RSS

Arquivo da tag: Syrah

Um passeio pela África do Sul

Um passeio pela África do Sul

Esta semana em nosso encontro Freak organizamos uma degustação com vinhos da África do Sul, todos tínhamos uma boa expectativa não só por alguns vinhos que já conhecíamos mas principalmente pela seleção que havíamos feito. Bem, nossas expectativas foram superadas. Ficamos impressionados com a qualidade geral dos vinhos. Podemos ver com clareza como este país esta se destacando pela qualidade de seus vinhos brancos e tintos e não somente pela tão falada Pinotage. Vamos ver um pouco dos rótulos degustados nesta noite especial.

Glen Carlou Chardonnay 2010

Amarelo palha levemente dourado e marcado. Este chardonnay teve 10 meses de estágio em barricas, contudo, apenas 30% novas, o restante barricas de segundo e terceiro uso. Apesar de ser o vinho de entrada na linha dos brancos, apresenta uma estrutura de boca interessante.

No nariz aromas minerais com toques de côco e frutas brancas. Média intensidade.

Na boca acidez presente mas pendendo mais para seu lado macio, amplo, final de boca com bom amargor, quase um breve tanino, talvez pelo carvalho. Importado por Decanter

Glen Carlou Quartz Chardonnay 2010 – Single Vineyard

Este vinho vem de vinhedos únicos (single vineyard) provenientes de solos com fragmentos de quartzo. Passa por um afinamento de 11 meses em barricas de carvalho francês novas. De coloração amarelo palha com reflexos dourados mais intensos, no nariz muito elegante e complexo, toques de pederneira, côco branco, geléia de laranja, notas defumadas, boa intensidade.

Na boca grande, primeiro ataque muito amplo, acidez incrivelmente balanceada com seu peso, Final de boca marcante, longo, duro e amargo mas muitíssimo agradável. Seu estágio em carvalho não influenciou de forma negativa, pelo contrário, apenas engrandeceu a obra.

Vale a diferença de preço em relação ao Glen Carloy Chardonnay de entrada. Importado por Decanter

Hamilton Russel Pinot Noir HVR 2009 – 13,5%

Este era um dos vinhos grande expectativa da noite, tínhamos ótimas referencias e, como qualquer grande Pinot, gerou muita controvérsia no grupo, alguns adoraram, outros nem tanto. Um tinto de coloração vermelho Rubi de media intensidade, primeiro momento aromas animais no nariz, carne crua, um pouco desagradável,  após alguma aeração abre-se e vem a tona suas notas típicas, frutas vermelhas, amoras frescas, muito sutil e elegante. Na boca um típico Pinot da Borgonha, frutas e acidez muito marcadas, feminino, final de boca muito agradável. Belíssimo vinho. Importado pela Mistral

Porcupine Ridge Syrah Boekenhoutskloof South Africa 2010

Como sempre acontece, elegemos um custo / benefício da noite, não é necessariamente o melhor, mas aquele que todos comprariam pelo seu preço e qualidade, e neste caso foi este Syrah. Vermelho rubi intenso, lindo, nariz com boa pegada, toques de especiarias, cravo, pimenta preta, mentolado, na boca um vinho franco, levemente metálico, taninos presentes mas domados, não muito amplo mas agradabilíssimo. Um Syrah a ser conhecido e degustado. Mistral

 

Kanonkop Pinotage 2009 14%

Ficamos realmente impressionados com esta linha da Kanonkop, incrível a consistência e qualidade de todos os vinhos que degustamos. Alguns conhecedores costumam comparar esta vinícola a alguns Grand Crus tamanha qualidade de seus produtos.

Este Pinotage apresentou cores vermelho rubi intenso, velado, nariz muito intenso, frutas negras cozidas, toques licorosos, aromas levemente mentolados e maduros,

Na boca belíssimo, maduro, muito amplo, elegante, parece um vinho com mais idade do que tem, final de boca muito agradável, um vinho para ser tomado com um prato ou solo. Belíssimo. Mistral

Kanonkop Paul Sauer 2008 –  Cabernet sauvignon 69% / Cabernet Franc 22% / Merlot 9%. 13,5%.

