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Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 4 – Tintos de outras cepas

Além dos tintos da uva Malbec e dos tintos de Corte, resolvemos analisar também os tintos varietais de outras castas…Bonarda, Merlot, Syrah, Pinot Noir, e muitas outras nos mostraram que não só na Malbec residem vinhos incríveis em Mendoza. Aproveitem nossa seleção:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato)

    1. Serrera Reserva Bonarda (4 votos)

    2. Luna Syrah

 Serrera Reserva Bonarda 2008. Quando nos falava sobre esse vinho, Hernán frizou que foi uma excelente safra em Tupungato, origem desta Bonarda, um ano com muita concentração de cor e aromas. As uvas deste vinho são provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. Levamos o tinto ao nariz. Uau!! O que foi isto? Que belíssimo bouquet, concentrado, pimenta negra, cravo, notas mentoladas, final levemente herbáceo, elegantíssimo, não muito potente mas com uma persistência incrível. Na boca só melhorou, a rusticidade da Bonarda, quase mastigável já pedia um entrecot jugoso para acompanhar, que tinto maravilhoso, foi eleito naquele momento o Bonarda da semana!

Hernán com os Winefreaks...viva a Bonarda!!!

  • Amostra de Tanque:

    1. La Anita Merlot

    2. Las Perdices Pinot Noir

    3. La Anita Syrah

5ª Amostra. Merlot 2011. Incrível este tinto, um dos aromas mais enigmáticos das amostras, segundo Sebastian, esta amostra vem se transformando semana após semana. No aroma toques de especiarias, marmelo, couro, terra, não muito intenso. Na boca, um merlot típico, acidez e taninos macios e com uma estrutura mediana, promete ser um vinho muito elegante.

  • Vinhos Premium:

    1. Carinae Gran Syrah (5 votos)

 

Carinae Gran Reserva Syrah 2008. Mesma crianza do Gran Malbec. Que tinto grandioso, um titã, muito complexo, tanto no nariz como na boca apresenta aromas levemente licorosos. Primeiro ataque na boca vigoroso mas evolui para um equilíbrio incrível, no final de boca todas as suas percepções se mesclam trazendo uma percepção de uma obra de arte bem acabada. Um grandíssimo Syrah….”Time Freeze” em todos os freaks que ainda sobreviviam!!!!

 
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Publicado por em 16 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 3 – Vinhos Brancos

Nem só os Malbec e os vinhos tintos fazem bonito em Mendoza. Nesse post elencaremos os melhores brancos segundo a avaliação dos Winefreaks (Cristiano Ribeiro, Enzo Arns, Isac Azevedo, Leandro Sperry e Jonas Lunkes). Aproveitem:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato):

      1. Alfredo Roca Chardonnay Dedicacion Personal 2010 (4 votos)

      2. Cuarto de Milla Branco 2011

Alfredo Roca Chardonnay Dedicacion Personal safra 2010. Lindo, amarelo palha com toques dourados já mostrando sua breve passagem por roble americano. Frutas brancas, banana, pêssego, damascos secos, creme de baunilha. Primeiro momento o carvalho ainda estava saliente demais mas após alguns minutos de aeração seus aromas primários vieram a tona. Lindo. Na boca só melhorou, grande untuosidade mas muito bem balanceada com sua veia ácida, volumoso, rico, grande final de boca. Este deve ser degustado por todos que admiram um belo branco.

  • Melhor Custo x Benefício:

      1. Serrera Torrontés (2 votos)

      2. Finca La Daniela Chardonnay (2 votos)

      3. Alfredo Roca Tocai

 Serrera Torrontes 2010. Sem dúvidas um dos melhores Torrontes degustados na viagem, da variedade Torrontes Riojano, a idéia segundo Hernán era buscar um vinho não muito intenso, como alguns Torrontes que chegam a ser enjoativos, mas com uma boa carga aromática. Realmente estava muito bom no nariz, não muito explosivo, toques florais e frutas brancas e tropicais. Na boca redondo, elegante, sutil, uma discrição acima da média quando falamos de um torrontes. Excelente.

