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Arquivo da tag: Sangiovese

Afinal, o Churras combina ou não combina com Vinho?

Aproveitando que estamos na véspera do feriado, resolvi falar (novamente) de churrasco…tema que, como mulher, futebol e religião, é complicado de discutir. De toda forma, resolvi mostrar, na prática, que, além da cervejinha típica, é possível harmonizar muito bem o seu churrasco com os mais variados tipos de vinhos.

Com o apoio dos loucos por vinhos responsáveis pelo blog winefreaks, montei um guia para rápida consulta indicando que vinho combina com cada peça de carne e o porque da harmonização. Pode parecer frescura à primeira vista, mas garanto que ao longo do texto, vcs irão concordar conosco.

Então vamos às vacas frias…ou melhor às carnes na brasa:

  • Costela: (tanto aquela janelona que fica horas no fogo como aquela em tiras mais finas…) – Uma carne com alto teor de gordura pede um vinho com bom suporte de acidez e taninos bem aguçados. O Tannat uruguaio é uma ótima harmonização para contrapor a gordura. Um Syrah Australiano também pode ser uma harmonização surpreendente, pois, em geral contém frutas negras, bom corpo, sutileza e taninos presentes para contrapor as gorduras localizadas no interior da Costela.
  • Picanha: Uma carne suculenta, com fibras e boa porcentagem de gordura,  precisa de um vinho jovem e potente, como é o caso do Malbec argentino. Mas vou sugerir algo diferente para vc surpreeender sobretudo as mulheres…pegue a pontinha da Picanha (a parte correspondente a 3 a 4 dedos da ponta da peça), fatie e coloque na grelha, salpicada com sal fino dos dois lados, deixe entre o mal passado e o ao ponto. Por se tratar da parte mais nobre da picanha, macia e delicada, contem uma boa parcela de gordura, a qual requer um vinho com bom suporte de acidez,  tente um bom Carmenere chileno…vc e sua garota vão adorar!!!
  •  Coração de frango: Quer abrir os trabalhos com um coraçãozinho? Como, em geral ele é bem tempoerado antes de ir para o fogo, o sabor forte e acentuado vai requer um vinho branco com passagem na madeira, como um Chardonnay do novo mundo. Ponto para os chilenos e argentinos de novo!!!
  •  Contra-filé: Essa carne delicada e tenra, é de fácil harmonização e, de modo geral, acompanha incrivelmente bem os Malbecs argentinos, mas vou sugerir (e espero receber retorno) a harmonização com um Sangiovese italiano, faz um casamento interessante e permite ousar com um dos melhores vinhos para companhar comidas.
  •  Cordeiro: Se for um carré…que tal harmonizar com a uva mais bem adaptada às nossas pradarias…apesar do aroma forte, essa carne é muito delicada, macia e rica. Precisa de um vinho bem estruturado, mas também macio. De preferência, com complexidade aromática. Com o merlot do brasileiro estará muito bem harmonizada. No caso de uma Paleta ou de um Pernil, um Bordeaux tinto e os Cabernet Sauvignons do Novo Mundo farão bonito. Um Rioja também pode ser uma boa pedida!!

Agora é só comprar uma boa carne, botar fogo no carvão e chamar os winefreaks pra aproveitar o feriadão!!!! Lembrando que, depois de beber tanto vinho, não dirija!!!!

Winefreaks…loucos por vinhos!!!!

 
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Publicado por em 11 de outubro de 2011 em Dicas, Notícias, Técnicas e conceitos

 

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Sugestões para um encontro a dois!!!

O casal com sua pequena...hoje tem jantar à dois!!!

Meu amigo Felipe Carrara acaba de solicitar uma ajuda para escolher alguns vinhos para um encontro à dois com sua esposa. O menu será composto de uma bela tábua de frios e de brusquetas à moda do Carrara. Ele (e a torcida do Galo e do Palmeiras) quer escolhas boas para o paladar e para o bolso…portanto vamos buscar os vinhos que tiverem as melhores relações custo x benefício.

Como ele já indicou o local em que pretende comprar os vinhos (a Super Agega em Brasília-DF), vamos procurar orientá-lo com o que pudemos verificar pelo site.