Este corte bordalês impressionou o grupo, eue vinho, que conjunto. No nariz aromas de cogumelos secos, couro, especiarias, especialmente cravo, muito maduro, na boca uma sinfonia de sabores e percepções, grande, volumoso, acidez em perfeito equilíbrio. Volume de boca e corpo, final de boca muito longo.Maravilha. Mistral

Boekenhotskloof Syrah 2009

Bem, da mesma forma que sempre temos o custo / benefício da noite também temos  a revelação, e foi para este Syrah. Um vinho carnoso, grande, amplo, seu nariz estava maravilhoso mas sua boca foi o “time freazzing da noite, incrível, inicia discreto, elegante, e cresce, muito amplo, maravilhoso, final de boca marcante. Um vinho gastronômico, o pernil de porco que nos aguardava começou a chamar. Para quem gosta de um bom e potente syrah não pode deixar de conhecer este caldo. Mistral

 

Tags: , , , , , , , , , ,

Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 4 – Tintos de outras cepas

Além dos tintos da uva Malbec e dos tintos de Corte, resolvemos analisar também os tintos varietais de outras castas…Bonarda, Merlot, Syrah, Pinot Noir, e muitas outras nos mostraram que não só na Malbec residem vinhos incríveis em Mendoza. Aproveitem nossa seleção:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato)

    1. Serrera Reserva Bonarda (4 votos)

    2. Luna Syrah

 Serrera Reserva Bonarda 2008. Quando nos falava sobre esse vinho, Hernán frizou que foi uma excelente safra em Tupungato, origem desta Bonarda, um ano com muita concentração de cor e aromas. As uvas deste vinho são provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. Levamos o tinto ao nariz. Uau!! O que foi isto? Que belíssimo bouquet, concentrado, pimenta negra, cravo, notas mentoladas, final levemente herbáceo, elegantíssimo, não muito potente mas com uma persistência incrível. Na boca só melhorou, a rusticidade da Bonarda, quase mastigável já pedia um entrecot jugoso para acompanhar, que tinto maravilhoso, foi eleito naquele momento o Bonarda da semana!

Hernán com os Winefreaks...viva a Bonarda!!!

  • Amostra de Tanque:

    1. La Anita Merlot

    2. Las Perdices Pinot Noir

    3. La Anita Syrah

5ª Amostra. Merlot 2011. Incrível este tinto, um dos aromas mais enigmáticos das amostras, segundo Sebastian, esta amostra vem se transformando semana após semana. No aroma toques de especiarias, marmelo, couro, terra, não muito intenso. Na boca, um merlot típico, acidez e taninos macios e com uma estrutura mediana, promete ser um vinho muito elegante.

  • Vinhos Premium:

    1. Carinae Gran Syrah (5 votos)

 

Carinae Gran Reserva Syrah 2008. Mesma crianza do Gran Malbec. Que tinto grandioso, um titã, muito complexo, tanto no nariz como na boca apresenta aromas levemente licorosos. Primeiro ataque na boca vigoroso mas evolui para um equilíbrio incrível, no final de boca todas as suas percepções se mesclam trazendo uma percepção de uma obra de arte bem acabada. Um grandíssimo Syrah….”Time Freeze” em todos os freaks que ainda sobreviviam!!!!

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Nieto Senetiner. Uma grande pequena bodega.

Dando continuidade a nossa incrível rotina de visitas à vinícolas em Mendoza, chegamos ao último dia de degustações, com duas visitas ainda por ocorrer. Na parte da manhã fomos conhecer a Bodega Nieto Senetiner.  Com fundação datada de 1888, está localizada na região de Lujan de Cuyo, Vistalba. A Vinícola se desenvolveu por diferentes mãos familiares durante a primeira década do século passado. No ano de 1969 foi adquirida pela família Nieto Senetiner que amplia suas instalações dando início a uma nova etapa de crescimento e, em 1998, passa a formar parte do grupo de negócios agroalimentar Molinos de la Plata.

Passado...

...e Presente em perfeita harmonia na Nieto Senetiner.

Diferentemente das outras vinícolas que visitamos, a maior parte de sua produção fica no mercado interno, quase 65% do total. No mercado de exportação os principais mercados da Nieto são Brasil, EUA e Peru.

Os dois enólogos da Nieto são Roberto Gonzalez, responsável pelas linhas Premium, e Jorge Meleiro, responsável pelas grandes produções. Nesta planta que visitamos em Vistalba são vinificadas as linhas Premium Don Nicanor e Cadus. A Bodega trabalha com piletas de vinificação de concreto de 22 a 150 mil litros, num total de 65 unidades. A sala de barricas possui quase 700 unidades para a linha Cadus.

Dessa sala de barricas sai o afamado Cadus - onipresente ícone nas cartas de vinhos pelo Brasil.

Próximo à Bodega existem vinhas de Malbec que datam de 1916, (mais de cem anos!!!!) que ainda estão em plena produção e servem a linha Cadus. Também vimos alguns vinhedos em Parrais (latada) de Syrah com quase 60 anos de idade.

Vinhas de mais de 100 anos e...

...uma paisagem dessas de pano de fundo. Precisa de mais alguma coisa?

Fomos recepcionados na Nieto, para nossa surpresa, por um brasileiro: Marcelo Molina, de Goiânia, que já trabalha como sommelier na Bodega há quase 7 anos. Apesar de não termos tido nenhum problema com a língua espanhola nas outras visitas é sempre interessante ver esta preocupação da Vinícola em ter alguém falando português para recepcionar seus convidados.