Finca la Daniela Chardonnay 2011. Particularmente somos fãs da linha la Daniela, são vinhos que se posicionam em uma faixa intermediária / alta de qualidade mas com preços justíssimos, para se ter uma idéia, no Brasil são vendidos na faixa dos R$ 35. Outra coisa que admiramos muito neste rótulo é sua franqueza na tipicidade das castas, Mônica, a enóloga, jamais peca pelo exagero de carvalho ou maceração, são vinhos ao estilo do Velho Mundo, excelentes. Este Chardonnay estava especial, ótimo nariz, boa intensidade, notas de maçã, abacaxi, frutas tropicais e um toque de manteiga, apesar de não ter passagem por carvalho. Na boca excelente primeiro ataque com boa força mas sem exageros, final de boca muito agradável.

  1.  Vinhos Premium:

      1. Las Perdices Sauvignon Fummé (3 votos)

      2. Finca La Anita Chadonnay

      3. Don Nicanor Chardonnay/Viognier

 Las Perdices Sauvignon Blanc Fummé 2010. Quando pensávamos que mais nada poderia melhorar Carlos nos surpreendeu novamente, nos fez degustar um Sauvignon Blanc com passagem  e fermentação em barricas de carvalho. Se no Sauvignon Blanc varietal faltava um pouco de estrutura neste sobrava. A integração entre fruta e madeira é impressionante, normalmente não gosto do Sauvignon Blanc com carvalho mas me curvei para este. E foi a opinião geral do grupo. Perfeito. Pena que ainda não está no Brasil.

 
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Publicado por em 15 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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A saga dos Winefreaks na Argentina chega ao seu final…reflexões, números, curiosidades e as previsões para as próximas aventuras em 2012.

Após 5650 km de estradas percorridas no Brasil e na Argentina, com um consumo de aproximadamente 570 litros de óleo diesel, duas correias trocadas e alguns percalços com a extremamente corrupta polícia rodoviária argentina, poderíamos dizer que a viagem foi um tanto exaustiva, um pouco arriscada e, algumas vezes, até uma provação. Mas isso só teria valor se desconsiderássemos a impressionante marca de 111 amostras diferentes de vinhos incríveis que degustamos na Bodega Alfredo Roca em San Rafael, na Salentein e Bodega La Azul em Tupungato, na Viña Las Perdices, Finca La Anita, Bodega Barberis, Bodega Carinae, Nieto Senetiner e Serrera Vinos em Mendoza, além das dezenas de outras garrafas consumidas na companhia de pratos incríveis dos mais de 20 restaurantes que experimentamos ao logo do trajeto.

Na cava de vinhos antigos da Nieto Senetiner...eles não sabiam o risco que estavam correndo!!!

A miríade de aromas e sabores, temperada pelo terroir argentino, com suas nuances de clima, altitude, solos, técnicas de vinificação e, sobretudo, de pessoas e da alma mendocina se apresentaram em uma experiência única e inesquecível.

Hospedamo-nos em pousadas luxuosas e hospedarias de beira de estrada, em hotéis econômicos e em redes internacionais, sendo 1 noite em Santa-Fé, 2 noites em San Rafael, 1 noite em Tupungato, 7 noites em Mendoza, 1 noite em Federal e 1 noite em Livramento.

Além dos vinhos, incríveis paisagens naturais e construtivas como a visão dos pampas argentinos, a travessia pelo túnel que cruza o Rio Paraná com quase 3 quilômetros de extensão e mais de 30 metros abaixo do fundo do rio, as estradas com retas quase infinitas acompanhadas de desertos imensos de ambos os lados, e do Parque Provincial Aconcágua, base da montanha mais alta das Américas: o Aconcágua também abrilhantaram o roteiro.

Foram 13 dias descobrindo na prática aquilo que dizia em latim, o filósofo Gaius Plinius Secundus na mensagem “In vino veritas” numa das primeiras tentando de traduzir o abstrato sensorial para a ótica da poesia.  “No vinho, a verdade”.

