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A saga dos Winefreaks – Dia 1 – Parte 1

Uma noite de muito calor em Canela, mal dormida, afinal de contas a viagem à Mendoza estava quase para começar. Para dar uma refrescada, nada melhor que uma chuvinha, mas o que veio foi digno de preocupação para Noé…uma chuvarada pra lavar a alma e também as malas e o resto enquanto carregavamos a van.

Nada de muito incrível nos muitos quilometros à partir de nossa saída, incluindo uma parada estratégica para o almoço no Texacão do Caverá (em Alegrete), muito interessante no quesito carnes e saladas – o preço R$22,00 por pessoa, incluindo um expresso no final.

Mas a aventura ainda estava por começar. Descobrimos afinal o porque do afamado Canto Alegretense iniciar com os versos “Não me perguntes onde fica o Alegrete…” pois alguns parcos quilômetros após nossa saída, mais precisamente à 13hs tivemos um aviso da Nau Winefreak – uma luz acesa no painel indicava problemas na bateria e, logo após o aumento repentino na temperatura do motor tivemos que parar no meio da estrada, sem muita certeza do que poderia estar ocorrendo.

Os técnicos P.P e B.A "analisando" o problema da Nau Winefreak.

A galera ficou um pouco tensa, pois estávamos no meio da estrada, sem comunicação com nenhum órgão de apoio, nem conhecimento do que poderia estar causando o superaquecimento do motor.Mas, como em toda aventura bem sucedida, eis que surge logo após a ponte, um ciclista que prontamente nos pergunta sobre o que estava ocorrendo e, prontamente nos empresta seu veículo (a bike…) para que pudéssemos voltar ao posto e buscar apoio. Daí pra frente é história…

Jonas e o nosso amigo Manoel Correa

Nosso confrade Jonas suou a camisa (literalmente) e foi até o posto buscar ajuda – que veio – mas não antes de mais de uma horinha de chá-de-cadeira, muito calor, ligações para todas as oficinas e concessionárias da região.

Frajola suando a camisa em prol do grupo!!!!

Com a chegada do mecânico (que na verdade era entendido de elétrica) ficamos sabendo do diagnóstico de forma rápida, direta e precisa. Uma correia que estava quebrada não permitia o arrefecimento do motor. Fomos escoltados até uma oficina mecânica (a Oficina Cacoete…é sério, esse era o nome…). Lá foi retirada a correia quebrada e feita a substituição dela e de mais uma que eventualmente poderia nos trazer novos transtornos. Resultado: R$ 180,00 de peças e mão-de-obra e 3 horas de atraso no cronograma.

Saimos de lá direto para a fronteira em Uruguaiana, onde atravessamos a ponte Internacional que corta o Rio Uruguai, ligando a cidade Gaúcha à Paso de Los Libres, do lado Argentino. Com a chegada ao país vizinho vieram também a burocracia de filas, guias, falta de placas, falta de informação, mas mesmo com tudo isso, em cerca de 35 minutos estávamos prontos para iniciar a parte internacional da viagem que ainda exigiria muita paciência, sangue frio e uma dose de sorte.

Logo nos primeiros minutos após a saída, mais precisamente, após uma rápida parada em Momtes Caseros para nos abastecermos de água e erva-mate fomos abordados pela polícia local. Após pararmos, sem sequer solicitar os documentos obrigatórios para a viagem o oficial argumentou que estávamos sem a luz baixa acesa (segundo ele, obrigatório nessas pradarias) e que seríamos multados em aproximadamente 700 pesos, a não ser que pudéssemos colaborar com a instituição com um “arrego” de 350 pesos. Muita conversa e aborrecimento depois, fomos liberados após nos afanarem 70 pesos e mais 40 reais.

Oficial Rodrigues recebendo uma ajuda de custos para manter sua qualidade de vida e o leite das crianças...

Depois da esfolada em Montes Caseros, fomos parados mais 2 duas vezes em menos de 25 km. Na primeira delas nos ofereceram um mapa das estradas argentinas (é sério…os policiais tentaram nos vender “na marra” um mapinha para ajudar a corporação, na segunda apenas um pente fino nos documentos por sermos brasileiros…

Após acharmos que seríamos sagrados até a mingua antes de conseguir finalizar o primeiro dia de viagem, voltamos a ter bons ventos e chegamos à Ruta 127. Andamos cerca de 250 km cheios de desvios e muitos e grandes buracos e rachaduras até que a estrada melhorou muito e pudemos chegar ao nosso primeiro destino, Santa Fé, após exatos 1170 Km percorridos em mais de 18 horas de estrada.