E não é que o sommelier era Goiano??

Depois de um passeio pelas instalações da Nieto, que, apesar de ter uma linha ampla de rótulos e uma produção interessante, é uma vinícola pequena, com instalações modernas mas rústicas, um conceito muito interessante, partimos para uma degustação técnica. Marcelo já havia deixado a sala de degustação preparada com os vinhos previamente selecionados.

Que tal a seleção? Veja as impressões dos Winefreaks para cada um dos vinhos logo abaixo.

Nieto Senetiner Rose 2010. Uma proposta diferente, este é um Rose envelhecido em barricas de Acácia, um Rose bem elaborado com aromas florais e morangos frescos, média intensidade. Na boca confirma seu frescor, com uma acidez refrescante, um vinho para um final de tarde quente antes do jantar.

Don Nicanor Viognier / Chardonnay 2010. Lindo branco, aromas untuosos de baunilha e maçã com toques florais. Na boca esta untuosidade se faz presente com bom volume, um branco amplo mas com uma acidez muito gostosa. Um daqueles vinhos para se tomar com um belo prato ou sozinho.

Emília Nieto Senetiner Malbec 2011. Umas das linhas de entrada, este vinho ainda não está no mercado brasileiro, mas deve chegar em breve. A proposta da vinícola aqui é um vinho de entrada, fácil, sem carvalho e com muita fruta presente. Conseguiram. Um tinto leve mas muito agradável, aromas discretos mas francos de frutas vermelhas. Na boca rápido, muita fruta, acidez gostosa, um vinho para se tomar um pouco mais fresco na temperatura, tem tudo para fazer sucesso quando chegar por nossas bandas.

Nieto DOC Malbec 2010. Este tinto já está no Brasil e faz muito sucesso. A Nieto é uma das poucas Vinícolas argentinas que podem utilizar a denominação DOC ( Denominação de Origem Controlada) para seu Malbec, as outra três são: Norton, Luigi Bosca e Lagarde. Se voce encontrar vinhos DOC argentinos Malbec de outra Bodega desconfie!! Este é um belo tinto com 12 meses de carvalho francês, rubi na coloração, com aromas de frutas negras, compota, toques de chocolate. Na boca bela estrutura, com bom equilíbrio álcool / acidez. Final de boca marcante.

Don Nicanor Barrel Select Malbec 2009. Este é outro lançamento da Nieto que ainda não conhecíamos, passa 18 meses por roble francês. Que belo caldo, negro na taça, aromas complexos e marcantes, chocolate amargo, cacau tostado, especiarias. Na boca elegantíssimo, grande pegada. Seu carvalho em perfeito equilíbrio, final de boca muito longo. Para mim um dos melhores do dia.

Cadus Grand Vin 2008. 50% Malbec / 30% Cabernet Sauvignon / 20% Bonarda. Crianza de 12 meses em carvalho francês novo. Um tinto negro na taça, velado, nariz muito exótico, notas de frutas negras cozidas e tabaco, nota-se um aporte herbáceo da Cabernet e Bonarda, intenso e persistente. Após alguns minutos de aeração abrem-se aromas de especiarias. Na boca potente, apresenta uma certa adstringência de uma pimenta preta, mas muito agradável. Seu carvalho está muito bem trabalhado com um final de boca muito longo, taninos macios.

Após a degustação passamos para um almoço harmonizado com os mesmos vinhos da degustação. A Nieto possui um belo restaurante em suas instalações, com poucos lugares, 30, e atendem somente mediante reserva. Uma boa dica para quem for passar uns dias em Mendoza.

Os Winefreaks acompanhados dos mais antigos vinhos da casa...só um brazuca pra correr esse risco conosco!!!

Nossos agradecimentos pela recepção, cordialidade e profissionalismo de Marcelo que nos acompanhou pela visita. Os vinhos da Nieto podem ser encontrados no Brasil através da importadora Casa Flora / Porto a Porto.

 
5 Comentários

Publicado por em 15 de fevereiro de 2012 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bodega CarinaE: Onde as estrelas são as pessoas, os vinhos são brilhantes!!!

Nosso Confrade Cristiano Ribeiro acaba de ganhar um concorrente à altura no que se refere a indicações brilhantes de bodegas em Mendoza. O Enólogo portenho José Eduardo Molteno, proprietário da Enoteca La Cava de Vittório que fica na Calle Arenales, 2321 em Buenos Aires www.lacavadevittorio.com.ar .

Seus contatos com os proprietários (além é claro, da indicação da compra do então desconhecido Carinae Finca Deneza em minha última visita à Capital Argentina), nos possibilitaram conhecer de uma forma muito especial a Bodega Boutique Carinae, localizada em Cruz de Piedra – Maipú.

Com um céu desses só podia ser um dia especial!!!