Composto de humor líquido e luz, o bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria. Merecido nas vitórias e necessário nas derrotas é composto de líquido e luz, dando palavra aos pensamentos e alegrando o coração do homem. E, sem sombra de dúvida, o vinho é o melhor lugar para se encontrar amigos.

Galileu, Shakespeare, Napoleão, Goethe, Samuel Johnson e Arruda certamente concordarão conosco.

Os Winefreaks prontos pra próxima aventura!!!

Cristiano Ribeiro, Enzo Arns, Jonas Lunkes, Leandro Sperry e Isac Azevedo são os Winefreaks. A viagem foi apoiada pelas seguintes empresas: Prefeitura Municipal de Canela, Brocker Turismo, Guimarães- Griffe em Imóveis, Super Carros, Harley Motors Show, Museu de Cera, Hollywood, Auxiliadora Predial – Casa da Serra, Santé Atividade Corporal, Ecoparque Sperry, Restaurante Bergamota, Agência Viajar Melhor e Mercadores de Vinhos. O Jornal Integração e a Revista Gramado cobriram a viagem com exclusividade.

E no mês que vem acompanhem os Winefreaks em uma nova viagem, agora na Serra Catarinense. Para saber tudo sobre a viagem, com fotos e informações detalhadas e ainda receber dicas e conferir as análises detalhadas de cada um dos 111 vinhos degustados, acesse www.winefreaks.com.br.

 
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Publicado por em 1 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Fechando com chave de ouro: Serrera Vinos

Encerramos nossa visitas na sexta-feira à noite em uma pequena bodega localizada na região de Luján de Cuyo, contudo, esta visita era muito mais do que conhecer instalações, visitar vinhedos e degustar bons vinhos, era uma visita a velhos amigos. Ir a Mendoza e visitar meus grandes amigos Hernán e Vitu já se tornou agenda obrigatória e não poderia deixar de ir com meus confrades winefreaks.

Hernán e Vitu são proprietários da Serrera Vinos, uma bodega relativamente desconhecida no  Brasil,  tem seus rótulos trazidos ao Brasil pela importadora Hannover,  mas que produz vinhos interessantíssimos. A Serrera possui vinhedos espalhados pelas principais regiões produras de Mendoza, Luján de Cuyo, Agrelo e Tupungato, produz uma média de 200.000 Kg de uvas ano, contudo, apenas uma pequena e selecionada parcela destas ficam na Serrera, o restante é vendido para outras grandes bodegas. Possuem uma planta em Luján que faz todo o processo de vinificação.

Vinhedos com mais de 100 anos em cultivo orgânico no quintal de casa...que tal???

Fomos recebidos na casa de Hérnan, onde possui uma pequena propriedade cercada de vinhedos com quase 100 anos de idade onde conduz as vinhas de forma orgânica. Além disso Hérnan tem uma criação de cabras para produção de leite e queijo fabricado ali mesmo em sua propriedade, queijos estes que provamos juntos com os vinhos, deliciosos.

Vai um queijinho de cabra direto da fonte???

Logo que chegamos Hernán nos conduziu para uma pequena sala onde preparou uma mesa com alguns vinhos para nossa degustação, todos rótulos novos que ainda estão para entrar no mercado e algumas preciosidades! Sem grandes demoras vamos fazer uma análise dos vinhos provados pois nesta noite os vinhos não eram o assunto principal.

As "crianças" que nos foram oferecidas no início da noite...

Serrera Torrontes 2010. Sem dúvidas um dos melhores Torrontes degustados na viagem, da variedade Torrontes Riojano, a idéia segundo Hernán era buscar um vinho não muito intenso, como alguns Torrontes que chegam a ser enjoativos, mas com uma boa carga aromática. Realmente estava muito bom no nariz, não muito explosivo, toques florais e frutas brancas e tropicais. Na boca redondo, elegante, sutil, uma discrição acima da média quando falamos de um torrontes. Excelente.