Minha sugestão é começar os trabalhos com uma espumante (as brasileiras em geral são muito boas e acessíveis). Minhas sugestões:

Brut 130 – Casa Valduga

Castas: Chadonnay e Pinot Noir

Vale dos Vinhedos, Brasil

Espumante elaborado pelo método tradicional, límpido e brilhante, de coloração dourada e belo perlage. Com bouquet elegante e intenso de frutas secas, amêndoas e um leve tostado. Em boca é persistente e cremoso.

Preço na Super Adega: R$ 49,90

 

Dal Pizzol Brut Champenoise

Castas Chardonnay, Pinot Noir e Sylvaner

Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul

Feita pelo método Champenoise tem cor amarelo palha claro e brilhante com reflexos dourados. Perlage boa, no tamanho, abundância e persistência.

Aromas de frescor, nozes, frutas cristalizadas, brioche e toques florais. Paladar de bom corpo e acidez presente, onde a cremosidade se destaca.

Preço na Super Adega: R$ 45,90

Para acompanhar as brusquetas, vou dar uma dica clásica e uma sugestão um pouco mais ousada…na clássica, vamos procurar um representante italiano (que, apesar de não saber quais os recheios…deve cair muito bem com um vinho de Sangiovese) e na ousada, vou buscar inovar sugerindo uma cepa autoctone da África do Sul que é sempre bem avaliada pela mulheres..

Sugestão Clássica: Cecchi Chianti Classico 2006

País: Itália
Região: Toscana
Grad. Alcóolica: 13,3
Cor: Vermelho rubi intenso com reflexos granada.
Aroma: Rico, vivo e intenso com notas marcantes de eucalipto em seu final.
Uva: Sangiovese 90% e Canaiolo e Colorino Toscano 10%.
Sabor: Harmonioso, com paladar cheio e taninos ricos.
Temperatura – Serviço: 16/18 Graus.

Preço na Super Adega: R$ 56,90

Sugestão ousada: Fleur Du Cap Pinotage

Região: Stellenbosch
Variedades: Pinotage (produtividade: 8000Kg/ha)
Produção: Colheita manual na metade de fevereiro, fermentação alcoólica em contato com as peles a 28°C  durante 4 dias, depois as mesmas são removidas e a fermentação continua até o açúcar terminar. Passa por fermentação malolática (transformação do ácido málico em ácido lático) com amadurecimento de 12 meses sendo em barricas francesas de segundo uso. Por fim, passa mais 3 meses de envelhecimento em adega antes de sua comercialização.

Análise Sensorial:

Visual: cor vermelho rubi com reflexos violáceos Olfativa: frutas escuras (ameixa), bolo de frutas e baunilha.
Gustativa: seco, alta acidez, encorpado,  taninos macios e muito bem estruturados.

Temperatura de Serviço: 16°C

Álcool: 14,11 % vol

Preço na Super Adega: R$ 49,90.

Espero ter podido ajudar Felipão!!! Aproveite!!!

 
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Publicado por em 7 de outubro de 2011 em Dicas

 

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Sugestões de vinhos da Wine Stile – Vale conferir!!!

“A cada edição, os editores de Wine Style selecionam vinhos que consideram compras interessantes, ou porque são bons exemplos de um estilo, região ou variedade, ou porque oferecem boa relação preço/qualidade em sua respectiva faixa de preço, independentemente de serem mais baratos ou mais caros – ou seja, em
comparação com os preços médios de vinhos equivalentes em qualidade naquela faixa de preço”.

por ARTHUR AZEVEDO (AA ), BRUNO VIANNA (BV); FERNANDO BASILE (FB), FRANCISCO SOARES (FS), GERSON LOPES (GL), GUILHERME VELLOSO (GV) e RUI ALVES (RA)

Camplazens Premium 2003 (Languedoc/Casa do Vinho) – Feito por um corte comum à região –
Syrah, Grenache e Carignan, em que a primeira é dominante. Só existe em anos especiais. Potência, equilíbrio e final de boca muito agradável e persistente. Boa compra. (Casa do Vinho/Belo Horizonte) – GL

Danie de Wet Chardonnay Sur Lie 2008 (Robertson/África do Sul) – Embora não passe por madeira, o longo período de contato com as borras aumenta a complexidade deste bom Chardonnay do Novo Mundo, feito por um dos melhores produtores de vinhos brancos da África do Sul. Aromas frutados (maçãs e peras frescas) predominam, mas um toque de nozes aparece no nariz e na boca. Com boa acidez e frescor, é um vinho de corpo médio, cheio de sabor e equilibrado, em que o álcool (13,5%) não sobressai. (Mistral) – GV