– ” Es una bodega muy pequeña que hace vinos artesanales en Mendoza, con un toque de Viejo Mundo”. Me recordei prontamente das palavras proferidas pelo Eduardo quando me indicou a garrafa do malbec 2010 que degustei com os confrades em um encontro com nossas esposas no restaurante Divino em Gramado. E quando estacionamos a van ao lado de uma pequena construção em Adobe pintada de amarelo e fomos recebidos pelo enorme sorriso de Brigitte Subra tive certeza de estávamos em um quadrante especial nessa constelação de bodegas argentinas.

Brigitte e sua simpatia...uma das marcas da Carinae.

Com um espanhol perfeito, carregado pelo indefectível sotaque francês, a proprietária da bodega nos pediu para aguardar alguns instantes para que pudesse nos acompanhar em uma visita pela propriedade, seguida pela degustação de seus vinhos. Rapidamente estávamos imersos num mundo de constelações e estrelas que guiaram o casal de franceses de Marseille (que segundo a própria não entendia absolutamente nada de vinhos) para o comando de uma vinícola na Argentina.

Após muitos anos de trabalho e, aproveitando uma política de downsizing com demissão premiada da empresa multinacional em que Philippe trabalhava, resolveram mudar completamente suas vidas adquirindo um vinhedo de cerca de 80 anos de idade com 11 hectares de malbec, cabernet sauvignon e syrah com uma cantina antiga de paredes de adobe em ruínas e algumas dezenas de pilhetas de concreto.

Passado e Presente em fotos reveladoras.

Segundo Brigitte, imediatamente visualizaram o prédio atual e, de forma a expressar a paixão pela astronomia do marido resolveram batizar a vinícola com o nome de uma constelação que acompanha por quase todo o ano a propriedade. Carina, a Quilha, é uma constelação do hemisfério celestial sul, vizinha do nosso conhecido cruzeiro do sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Carinae.

Nebulosa Carina...a inspiração do casal Subra para seus os vinhos.

Além do vinhedo principal, outros 4,5 hectares de Malbec de 88 anos de idade foi adquirido em seguida no distrito de Pedriel, Rua Cobos (Lujan de Cuyo). Esta vinícola tem uma capacidade modesta para os padrões mendocinos – 260.000 litros anuais, uma cava com 27.000 litros em barris de carvalho francês, aliando ao uso de equipamentos até certo ponto rústicos (como a prensa francesa do início do século XX à tecnologia e consultoria de profissionais como o renomado Michel Roland e sua equipe para elaborar vinhos de alta qualidade.

Winefreaks ansiosos pela degustação dos vinhos da Carinae. Na foto, da esquerda para a direita, Jonas, Cristiano, Enzo, Isac e Leandro (abaixado).

Após visitar as instalações e conhecer cada um dos processos e pessoas envolvidos, fomos direcionados à sala de degustação, agora acompanhados pelo Philippe

Com uma extensa gama de produtos, tendo a Malbec como grande estrela, a jovem Bodega empolgou os Winefreaks. Provamos TODOS os vinhos da empresa e vamos dar nossas impressões à partir de agora:

Carinae Rose Malbec 2011, 13%. Rose de coloração mais intensa, salmão para cereja, aromas intensos de frutas vermelhas, goiaba, na boca boa estrutura, um rose mais robusto, em nossa opinião estava um pouco pesado demais no visual e na boca, informação que Philippe acabou nos respondendo por ter deixado uma extração um pouco mais longa do que gostaria.

Carinae Torrontes 2011. Vinificado com a variedade torrontes Riojano plantada em Mendoza, típico, amarelo palha bem claro com aromas de frutas cítricas, florais e final remetendo a maracujá. Na boca ótima tipicidade, equilibrado, com um final de boca muito agradável, não foi um dos melhores torrontes que degustamos na trip, mas não decepcionou.

Carinae Malbec 2010. Este Malbec de entrada da Carinae já demonstra que esta Bodega especializou-se nos tintos. Esta proposta mais jovem sem passagem por carvalho apresentou no nariz lindos aromas de ameixas negras, frutas vermelhas, principalmente morangos. Na boca excelente equilíbrio, tinha volume de boca suficiente para sustentar sua acidez, final de boca longo e muito agradável. Iniciamos os trabalhos dos tintos com o pé direito.

Carinae Cuvée Brigitte 2009. 72% Malbec / 28% Cabernet Sauvignon. Este tinto potente com 14,5% álcool não chegou a ser pesado, lembrou um pouco o malbec de entrada mas com mais intensidade de nariz e volume de boca. Taninos ainda nervosos com uma acidez bem marcada, a Cabernet entrou em cena. Sem duvidas um vinho mais gastronômico. Bela proposta.