Para fechar o dia, jantar regado à carnes e vinhos…que lhes contaremos em detalhes no post seguinte.

Saúde à todos!!!

 

 

 

 
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Publicado por em 27 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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Um pouco de pieguice…minha modesta visão do mundo dos vinhos.

Feriado de 15 de novembro…estou em um pedaço do paraíso em Canela-RS, no Ecoparque Sperry, rodeado de natureza, amigos, ótima comida e…vinho. Não sei se por conta do efeito do álcool ou por conta da música ambiente, mas lembrei-me de uma frase do poetinha e resolvi escrever um pouco sobre a minha relação com o vinho.

O Poetinha e seu fiel cão engarrafado.

Vinícius de Moraes, (meu poeta brasileiro predileto – pelo que escreveu e, sobretudo, pelo que viveu) certa vez disse: “O Whisky é o melhor amigo do homem…é o cão engarrafado” ou algo parecido. Concordo, afinal o cão é aquele que sempre está ao teu lado, o que nunca te decepciona, aquele que te consola nas noites solitárias.

Após tantos anos relacionado intimamente com os vinhos (desde minha iniciação efetiva, fomentada pelo meu guru nos vinhos e na vida: Sérgio Del Porto), posso dizer sem sombra de dúvida que ele não se encaixa no perfil do cão amigo…(só quem já teve a grande decepção de abrir um caro Borgonha e descobrir que seria melhor ter comprado aquele vinho chileno da promoção sabe do que estou falando…rs). Além disso, o vinho se divide em tantas nuances de humor, corpo e aromas que se assemelha mais a uma mulher em plena crise deTPM.

Vinhos e mulheres...complexas e inconstantes.

Mas então, porque essa bebida provoca tantas emoções e é tão difundida em todo o mundo? Existem milhares de respostas possíveis, mas, na minha modesta opinião, pode ser resumida em 2 grandes e extremamente significativas razões:

A primeira é que, ao contrário dos itens de desejo geralmente colecionados e buscados por apaixonados (livros, discos, selos, miniaturas, sapatos, relógios, etc), os vinhos só existem de fato após serem abertos, ou seja, só podemos “colecionar” as impressões após abrí-lo.

A segunda e não por isso, menos importante é que, à semelhança de algumas formas de arte (como a música por exemplo), os vinhos são formas interessantes de correlacionamento com fatos importantes da vida. É muito comum por exemplo, relacionar o momento em que determinado vinho foi provado com um local, com os bons amigos, com sentimentos e sensações específicos…ou seja, o vinho reforça nossa relação com os momentos mais importantes da nossa vida.

Lembro-me claramente do ótimo Ribeira del Duero que fez parte do jantar em que propus noivado à Luiza e, não me esquecerei jamais de meu primeiro Chablis e do meu Bourdeaux preferido.

Portanto, apesar de minha devoção ao Vinícius, vou dizer que prefiro uma relação inconstante e apaixonante de uma parceria com o vinho à amizade sempre fiel do bom e velho whisky. E, pra fechar com poesia, aqui vai uma de Neruda…

“ODE AO VINHO”

Pablo Neruda

Vinho cor do dia
vinho cor da
noite
vinho com pés púrpura
o sangue de topázio
vinho,
estrelado
filho
da terra
vinho, liso
como uma espada de ouro,
suave
como um
desordenado veludo
vinho encaracolado
e suspenso,
amoroso,
marinho
nunca coubeste em um copo,
em um canto, em um homem,
coral,
gregário és,
e quando menos mútuo.

O vinho
move a primavera
cresce
como uma planta de alegria
caem muros,
penhascos,
se fecham os
abismos,
nasce o canto.
Oh tú, jarra de vinho, no deserto
com a
saborosa que amo,
disse o velho poeta.
Que o cântaro do vinho
ao peso
do amor some seu beijo.