De Martino 347 Vineyards (Maipo, Cachapoal e Maule/Chile) – Carmenère em pureza, este ótimo chileno assinado pelo craque Marcelo Retamal mostra cor violácea intensa e mescla matizes aromáticos da varietal proveniente de três vales chilenos. Os aromas remetem a ameixas, chocolate, pimenta preta, melaço, ervas
finas, café e caramelo, fugindo daquele herbáceo intenso pela excelente maturidade das uvas. É um vinho equilibrado, com bom corpo, taninos finos e muito persistente. (Decanter) – BV

Justino Madeira Terrantez Old Reserve (Ilha da Madeira/Portugal) – Um nobre e raro vinho da Ilha da Madeira, de uma varietal praticamente extinta. Intenso e sofisticado, mostra as clássicas notas de oxidação, mescladas a frutas caramelizadas e notas de casca de laranja confeitada. Doce e equilibrado, tem notável acidez, textura untuosa e muito longa persistência (Casa Flora/Porto a Porto) – AA

Les Breteches 2006 (Vale do Beka/Líbano) – Do Chateau Kefraya, traduz bem o significado de vinho bom e barato. Corte de seis uvas, Les Breteches mostra ao nariz toque florais, frutas bem maduras quase em compota, porém não enjoativas. É um vinho encorpado e mostra taninos macios. Boa persistência. (Zahil) – GL

Nederburg Winemaster’s Reserve Sauvignon Blanc 2007 (Stellenbosch/ África do Sul) – Um verdadeiro achado, este refrescante e puríssimo Sauvignon Blanc surpreende pela intensidade de aromas (frutas cítricas e maracujá, mesclados a instigantes toques herbáceos) e de sabores. Na boca é concentrado, equilibrado e com
final focado na fruta. Delicioso para acompanhar frutos do mar, sushi e sashimi (Casa Flora/Porto a Porto) – AA

Private Selection Branco 2007 (Alentejo/Portugal) – Este já é um clássico de Portugal e continua na lista dos melhores brancos daquele país. Curiosamente é produzido com a francesa Sémillon em pureza. No aroma
tem a fruta muito madura, toques de mel e baunilha, decorrentes da madeira presente e bem colocada. Na
boca, ressalta sua boa estrutura, com excelente acidez. (Qualimpor) – RA

Saint Clair Vicar’s Choice Pinot Noir 2007 (Marlborough/Nova Zelândia) – Bom exemplar da varietal, em estilo Novo Mundo, este vinho mostra aromas de frutas vermelhas maduras, (morangos e framboesas) floral, (rosas), com boa intensidade. Na boca revela boa acidez, média concentração, corpo adequado ao estilo e média persistência. Tem agradável retro-olfato. (Grand Cru) – FB

Só Syrah 2004 Bacalhoa (Alentejo/Portugal) – Um puro Syrah lusitano, de intensa cor rubi, impenetrável. Aroma intenso e de livro texto… Especiarias, chocolate, tostado, baunilha e coco. Estilo novo mundo. Fácil, enche a boca, untuoso, sem amargor, taninos finos, final muito agradável, equilibrado e longo! (Portus Cale) – FS

Tua Rita Perlato Del Bosco 2005 (Toscana/Itália) – Um autêntico “vinho de garagem”, produzido por uma das mais conceituadas vinícolas da Itália, este corte de Sangiovese (70%), Cabernet Sauvignon (25%) e Syrah (5%) exibe aromas de frutas escuras, com notas minerais e leve toque de fino couro. Equilibrado, concentrado e muito longo, esbanja classe e sofisticação (Grand Cru) – AA

Vila Santa Syrah 2006 (Alentejo/Portugal) – Um belo vinho de um dos mestres da enologia, que é João Portugal Ramos. Tinge a taça e mostra especiarias doces e frutas vermelhas e negras ao nariz. Bom volume de boca, fresco, uma constante nos vinhos deste enólogo. Aqui não há nada de sobremadurez ou sensação de enjoativo. (Casa Flora/ Porto a Porto) – GL

 
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Publicado por em 5 de outubro de 2011 em Dicas, Sem categoria

 

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