Octans 2009. 79% Malbec / 21% Syrah. Esta foi uma das amostras mais interessantes que degustamos, é um vinho que passa 100% por barricas de carvalho francês de 3º uso por 8 a 10 meses com o intuito de afiná-lo um pouco e não passar aromas do carvalho. É o vinho da casa, não está  a venda no mercado, pode-se encontrá-lo somente da Bodega. Um tinto de grande pegada, taninos extremamente marcantes, potência, com certeza necessita um pouco mais de tempo em garrafa. Aqui já notamos o trabalho que a Carinae vem fazendo com a cepa Syrah, coisas boas ainda nos aguardavam.

Carinae Reserva Malbec 2009. Este tinto é um corte de duas parcelas distintas de Malbec de vinhedos diferentes. Passa 100% por barricas de carvalho francês de 2º e 3º uso por 10 a 12 meses. Um tinto carnudo, amplo, aromas animais, couro, tabaco, especiarias. Na boca um primeiro ataque cheio, com ótima pegada, acidez viva e balanceada. Um excelente Malbec.

Carinae Malbec Finca Deneza 2009. Este Malbec utiliza uvas de um único vinhedo localizado em Luján de Cuyo, passa de 8 a 10 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Um belo tinto, ótimo nariz, notas cozidas, frutas vermelhas secas, na boca um pouco denso, tem um ótimo volume, mas gostariamos de um pouco mais de acidez para balançar o conjunto. Um tinto de estilo mais gastronômico.

Carinae Cabernet Sauvignon 2008 Reserva. Crianza de 8 a 10 meses em barricas francesas de 2º e 3º uso. Um cabernet de grande pegada, taninos nervosíssimos quase verdes, levemente adstringente, em nossa opinião precisa de mais um tempo de afinamento. Como Philippe já tem este vinho no mercado nossa sugestão é degustá-lo com um prato intenso e gorduroso para balançar esta veia ácida dura.

Carinae Reserva Syrah 2008. Mesma crianza dos vinhos anteriores. Aqui começou a ficar claro que a Syrah é uma das meninas de ouro da Carinae, intenso no nariz, toques animais, pimenta negra moída na hora, alcaçuz. Na boca um monstro, primeiro ataque com grande potência e força, taninos nervosos mas nesta caso domados, apesar do seu volume de boca não chega a ser pesado. Excelente tinto.

Carinae Gran Reserva Malbec 2008. Aqui passamos a outro tipo de crianza dos vinhos anteriores, este tinto passa 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho de primeiro uso. É um Malbec proveniente de dois vinhedos distintos. Com base nos vinhos anteriores esperava um Malbec muito potente, receando que até demais, mas não, estava incrível, equilibradíssimo. No nariz os aromas francos da Malbec estavam presentes e na boca  grande equilíbrio e força. O primeiro “Freak” da degustação que, por mais incrível que pudesse parecer, ainda tinha muito pra mostrar!!!

Carinae Gran Reserva Syrah 2008. Mesma crianza do Gran Malbec. Que tinto grandioso, um titã, muito complexo, tanto no nariz como na boca apresenta aromas levemente licorosos. Primeiro ataque na boca vigoroso mas evolui para um equilíbrio incrível, no final de boca todas as suas percepções se mesclam trazendo uma percepção de uma obra de arte bem acabada. Um grandíssimo Syrah….”Time Freeze” em todos os freaks que ainda sobreviviam!!!!

Carinae Prestige 2008. Um tinto elaborado com 70% Malbec / 25% Cabernet / 5% Malbec. Crianza de 18 meses em barricas de carvalho Frances novas. Podemos dizer que fechamos a degustação dos tintos com chave de ouro, a crescente foi incrível, este Prestige no nariz inicia discreto mas com a aeração abre-se para lindos aromas de cassis, frutas vermelhas cozidas, toques mentolados. Na boca perfeito, não apresentou arestas, equilíbrio e força em sinergia. Final de boca longo e agradável. Foi talvez o melhor vinho degustado em toda a viagem. Mereceu o título de freak do dia!!!!

Passito de los Andes 2011. Para encerrar a degustação Philippe nos ofereceu um licoroso recém engarrafado.  Este passito foi vinificado ao estilo dos passito italianos onde parte das uvas são vinificadas normalmente e parte das uvas são secas ao sol para concentrar seus açúcares. Possui 15% de álcool e 80gr/l de açúcar residual. No nariz lindos aromas de damascos secos, laranja Kinkan e geléia de laranja. Na boca tem um primeiro ataque interessante mas nos pareceu um pouco ralo, leve para um licoroso, acreditamos que precisaria de um pouco mais de açúcar para torná-lo mais apetitoso.

Depois dessa impressionante degustação, fica a certeza de que acima do terroir, do clima e da tecnologia, as pessoas e o que se extrai de suas almas fazem toda a diferença quando se buscam vinhos realmente surpreendentes.