Amo sobre uma mesa,
quando se
fala,
à luz de uma garrafa
de inteligente vinho.
Que o bebam,
que
recordem em cada
gota de ouro
ou copo de topázio
ou colher de
púrpura
que trabalhou no outono
até encher de vinho as vasilhas
e
aprenda o homem obscuro,
no ceremonial de seu negócio,
a recordar a terra e seus deveres,
a propagar o cântico do fruto.

 
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Publicado por em 15 de novembro de 2011 em Bobagens, Dicas, Notícias

 

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Confesso que bebemos…

Pois é, quarta-feira passada parecia que seria um final de tarde como outro qualquer, mas foi ai que o confrade Enzo bateu um fone e nos convidou para tomar uns caldos. Acabamos indo eu e o freak Jonas. Conhecendo a adega de nosso BB sabia que tinha de levar algo de respeito, então peguei uma garrafa que fazia horas que queria degustar. Firmado, um grande malbec da Bodega Enrique Foster. Chegando lá, minhas expectativas estavam corretas, BB nos aguardava com um grande tinto argentino, El Enemigo. E vamos aos vinhos.

Iniciamos os trabalhos com  o Firmado, já conhecia o trabalho do enólogo Maurício Lorca mas ainda não tinha degustado este vinho. Grande descoberta, aromas discretos, elegantes, nada de bomba alcoólica, toques mentolados, casaco de couro, fruta negra cozida. Na bouca roubou a cena, simplesmente uma palavra descreveria este caldo: SALGADO. Fazia tempo que não degustava um vinho argentino com tamanha mineralidade, acidez no ponto, taninos domados, carvalho apenas cumprindo seu papel, engrandecer o vinho e não maquiá-lo. Este malbec é proveniente de vinhas de mais de 60 anos de idade com uma produção de 1KG por pé. Apenas 2.500 garrafas produzidas. É importado no Brasil pela Vinho Sul

” Al final del camino sólo recuerdas una batalla, la que libraste contigo mismo, el verdadeiro enemigo, la que te hizo único”.

Partimos para o segundo vinho, El Enemigo. Alejandro Vigil (Enólogo chef da Bodega mendocina Catena Zapata) e Adrianna Catena (filha do grande bodegueiro) se uniram para criar este vinho emblemático. Um malbec da safra 2008 que tem em sua composição um toque de Petit Verdot. Afinado durante 14 meses em barricas de carvalho francês com uma produção limitada a 4000 garrafas, somente a metade desta quantidade foi para o mercado para Vinotecas especializadas.

Para nós freaks uma agradável descoberta, visualmente velado, negro, cor de sangue, viscoso na taça. No nariz frutas negras caramelizadas, terra úmida, muita complexidade. Após algum tempo de taça abrem-se aromas de ervas frescas, alecrim e tomilho (um toque de menta). Madeira no ponto, marca do enólogo Vigil.

Na boca robusto, amplo, vigoroso, um tinto de grande estrutura, lindo equilíbrio acidez/maciez, taninos um pouco nervosos, ainda por serem domados, normal para um caldo como este! Grande fim de boca, lembro até agora.

“Um verdadeiro inimigo dos vinhos vulgares”

 
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Publicado por em 9 de novembro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Confesso que bebi Dal Pizzol Pinot Noir 2011

 
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Publicado por em 21 de outubro de 2011 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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As mulheres preferem vinho tinto!!!

Um estudo realizado pelo instituto Datavin para o Observatório Espanhol do Mercado do Vinho (OeMv) destacou que, apesar da crença generalizada de que as mulheres preferem vinhos brancos e rosados, a inclinação delas está mais para o tinto.

Seis a cada dez mulheres tomam vinho tinto pelo menos uma vez por semana, e inclusive preferem ele à cerveja. Em relação aos momentos de consumo, a maioria costuma beber durante as refeições, sobretudo
fora de casa, e durante a tarde ‘com as amigas’. Além disso, segundo 400 sommeliers, o consumo feminino cresceu nos últimos anos, especialmente em Barcelona.

A pesquisa dividiu as mulheres em seis grupos. As curiosas (24% do total), preferem os vinhos tinto e branco finos; as tradicionais (22%) optam pelo tinto e costumam beber em casa. Já as bebedoras ocasionais (17%)
preferem os rosados e brancos que passam uma imagem de frescor.