Serrera del Pecado 2008. Este é o tinto de entrada da Serrera, um corte 55% Cabernet Sauvignon e 45% Malbec, a proposta é um tinto fácil, sem carvalho, com muita fruta presente. Pelo preço que é cobrado, 10 pesos na Argentina, superou as expectativas, a única ressalva é que foi servido um pouco quente, escondendo sua tão desejada fruta, após resfriarmos um pouco voltou a vida novamente.

Serrera Moments Malbec 2008. Corte de Malbecs de diferentes terroirs, Tupungato, para lhe trazer mais frescor, e Luján de Cuyo, para aporte de estrutura. A proposta deste vinho é ser uma passagem do del pecado para a linha reserva, realmente é um belo tinto, com excelente custo/qualidade, a duvida é se os clientes não preferem pagar um pouco mais e ir direto para o reserva? Entramos num pequeno debate sobre este tema que Hérnan chegou a concordar. No entanto, um tinto a ser degustado.

Neste momento, nos demos conta que Hérnan ia mudando a música ambiente a cada vinho servido, como se buscasse uma harmonização diferente, não sabemos dizer se foi isto mas a verdade é que a energia estava ótima nesta noite.

Um brinde entre os trabalhos pra descontrair!!!!

Serrera Reserva Malbec 2010. Chegamos a linha reserva, este vinho foi feito com uvas de Luján de Cuyo, que segundo Hernán foi uma safra muito boa, com bastante estrutura fenólica nos grãos. Hernán tratou de preservar muito a fruta deste malbec, notava-se isto no nariz, aromas limpos de frutas vermelhas, mirtillos, final tabaco e especiarias mostrando um aporte de carvalho muito bem trabalhado. Na boca um belíssimo Malbec, equilibradíssimo, nada de bombas alcoólicas, mas um vinho com energia e vida com um final de boca revigorante.

Serrera Reserva Bonarda 2008. Nos falando um pouco deste vinho, foi uma excelente safra em Tupungato, disse Hernán,  origem desta Bonarda, um ano com muita concentração de cor e aromas. As uvas deste vinho são provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. Levamos o tinto ao nariz. Uau!! O que foi isto? Que belíssimo bouquet, concentrado, pimenta negra, cravo, notas mentoladas, final levemente herbáceo, elegantíssimo, nao muito potente mas com uma persistência incrível. Na boca só melhorou, a rusticidade da Bonarda, quase mastigável já pedia um entrecot jugoso para acompanhar, que tinto maravilhoso, foi eleito naquele momento o Bonarda da semana.

Serrera Gran Guarda 2005. Chegamos a prata da casa, momento único, consegue-se notar facilmente a admiração de Hernán por este vinho, a forma como conseguiu aproveitar as qualidades da Malbec ao máximo, a forma como conseguiu integrar o carvalho novo com maestria. Sem dúvida um grande malbec no nariz e na boca, potência com balanço, vinho gastrômico, sem dúvidas chegamos ao Freak da noite. Como se não pudesse melhorar Hernán foi a seu laptop e colocou o volume no máximo, estava tocando Brother in Arms – Dire Straits. Ao som de Mark Knopfler podemos dizer com certeza que aquele foi um momento Timefreaze.

Após terminarmos esta degustação maravilhosa Hernán nos conduziu ao pátio de sua casa onde havia montado uma mesa no pátio e Vitu já nos aguardava com a Parrillera queimando lenha e alguns pedaços de carnes selecionadas tostando sobre a grelha.

O fogo pronto pra fazer umas carnes na grelha!!!

Bem, não precisamos dizer que foi uma noite memorável, ainda mais quando Hernán chegou a mesa com uma garrafa de um Serrera Reserva Syrah 2002, ano da primeira safra da Serrera. Como costuma dizer nosso amigo Vitu: “Que vida de mierda!!”

Será que a noite estava boa???

Nossos mais sinceros agradecimentos a Hernán, Vitu, Verônica e toda sua família que nos receberam de braços abertos em sua casa e fez de nosso último dia em Mendoza um momento inesquecível.

Que vida de mierda!!!!
 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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