Ainda bem que não dá pra ver os dentes e os lábios roxos...dá-lhe tanino nessa galera!!!!

Obrigado  Philippe e Brigitte por tudo!!!!

 
2 Comentários

Publicado por em 13 de fevereiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A saga dos Winefreaks – Finca la Anita – Uma preciosidade

Nossa próxima visita foi a uma pequena bodega localizada na região de Agrelo ao pé da Cordilheira dos Andes, uma pequena preciosidade comandada por Manuel Más, um empresário extremamente preocupado com a qualidade dos vinhos que saem de sua vinícola. A Finca La Anita.

A Finca La Anita nos esperava de portas abertas!!!

A finca possui 70.000 hectares onde 62.000 possuem vinhas cultivadas, destes, uma pequena parte é direcionada para a produção da bodega, o restante é vendido a outras vinícolas da região. Hoje são apenas 200.000 litros produzidos anualmente.

Dois enólogos comandam o processo dentro da vinícola, Soledad Vargas e Sebastian della Fazia. A produção média fica em 6000 a 8000 litros por hectare. Todo processo de irrigação acontece por gravidade com água do degelo e não trabalham com sistema de gotejamento como muitas vinícolas.

Sebastian nos recebe em meio aos vinhedos da Bodega.

Os vinhedos são explorados com casta brancas que incluem Tocai, Sauvignon Blanc, Semillion e Chardonnay e nas tintas, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Petit Verdot, Malbec. Algumas vinhas de Syrah e Tocai podem chegar aos 60 anos de idade.

Vinhas antigas, manejo artesanal, baixa produção e irrigação por sulco...alguns dos segredos da qualidade dos vinhos da Bodega La Anita

A partir do ano passado a bodega passou a receber acessoria da enóloga Suzana Balbo, especialmente nos vinhos de corte trazendo ainda mais qualidade aos vinhos finais.

Na entrada da Bodega existe uma coleção pessoal de arte do proprietário Manuel Más de procedência do artista Lorenzo Domingues com peças lindas. A sala de barricas possui 60 unidades divididas em francesas, americanas e búlgaras.

Uma visão do salão que abriga uma mostra de arte, além de uma agradável sala de degustação.

Passamos por uma degustação de amostras de tinas de inox e, posteriormente, vinhos finalizados que devo dizer que apresentaram uma qualidade acima da média, realmente foram poucas as bodegas que conseguiram chegar neste nível de vinhos brancos e tintos. Passamos abaixo algumas de nossas avaliações.

Todas as amostras degustadas de tinas de inox descritas abaixo são da safra 2011, ainda não engarrafada, sem passagem por carvalho. Parte do vinho de cada uma destas amostras estão afinando nas pipas de caravalho esperando pelo corte com estas a amostras das tinas, ou seja, os vinhos ainda irão crescer muito, estávamos degustando vinhos não acabados.

A Finca la Anita possui algumas linhas de vinhos que se dividem na seguinte ordem: Cuarto de Milla / Luna / Finca la Anita / Finca / Varúa.

1ª Amostra. Petit Verdot 2011. Uma fera enjaulada, opulento, fechado, negro na taça, aromas animais ainda reduzidos, leve toques herbáceos. Na boca um monstro, taninos nervosos e duros, grande acidez, precisará mais um bom tempo de afinamento, promete ser um grande vinho dentro de alguns anos. Um tinto a ser observado.

2ª Amostra. Cabernet Sauvignon 2011. Destinado a linha Finca la Anita, bem estruturado, no nariz aromas típicos de pimentões verdes, especiarias, intenso. Na boca já apresentou um belo equilíbrio, com taninos domados e boa acidez.

3ª Amostra. Malbec 2011. Violáceo-azulado, muito fechado, no nariz notas de frutas negras cozidas, especiarias, café. Na boca grande corpo, taninos macios da malbec com uma acidez muitíssimo interessante. Está em franco crescimento, com certeza promete ser um grande malbec em alguns anos.

4ª Amostra. Syrah 2011. Esta casta é a menina dos olhos desta bodega, ano após ano a Syrah tem se mostrado muito consistente produzindo excelentes tintos de La Anita. Na minha opinião foi a melhor amostra degustada, fechadíssimo no visual, aromas marcantes de couro, cacau, mirtillos , potente no aromas mas elegantíssimo. Na boca perfeito, taninos nervosos mas bem trabalhados, final de boca bem marcado e muito longo, promete ser um grande caldo depois de um pequeno corte com  sua parcela no carvalho.

5ª Amostra. Merlot 2011. Incrível este tinto, um dos aromas mais enigmáticos das amostras, segundo Sebastian, esta amostra vem se transformando semana após semana. No aroma toques de especiarias, marmelo, couro, terra, não muito intenso. Na boca, um merlot típico, acidez e taninos macios e com uma estrutura mediana, promete ser um vinho muito elegante.