Os outros três grupos são os das entusiastas ou grandes bebedoras de vinho (15%), que costumam
escolher os de melhor relação qualidade/preço. As jovens, entre 18 e 25 anos (11%) consomem pouco vinho e geralmente aqueles que sejam suaves. Por fim, existem as indiferentes (11%), que preferem beber vinhos tintos que estejam com um bom preço.

Apesar das definições, todas afirmaram que optam pelo vinho principalmente por ser uma bebida saudável. Uma em cada duas mulheres considera o consumo moderado benéfico para a saúde.

Fonte: Revista Adega

 
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Publicado por em 8 de outubro de 2011 em Bobagens

 

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Vinho engorda?

Pensando no pessoal mais saúde que compartilha o blog dos Winefreaks, resolvi tratar de um tema que sempre aparece nas animadas mesas de botecos, restaurantes e reuniões de amigos…vinho engorda? Engorda mais que outras bebidas?

Para não restarem dúvidas, fizemos uma ampla pesquisa que mostra dados bastante interessantes e que poderão ser edificantes para aumentar sua cultura e justificar uma possível (e moderada) frequência etilica. Vamos aos fatos:

Do ponto de vista nutricional, em vinhos secos, o álcool é a substância mais calórica do composto, contribuindo com 7Kcal/g. O açucar, por exemplo, contribui com 4Kcal/g. Como, em geral, os vinhos tem cerca de 12% de alcool, em uma garrafa padrão (750 ml) teremos 90g de alcool, fornecendo 630 calorias. Com essa conta, uma taça de 150ml teria 18gramas de alcool, resultando em 126 calorias…uma maçã, por exemplo, tem cerca de 100 calorias e um copo de leite,150!!!!

Quanto ao teor de vitaminas, o vinho contém pequenas quantidades destes compostos, como vitaminas A, C e as do complexo B (B1, tiamina; B2, riboflavina e a B12, cianocobalamina), além de minerais, especialmente potássio e ferro. Contudo, é importante lembrarmos que o consumo excessivo de álcool pode causar distúrbios na absorção de outras vitaminas e minerais.
Pela tabela abaixo, você pode conferir o valor nutricional médio dos vinhos de mesa.
Tabela – Valor nutricional do vinho tinto de mesa
Vinho,
tinto, mesa
Quantidade
100
ml
Água
(%)
88
Calorias
73,53
Proteína
(g)
Traços
Gordura
(g)
0
Ácido
Graxo Saturado (g)
0
Ácido
Graxo Monoinsaturado (g)
0
Ácido
Graxo Poliinsaturado (g)
0
Colesterol
(mg)
0
Carboidrato
(g)
2,94
Cálcio
(mg)
7,84
Fósforo
(mg)
17,65
Ferro
(mg)
0,39
Potássio
(mg)
110,78
Sódio
(mg)
4,9
Vitamina
A (UI)
Valor
não determinado
Vitamina
A (Retinol Equivalente)
Valor
não determinado
Tiamina
(mg)
0
Riboflavina
(mg)
0,03
Niacina
(mg)
0,1
Ácido
Ascórbico (mg)
0

_____________________________________________________

Nos últimos anos, diversos trabalhos científicos têm relacionado o consumo de vinho com benefícios a saúde. Os maiores responsáveis pelos efeitos benéficos do vinho são os chamados polifenóis, por possuírem um efeito antioxidante muito potente e ainda apresentarem ação antibiótica.
Entre os polifenóis mais estudados presentes nos vinhos, quanto a sua ação benéfica à saúde humana,
destaca-se o resveratrol (ao lado), que possui ação protetora em relação às doenças cardiovasculares.
O consumo regular de vinho está associado a benefícios ao coração, circulação sanguínea, digestão,
osteosporose, obesidade e outros.Contudo, é importante ressaltar que estes benefícios só ocorrem quando o vinho é consumido com moderação, como parte de uma dieta balanceada e principalmente por pessoas que
não tenham contra-indicação ao consumo de bebidas alcoólicas.
Ou seja, faça do seu alimento, o seu medicamento.
Bons vinhos à todos!
 
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Publicado por em 6 de outubro de 2011 em Dicas

 

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