com preço incrivelmente acessível e, segundo o Cristiano um belo exemplar para os meus experimentos de ano-novo.

Vamos aos vinhos:

  • Don Guerino Moscato Giallo
  • Paul Blanck Gewurstraminer
  • Paul Blanck Riesling
  • Barmes Gewurstraminer Rosenberg
  • Quinta de Gomariz Alvarinho
  • Varanda do Conde Vinho Verde
  • Ensaios – Felipa Pato
  • Alain Geoffroy Chablis Vielles Vignes
  • Redoma Reserva Branco – Nieeport

Prometo detalhar os resultados de cada um deles ao longo da semana.

Um maravilhoso final de ano para todos nós e um 2012 recheado de grandes experiências!!!!

 
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Publicado por em 30 de dezembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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Vinho e comidas apimentadas: Dá pra combinar?

Meu amigo Felipe Carrara, leitor assiduo do Blog dos Winefreaks me apresentou mais um questionamento interessante nessa semana e achei por bem compartilhá-lo com todos vocês. Afinal de contas, é possível casar bem os vinhos com comidas apimentadas?

Até bem pouco tempo atrás, frequentemente ouviríamos um enfático NÃO, mas hoje em dia, culinárias como a Japonesa, Chinesa, Mexicana, Tailandesa e Indiana tem casamentos bastante interessantes com os mais variados tipos de vinhos.

Para sermos práticos vamos à algumas linhas básicas que vão nos nortear para as escolhas mais acertadas:

  • Comidas apimentadas apresentam sensação de ardência ou calor marcantes, para acompanhá-las precisaremos buscar uma refrescância à esse ataque na lingua, nisso os brancos leves, frescos e frutados são campeões;
  • Minha primeira opção pode parecer meio fora de moda, mas sugeriria bons vinhos alemães de Riesling e Gewürztraminer pois sua doçura e brilhante acidez ligam muito bem com pratos mais condimentados. Os brancos da Alsácia (que seguem os mesmos princípios e castas são a opção mais classuda…).
  • Um Shiraz branco, um Pinot Grigio também costumam casar muito bem com comida picante; um Savignon Blanc poderá ser uma ótima opção, especialmente se for para acompanhar comidas que tenham limão ou vinagre. Um jovem Syrah funciona  muito bem, especialmente para acompanhar comidas muito aromáticas como a comida Indiana.
  • O gengibre,oniporesente nos pratos indianos, thais e chinesss, fica delicioso com um bom vinho verde de Portugal, Riesling e Pinot Grigio, muito bom também com Gewürztraminer, Sauvignon Blanc da Nova Zelândia e Soave da Itália, e bom com uma série de outros brancos franceses, italianos, espanhóis e sul-africanos.
  • Tal como os pratos picantes, o sushi pede vinhos brancos leves com um toque de doçura frutada, ou um vinho tinto leve e baixo em taninos.
  • Já na cozinha mexicana, vou ousar um pouquinho pois apesar de tão condimentada quanto a oriental, pode se dar muito bem com vinhos tintos de bom corpo, como um Rioja, um Syrah, um Malbec ou um Zinfandel.
  •  Cuidado com taninos muito marcados e vinhos muito encorpados pois eles podem aumentar a sensação de calor e transformar seu jantar num incêndio…

Agora é só iniciar os testes!!! E lembrando que a combinação vinho e pimenta é pra lá de afrodisíaca…tratem de estar preparados e bem acompanhados…

Saudações Freaks à todos!!!!

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Glasnevin Gravels Riesling 2008 – Craggy Range – Nova Zelândia – Hawke’s Bay

Antes da ficha técnica, algumas informações que julgo relevantes antes da prova efetiva desse vinho que ocorrerá na próxima quarta no Encontro da Nova Zelândia dos Winefreaks: Esse  vinho busca inspiração nos grandes Rieslings da Alemanha, por isso deve ser muito rico aromaticamente. Na boca, o alto açúcar residual (32g/L) deve ter bom balanço com a acidez vibrante dessa casta. Agora, a ficha:

REGIÃO: North Canterbury – Waipara – Vinhedo específico Glasnevin Gravels.

COMPOSIÇÃO DE CASTAS: 100% Riesling

GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 10° GL, com 32g/L de açúcares residuais.

CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS: Clima semi-marítimo, fortemente influenciado pela proximidade dos Alpes e pelas brisas frias que sopram da Baía de Pégasus.

CARACTERÍSTICAS DO SOLO: Solos pedregosos, com ótima drenagem, constituídos de uma fina camada (200-350mm) de silte argiloso. Subsolo de cascalho arenoso.

ELABORAÇÃO: A colheita das uvas é realizada de forma manual, com desengace total e rendimentos finais de 45 hl/ha. Fermentação a baixas temperaturas em tanques de inox, com inoculação de leveduras selecionadas. Clarificação, filtração e engarrafamento.

AMADURECIMENTO: 4 meses em tanques de inox sobre as lias finas.

ESTIMATIVA DE GUARDA: 6 anos.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS: Palha cristalino, com laivos verdeais. Vibrante aroma de lima madura, sublinhada pelo perfume de flor de laranjeira, jasmim e gengibre. A boca revela apaixonante equilíbrio entre os açúcares residuais e a maravilhosa acidez mineral, com leve toque etéreo.

CARTA DE VINHO SINTÉTICA: Vibrante aroma de lima madura, sublinhada pelo perfume floral e de gengibre. Untuoso, com transbordante frescor e longo final.

DIRETRIZES ENOGASTRONÔMICAS: Sushi e sashimi; Salada de frango marinado com gengibre e óleo de gergelim torrado; Sopa de crustáceos e frutos do mar; Camarões à tailandesa.

TEMPERATURA DE SERVIÇO: 10°C.

PREMIAÇÃO MAIS RELEVANTE: ROBERT PARKER: 91 Pontos

Preço Médio: R$ 115,00

Notas e impressões dos Winefreaks na semana que vem, após a prova.

 
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Publicado por em 8 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Quer saber como combinar queijos e vinhos? Os Winefreaks te mostram o que fazer…

Na semana passado, um grande amigo, o Bruno Wendling me enviou a seguinte mensagem no Facebook:

– Chardonnay com um Grana Padano, boa pedida Enzo Arns?! Gostei…

Fiquei imaginando a bela combinação de um Chardonnay jovem, com suas frutas em profusão e um pouco de madeira, com um queijo de textura granulosa e com um sabor muito característico: fresco, frutado e um pouquinho doce. É um casamento muito interessante por conta da semelhança no sabor frutado e no final de boca entre o sabor pronunciado do queijo e a madeira do vinho…pra fechar, uma acidez leve para melhorar a relação do queijo com a lingua.

Falando em casamento perfeito...olha o do Bruno aí!!!!

Falando em casamento...olha o do Bruno aí!!!

Depois de ficar com água na boca, resolvi escrever um pequeno texto com algumas sugestões bem pessoais sobre alguns bons casamentos entre os queijos e os vinhos mais comuns no nosso dia-a-dia, buscando sair das indicações muito tradicionais e da linguagem muito rebuscada que vocês encontrarão em diversos artigos.

Além de muito prático, combinar vinhos e queijos pode ser uma forma muito rápida e simples de se ter um delicioso menu para uma noite com a família e amigos sem muito trabalho e com diversas opções de casamentos incríveis. Além desses dois ingredientes, basta incluir alguns pães, frutas e/ou saladas e o banquete estará pronto!

Precisa de algo mais? Um banquete rápido e fácil de fazer com queijos e vinhos.

A escolha dos complementos tem suas razões. Por serem neutros na boca, os pães preparam a boca para saborear diferentes tipos de vinho. Já as frutas frescas como a maçã, uva e morango, bem como as secas (damasco, figo e amêndoa) embelezam a mesa e multiplicam as sensações no paladar. Tudo gostoso e extremamente fácil. Somente para ajudar nos cálculos, de modo geral, meia garrafa de vinho e cerca de 300 g de queijo por convidado são suficientes.

Entretanto, combinar queijos e vinhos requer alguns cuidados pois o sabor de um não pode anular o do outro e sim melhorar e, como esse é um blog de vinhos, vamos organizar as coisas à partir deles:

Sauvignon Blanc, Riesling e Alvarinho (os brancos leves e ácidos): Os vinhos dessas uvas terão bom relacionamento com queijos mais leves, especialmente as versões frescas (pra ser mais específico, sugiro um queijo de cabra…eu acho um casamento perfeito!!!). Outras boas pedidas são a ricota e a mussarela de búfala. Experimente ainda os mais gordurosos como os tipos gouda e estepe, que, em geral, vão  melhorar o sabor dos vinhos dessas castas.

Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Grigio e Chenin Blanc, (os brancos mais encorpados): Esses vinhos são aqueles cheios de classe e, sobretudo personalidade. Para tanto precisam casar com queijos de paladar acentuado, a exemplo do tipos brie, camembert e cheddar.

Shiraz, Chianti e Barolo:Os vinhos robustos elaborados com essas uvas pedem queijos duros e de aroma forte, como parmesão e pecorino.

Adocicados, os queijos gruyère e emmental combinam com os tintos Bardolino e Barbera. Com menos tanino (a substância responsável pela sensação de adstringência na boca), os vinhos derivados da uva Pinot Noir acompanham com maestria o edam e o queijo estepe.

Vinhos do Porto: Queijos como gorgonzola, roquefort e camembert fazem bonito junto a um vinho do Porto Ruby (tinto de sabor intenso) ou a um Porto Tawny (com aroma de madeira).

Vinhos de sobremesa: Adocicados, fazem sucesso quando associados aos queijos de pasta azul, como roquefort e stilton. No caso, os contrastes valorizam a mistura e equilibram as texturas: o salgado de um se contrapõe ao doce do outro, e a acidez da bebida evidencia a cremosidade dos queijos.

Resumindo, queijos e vinhos, fazem um casamento perfeito!!!

 
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Publicado por em 28 de outubro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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