Terminando a degustação das amostras, passamos a sala de degustação para provarmos os vinhos engarrafados para comparações e análises.

1º Vinho. Finca la Anita Tocai 2010 – 13,3% – 6756 garrafas produzidas.

Cor amarelo palha com aromas discretos, apresentando toques florais, chocolate branco e marmelada, muito sutil, é um branco que impressiona no nariz. Na boca excelente, acidez no ponto, refrescante, com grande intensidade de sabores, um daqueles vinhos que inicia sutil e abre-se para grande potência. Excelente.

2º Vinho. Finca la Anita Chardonnay 2011 – 14%.

Que vinho maravilhoso, conquistou todo o grupo sem exceções, um clássico. Seus aromas untuosos, amanteigados mesclam-se perfeitamente com toques de cacau e maça verde. Na boca muita estrutura, potente mas com uma bela acidez. Um chardonnay a ser degustado.

3º Vinho. Finca la Anita Petit Verdot Rosado 2011 – 13,80%

Um rose de Petit Verdot com quase 14% de álcool já não me impressiona na partida. Uma uva tintória de grande estrutura por si só já tende a resultar em um vinho chato e foi mais ou menos o que vimos. Um rose de coloração cereja escuro, seu nariz estava fechado com notas de frutas vermelhas, morango. Na boca discreto faltando certa vivacidade, um bom rose mas nada extraodinário.

4º Vinho. Cuarto de Milla Branco 2011.

Este vinho de entrada da Finca é um corte Cardonnay / Semillion / Tocai. Mostrou-se uma excelente relação custo / qualidade, no nariz muito franco com aromas de frutas brancas e na boca um primeiro ataque potente, mostrando uma chardonnay bem maturada com excelente equilíbrio. Um vinho que custa na casa dos 20 pesos argentinos está muito bem.

5º Vinho. Luna Syrah 2011 – 15%

Como nas amostras de tanque o Syrah continua mostrando-se como um grande tinto desta bodega, este da linha intermediária estava muito bom, aromas de especiarias, cravo da índia, pimenta preta e couro apresentou-se com uma boca equilíbradíssima, potente, com ótimo volume de boca e um final muito elegante. Um belíssimo Syrah.

6º Vinho. Luna Malbec 2011 – 14,3%

Belíssimo Malbec, ameixas negras, mentolado, geléia de frutos vermelhos foram seus aromas, na boca ótimo, macio, redondo, taninos domados, excelente final, um grande achado desta linha Luna.

7º Vinho. Finca la Anita Malbec / Merlot – 14%

Neste corte não safrado de diferentes parcelas de Malbec e Merlot foram produzidas somente 10.066 garrafas. Nos impressionou muito. Aromas mentolados, couro, cassis, geléia. Na boca uma bela sinegia entre as duas castas, a maciez da Merlot estava em perfeito ajuste com a potência da malbec, um tinto que inicia discreto e vai crescendo. Recomendamos muito.

8º Vinho. Varúa Malbec 2008 Linea Pinacoteca. 14,3%

Obras de pintores Mendocinos ilustram seus rótulos, a cada safra as obras mudam. São produzidas somente 1500 garrafas em cada safra desta linha. Um vinho especial, de autor, só é produzido nas grandes safras, sem duvidas um ícone.

Um grande tinto para se avaliar, no momento da degustação apresentou aromas complexos de especiarias, pequenas notas licorosas, aromas terrosos, frutas vermelhas cozidas e morangos secos. Na boca perfeito equilíbrio, como no nariz, inicias com notas levemente licorosas, mostrando uma fruta bem madura, mas com taninos e acidez no ponto para contrabalançar. Muito volumoso com um final de boca elegantíssimo. Um grande vinho que apesar de caro deve fazer parte de qualquer boa adega.

Amanhã falaremos um pouco de nossa próxima visita na Bodega Barberis.

Grande abraço

 
 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Confesso que bebi…Clos de Los Siete 2008

Clos de Los Siete 2008

Vinícola Clos de Los Siete
Pais Argentina
Região Valle de Uco, Mendoza
48% Malbec 28%Merlot 12% Cabernet Sauvignon 12%Syrah

DADOS TECNICOS

Alcool 14,5%

Envelhecimento 12 meses em barricas de carvalho francês

DESCRIÇÃO DA VINÍCOLA

Iniciado em 1998, o projeto do enólogo e consultor francês Michel Rolland prevê o lançamento de cinco vinícolas de vinhos de alta gama, em uma área de 850 hectares no Valle de Uco. Cada uma das vinícolas, capitaneadas por sete expoentes do mundo do vinho francês, produzirá um vinho distinto, sob a batuta de Michel Rolland. Uvas selecionadas em todas as propriedades são utilizadas na produção de um corte comum a todos, o Clos de los Siete. O Blend é realizado com vinhos de mais de 100 parcelas distintas, pelo próprio Michel Rolland nos meses de dezembro.

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO (Acompanhando uma Pizza)

De coloração vermelho rubi bastante intensa, com um interessante aroma de frutas vermelhas bem maduras, muito equilibrado e harmonioso, com taninos de boa qualidade e final de média persistencia. Um vinho quse perfeito tecnicamente – o Roland é “o cara” pra isso…mas sem aquela pegada diferenciada que eu normalmente espero de grandes vinhos. O Parker deu 90 Pontos pra ele.

Comprado na Argentina por aproximadamente R$ 35,00.

 
2 Comentários

Publicado por em 2 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Técnicas e conceitos

 

Tags: , , , , , , , , , , , ,

Craggy Range Le Sol 2007 – “O” Syrah da Nova Zelândia!!!

Na busca de vinhos da Nova Zelândia que possam surpreender o paladar dos já exigentes Winefreaks, encontrei o Le Sol, Top da vinícola Craggy Range –  Nova Zelândia, que , pelo que tenho ouvido de diversos especialistas promete dar (muito) trabalho aos grandes ícones da casta Syrah pelo mundo.

Uma das vistas da espetacular Vinícola Craggy Range - Nova Zelândia

Conforme post já publicado na semana passada, o Craggy Range é atualmente o melhor produtor da Nova Zelândia para o guru Robert Parker – o que já é muito…mas ele é também o segundo melhor para a Wine Spectator (o que realmente tem que ser levado em conta) e o melhor para a Wine & Spirits.
Somente para saber um pouquinho mais, a vinícola é resultado da conjugação dos esforços de dois expoentes do vinho do novo mundo. O primeiro é Terry Peabody, é um norte-americano, empresário de sucesso na Austrália no ramo de transportes. A pedido da filha e da esposa resolveu iniciar um projeto para produção de vinhos.

Do outro lado do mundo, em Londres, o viticultor Steve Smith, na primeira tentativa que fez, entrava para o seleto grupo de Masters of Wine (MW). Um ano depois, Smith conheceu Terry, que então, rodava o mundo em busca do terroir ideal para fincar as raízes do sonho que carregava. A procura começou, como não poderia deixar de ser para um apaixonado por vinhos, pela França. Outros sítios, como o vale do Napa, nos Estados Unidos, e Margaret River, na Austrália, foram tentados. Mas um ou outro motivo impediu o negócio de ser fechado. Até que ambos chegaram à Nova Zelândia…depois de dez anos de trabalho, eis que falamos de uma das maiores vinícolas da Nova Zelândia: a Craggy Range.

Terry Peabody e Steve Smith: os gurus dresponsáveis pelo Le Sol

Lá, os dois fundaram as bases da vinícola. A filosofia era simples: vinhos de vinhedos únicos, busca pela expressão do terroir e a qualidade acima de tudo. A inspiração era clara: a França e os grandes vinhos que o país produz. Mas, claro, com uma pitada de Nova Zelândia. Para isso, foram plantados clones e usadas técnicas francesas, tanto na viticultura quando na enologia. E o resultado veio.

Uma análise nos vinhos da Craggy Range mostra bem o tamanho da influência da França nos rótulos da casa, especialmente nos da linha Prestige Collection. Há desde o estilo bordalês, das margens esquerda e direita, nos vinhos The Quarry e Sophia, respectivamente. A Borgonha está representada com dois vinhos: um chardonnay cuja inspiração é claramente Mersault, o Les Beaux Cailloux, e um pinot noir que poderia muito bem ter saído de Chambertin, tamanha a semelhança: o Aroha. Mas o grande vinho da casa mesmo é puro Rhône, mais precisamente, Hermitage: o Le Sol – um syrah espetacular, luminoso, de qualidade rara.

Craggy Range Le Sol 2007 – Hawke’s Bay, Nova Zelândia

A Nova Zelândia é mais conhecida pelos excelentes sauvignon blancs e pinots que produz. Mas este syrah, feito com nítida inspiração francesa, é quase um hermitage e rivaliza com os melhores do tipo produzidos na vizinha Austrália e no mundo. Nariz de riqueza ímpar, com notas de fruta madura, tomilho, anis, terra queimada e couro. Na boca, é espetacular. Intenso, suculento, macio, persistente, deixa a boca com um gostinho de torta de amoras. Combina com carnes de caça.

Nova Zelandia – Hawke’s Bay / Gimblett Gravels – 100% Syrah – 14,2% álcool

Importadora : Decanter

Preço: R$ 340,00

Fonte principal de informações:  Wine Report e Blog Vivendo a Vida. 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 26 de outubro de 2011 em Dicas, Notícias

 

Tags: , , , , , , , , , ,

  •  
    %d blogueiros gostam disto: