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Arquivo da tag: Vinhos da Argentina

Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 4 – Tintos de outras cepas

Além dos tintos da uva Malbec e dos tintos de Corte, resolvemos analisar também os tintos varietais de outras castas…Bonarda, Merlot, Syrah, Pinot Noir, e muitas outras nos mostraram que não só na Malbec residem vinhos incríveis em Mendoza. Aproveitem nossa seleção:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato)

    1. Serrera Reserva Bonarda (4 votos)

    2. Luna Syrah

 Serrera Reserva Bonarda 2008. Quando nos falava sobre esse vinho, Hernán frizou que foi uma excelente safra em Tupungato, origem desta Bonarda, um ano com muita concentração de cor e aromas. As uvas deste vinho são provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. Levamos o tinto ao nariz. Uau!! O que foi isto? Que belíssimo bouquet, concentrado, pimenta negra, cravo, notas mentoladas, final levemente herbáceo, elegantíssimo, não muito potente mas com uma persistência incrível. Na boca só melhorou, a rusticidade da Bonarda, quase mastigável já pedia um entrecot jugoso para acompanhar, que tinto maravilhoso, foi eleito naquele momento o Bonarda da semana!

Hernán com os Winefreaks...viva a Bonarda!!!

  • Amostra de Tanque:

    1. La Anita Merlot

    2. Las Perdices Pinot Noir

    3. La Anita Syrah

5ª Amostra. Merlot 2011. Incrível este tinto, um dos aromas mais enigmáticos das amostras, segundo Sebastian, esta amostra vem se transformando semana após semana. No aroma toques de especiarias, marmelo, couro, terra, não muito intenso. Na boca, um merlot típico, acidez e taninos macios e com uma estrutura mediana, promete ser um vinho muito elegante.

  • Vinhos Premium:

    1. Carinae Gran Syrah (5 votos)

 

Carinae Gran Reserva Syrah 2008. Mesma crianza do Gran Malbec. Que tinto grandioso, um titã, muito complexo, tanto no nariz como na boca apresenta aromas levemente licorosos. Primeiro ataque na boca vigoroso mas evolui para um equilíbrio incrível, no final de boca todas as suas percepções se mesclam trazendo uma percepção de uma obra de arte bem acabada. Um grandíssimo Syrah….”Time Freeze” em todos os freaks que ainda sobreviviam!!!!

 
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Publicado por em 16 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 2 – Cortes

Provamos diversos vinhos incríveis em nossa viagem na Argentina e os melhores blends (ou também ditos de corte, ou assemblage, ou assemblagem) foram os seguintes:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato):

      1. Finca La Anita – Mabec/Merlot (3 votos)

      2. Octans Carinae – Malbec/Syrah (2 votos)

    7º Vinho. Finca la Anita Malbec / Merlot – 14%

    Neste corte não safrado de diferentes parcelas de Malbec e Merlot foram produzidas somente 10.066 garrafas. Nos impressionou muito. Aromas mentolados, couro, cassis, geléia. Na boca uma bela sinegia entre as duas castas, a maciez da Merlot estava em perfeito ajuste com a potência da malbec, um tinto que inicia discreto e vai crescendo. Recomendamos muito.

Melhor Custo x Benefício:

    1. Octans Carinae – Malbec/Syrah (3 votos)

    2. Cuarto de Milla Branco – Chardonnay/Semillion/Tocai (2 votos)

Octans 2009. 79% Malbec / 21% Syrah. Esta foi uma das amostras mais interessantes que degustamos, é um vinho que passa 100% por barricas de carvalho francês de 3º uso por 8 a 10 meses com o intuito de afiná-lo um pouco e não passar aromas do carvalho. É o vinho da casa, não está  a venda no mercado, pode-se encontrá-lo somente da Bodega. Um tinto de grande pegada, taninos extremamente marcantes, potência, com certeza necessita um pouco mais de tempo em garrafa. Aqui já notamos o trabalho que a Carinae vem fazendo com a cepa Syrah, coisas boas ainda nos aguardavam.

  • Vinhos Premium:

      1. Carinae Prestige (3 votos)

      2. Preciado

      3. Las Perdices Reserva Don Juan

Carinae Prestige 2008. Um tinto elaborado com 70% Malbec / 25% Cabernet / 5% Malbec. Crianza de 18 meses em barricas de carvalho Frances novas. Podemos dizer que fechamos a degustação dos tintos com chave de ouro, a crescente foi incrível, este Prestige no nariz inicia discreto mas com a aeração abre-se para lindos aromas de cassis, frutas vermelhas cozidas, toques mentolados. Na boca perfeito, não apresentou arestas, com muito equilíbrio e força em sinergia. Final de boca longo e agradável. Foi talvez o melhor vinho degustado em toda a viagem. Mereceu o título de freak do dia!!!!

 
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Publicado por em 14 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 1 – Malbec

Após provar nada menos que 111 amostras de vinhos em terras Argentinas, resolvemos avaliar e definir os melhores em cada uma das diferentes categorias criadas, sem mais delongas eis os escolhidos:

Melhores Malbecs:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato):

    1. Finca La Daniela Malbec (2 votos)

    2. Azul Malbec

    3. Serrera Moments

    4. Emilia Nieto Senetiner

  • Melhor Custo x Benefício:

    1. Humberto Barberis Gran Reserva Malbec (4 votos)

    2. Serrera Moments

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec 2007. O TOP da casa, ao contrário do que muitas vezes encontramos em outras bodegas, não destoa muito dos seus irmãos mais jovens, na verdade, a evolução entre as linhas da Bodega Barberis é muito sutil e pode até passar despercebida para os menos praticados, não existe aquela grande distância entre um Cava Negra Malbec e um Humberto Gran Malbec. São idênticos? Claro que não, mas as sutilezas de suas características são uma evolução como em menu degustação de um grande chef, devemos prestar atenção aos detalhes nos temperos, métodos de cocção e ingredientes utilizados.

  • Amostras de Tanque:

    1. Reserva Malbec – Viña Las Perdices (5 votos) 

6ª Amostra. Amostra de Malbec safra 2010 direto da barrica de carvalho. Surpresa, Carlos puxou uma pipeta e tirou uma dose de um caldo pesado de uma barrica. Nos serviu e pediu que analisássemos juntos aquela amostra de malbec. Quando questioado sobre qual linha estávamos degustando ele apenas se limitou a dizer: “Ainda não sei, vamos ver o que voces acham”. Ao colocar o vinho no nariz e depois na boca o tempo parou! Um dos melhores Malbecs que degustamos nos últimos tempos. Apesar de ainda estar em evolução na barrica, estava simplesmente divino, perfeito, sem arestas ou defeitos. O nariz era uma mistura de potência do novo mundo com a classe dos vinhos europeus. Sua boca confirmou isto, cada gole pedia o próximo, ficamos em extâse. Com certeza Carlos sabia para qual corte iria este malbec… Que momento freak!!!

  • Vinhos Premium:

    1. Carinae Gran Reserva Malbec (2 votos)

    2. Varúa Malbec (2 votos)

    3. Azul Gran Reserva Malbec

Carinae Gran Reserva Malbec 2008. Aqui passamos a outro tipo de crianza dos vinhos anteriores, este tinto passa 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho de primeiro uso. É um Malbec proveniente de dois vinhedos distintos. Com base nos vinhos anteriores esperava um Malbec muito potente, receando que até demais, mas não, estava incrível, equilibradíssimo. No nariz os aromas francos da Malbec estavam presentes e na boca  grande equilíbrio e força. O primeiro ”Freak” da degustação que, por mais incrível que pudesse parecer, ainda tinha muito pra mostrar!!!

8º Vinho. Varúa Malbec 2008 Linea Pinacoteca. 14,3%

Obras de pintores Mendocinos ilustram seus rótulos, a cada safra as obras mudam. São produzidas somente 1500 garrafas em cada safra desta linha. Um vinho especial, de autor, só é produzido nas grandes safras, sem duvida, um ícone.

Um grande tinto para se avaliar, no momento da degustação apresentou aromas complexos de especiarias, pequenas notas licorosas, aromas terrosos, frutas vermelhas cozidas e morangos secos. Na boca perfeito equilíbrio, como no nariz, inicias com notas levemente licorosas, mostrando uma fruta bem madura, mas com taninos e acidez no ponto para contrabalançar. Muito volumoso com um final de boca elegantíssimo. Um grande vinho que apesar de caro deve fazer parte de qualquer boa adega.

 
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Publicado por em 13 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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A saga dos Winefreaks na Argentina chega ao seu final…reflexões, números, curiosidades e as previsões para as próximas aventuras em 2012.

Após 5650 km de estradas percorridas no Brasil e na Argentina, com um consumo de aproximadamente 570 litros de óleo diesel, duas correias trocadas e alguns percalços com a extremamente corrupta polícia rodoviária argentina, poderíamos dizer que a viagem foi um tanto exaustiva, um pouco arriscada e, algumas vezes, até uma provação. Mas isso só teria valor se desconsiderássemos a impressionante marca de 111 amostras diferentes de vinhos incríveis que degustamos na Bodega Alfredo Roca em San Rafael, na Salentein e Bodega La Azul em Tupungato, na Viña Las Perdices, Finca La Anita, Bodega Barberis, Bodega Carinae, Nieto Senetiner e Serrera Vinos em Mendoza, além das dezenas de outras garrafas consumidas na companhia de pratos incríveis dos mais de 20 restaurantes que experimentamos ao logo do trajeto.

Na cava de vinhos antigos da Nieto Senetiner...eles não sabiam o risco que estavam correndo!!!

A miríade de aromas e sabores, temperada pelo terroir argentino, com suas nuances de clima, altitude, solos, técnicas de vinificação e, sobretudo, de pessoas e da alma mendocina se apresentaram em uma experiência única e inesquecível.

Hospedamo-nos em pousadas luxuosas e hospedarias de beira de estrada, em hotéis econômicos e em redes internacionais, sendo 1 noite em Santa-Fé, 2 noites em San Rafael, 1 noite em Tupungato, 7 noites em Mendoza, 1 noite em Federal e 1 noite em Livramento.

Além dos vinhos, incríveis paisagens naturais e construtivas como a visão dos pampas argentinos, a travessia pelo túnel que cruza o Rio Paraná com quase 3 quilômetros de extensão e mais de 30 metros abaixo do fundo do rio, as estradas com retas quase infinitas acompanhadas de desertos imensos de ambos os lados, e do Parque Provincial Aconcágua, base da montanha mais alta das Américas: o Aconcágua também abrilhantaram o roteiro.

Foram 13 dias descobrindo na prática aquilo que dizia em latim, o filósofo Gaius Plinius Secundus na mensagem “In vino veritas” numa das primeiras tentando de traduzir o abstrato sensorial para a ótica da poesia.  “No vinho, a verdade”.

Composto de humor líquido e luz, o bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria. Merecido nas vitórias e necessário nas derrotas é composto de líquido e luz, dando palavra aos pensamentos e alegrando o coração do homem. E, sem sombra de dúvida, o vinho é o melhor lugar para se encontrar amigos.

Galileu, Shakespeare, Napoleão, Goethe, Samuel Johnson e Arruda certamente concordarão conosco.

Os Winefreaks prontos pra próxima aventura!!!

Cristiano Ribeiro, Enzo Arns, Jonas Lunkes, Leandro Sperry e Isac Azevedo são os Winefreaks. A viagem foi apoiada pelas seguintes empresas: Prefeitura Municipal de Canela, Brocker Turismo, Guimarães- Griffe em Imóveis, Super Carros, Harley Motors Show, Museu de Cera, Hollywood, Auxiliadora Predial – Casa da Serra, Santé Atividade Corporal, Ecoparque Sperry, Restaurante Bergamota, Agência Viajar Melhor e Mercadores de Vinhos. O Jornal Integração e a Revista Gramado cobriram a viagem com exclusividade.

E no mês que vem acompanhem os Winefreaks em uma nova viagem, agora na Serra Catarinense. Para saber tudo sobre a viagem, com fotos e informações detalhadas e ainda receber dicas e conferir as análises detalhadas de cada um dos 111 vinhos degustados, acesse www.winefreaks.com.br.

 
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Publicado por em 1 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Nieto Senetiner. Uma grande pequena bodega.

Dando continuidade a nossa incrível rotina de visitas à vinícolas em Mendoza, chegamos ao último dia de degustações, com duas visitas ainda por ocorrer. Na parte da manhã fomos conhecer a Bodega Nieto Senetiner.  Com fundação datada de 1888, está localizada na região de Lujan de Cuyo, Vistalba. A Vinícola se desenvolveu por diferentes mãos familiares durante a primeira década do século passado. No ano de 1969 foi adquirida pela família Nieto Senetiner que amplia suas instalações dando início a uma nova etapa de crescimento e, em 1998, passa a formar parte do grupo de negócios agroalimentar Molinos de la Plata.

Passado...

...e Presente em perfeita harmonia na Nieto Senetiner.

Diferentemente das outras vinícolas que visitamos, a maior parte de sua produção fica no mercado interno, quase 65% do total. No mercado de exportação os principais mercados da Nieto são Brasil, EUA e Peru.

Os dois enólogos da Nieto são Roberto Gonzalez, responsável pelas linhas Premium, e Jorge Meleiro, responsável pelas grandes produções. Nesta planta que visitamos em Vistalba são vinificadas as linhas Premium Don Nicanor e Cadus. A Bodega trabalha com piletas de vinificação de concreto de 22 a 150 mil litros, num total de 65 unidades. A sala de barricas possui quase 700 unidades para a linha Cadus.

Dessa sala de barricas sai o afamado Cadus - onipresente ícone nas cartas de vinhos pelo Brasil.

Próximo à Bodega existem vinhas de Malbec que datam de 1916, (mais de cem anos!!!!) que ainda estão em plena produção e servem a linha Cadus. Também vimos alguns vinhedos em Parrais (latada) de Syrah com quase 60 anos de idade.

Vinhas de mais de 100 anos e...

...uma paisagem dessas de pano de fundo. Precisa de mais alguma coisa?

Fomos recepcionados na Nieto, para nossa surpresa, por um brasileiro: Marcelo Molina, de Goiânia, que já trabalha como sommelier na Bodega há quase 7 anos. Apesar de não termos tido nenhum problema com a língua espanhola nas outras visitas é sempre interessante ver esta preocupação da Vinícola em ter alguém falando português para recepcionar seus convidados.

E não é que o sommelier era Goiano??

Depois de um passeio pelas instalações da Nieto, que, apesar de ter uma linha ampla de rótulos e uma produção interessante, é uma vinícola pequena, com instalações modernas mas rústicas, um conceito muito interessante, partimos para uma degustação técnica. Marcelo já havia deixado a sala de degustação preparada com os vinhos previamente selecionados.

Que tal a seleção? Veja as impressões dos Winefreaks para cada um dos vinhos logo abaixo.

Nieto Senetiner Rose 2010. Uma proposta diferente, este é um Rose envelhecido em barricas de Acácia, um Rose bem elaborado com aromas florais e morangos frescos, média intensidade. Na boca confirma seu frescor, com uma acidez refrescante, um vinho para um final de tarde quente antes do jantar.

Don Nicanor Viognier / Chardonnay 2010. Lindo branco, aromas untuosos de baunilha e maçã com toques florais. Na boca esta untuosidade se faz presente com bom volume, um branco amplo mas com uma acidez muito gostosa. Um daqueles vinhos para se tomar com um belo prato ou sozinho.

Emília Nieto Senetiner Malbec 2011. Umas das linhas de entrada, este vinho ainda não está no mercado brasileiro, mas deve chegar em breve. A proposta da vinícola aqui é um vinho de entrada, fácil, sem carvalho e com muita fruta presente. Conseguiram. Um tinto leve mas muito agradável, aromas discretos mas francos de frutas vermelhas. Na boca rápido, muita fruta, acidez gostosa, um vinho para se tomar um pouco mais fresco na temperatura, tem tudo para fazer sucesso quando chegar por nossas bandas.

Nieto DOC Malbec 2010. Este tinto já está no Brasil e faz muito sucesso. A Nieto é uma das poucas Vinícolas argentinas que podem utilizar a denominação DOC ( Denominação de Origem Controlada) para seu Malbec, as outra três são: Norton, Luigi Bosca e Lagarde. Se voce encontrar vinhos DOC argentinos Malbec de outra Bodega desconfie!! Este é um belo tinto com 12 meses de carvalho francês, rubi na coloração, com aromas de frutas negras, compota, toques de chocolate. Na boca bela estrutura, com bom equilíbrio álcool / acidez. Final de boca marcante.

Don Nicanor Barrel Select Malbec 2009. Este é outro lançamento da Nieto que ainda não conhecíamos, passa 18 meses por roble francês. Que belo caldo, negro na taça, aromas complexos e marcantes, chocolate amargo, cacau tostado, especiarias. Na boca elegantíssimo, grande pegada. Seu carvalho em perfeito equilíbrio, final de boca muito longo. Para mim um dos melhores do dia.

Cadus Grand Vin 2008. 50% Malbec / 30% Cabernet Sauvignon / 20% Bonarda. Crianza de 12 meses em carvalho francês novo. Um tinto negro na taça, velado, nariz muito exótico, notas de frutas negras cozidas e tabaco, nota-se um aporte herbáceo da Cabernet e Bonarda, intenso e persistente. Após alguns minutos de aeração abrem-se aromas de especiarias. Na boca potente, apresenta uma certa adstringência de uma pimenta preta, mas muito agradável. Seu carvalho está muito bem trabalhado com um final de boca muito longo, taninos macios.

Após a degustação passamos para um almoço harmonizado com os mesmos vinhos da degustação. A Nieto possui um belo restaurante em suas instalações, com poucos lugares, 30, e atendem somente mediante reserva. Uma boa dica para quem for passar uns dias em Mendoza.

Os Winefreaks acompanhados dos mais antigos vinhos da casa...só um brazuca pra correr esse risco conosco!!!

Nossos agradecimentos pela recepção, cordialidade e profissionalismo de Marcelo que nos acompanhou pela visita. Os vinhos da Nieto podem ser encontrados no Brasil através da importadora Casa Flora / Porto a Porto.

 
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Publicado por em 15 de fevereiro de 2012 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Bodega CarinaE: Onde as estrelas são as pessoas, os vinhos são brilhantes!!!

Nosso Confrade Cristiano Ribeiro acaba de ganhar um concorrente à altura no que se refere a indicações brilhantes de bodegas em Mendoza. O Enólogo portenho José Eduardo Molteno, proprietário da Enoteca La Cava de Vittório que fica na Calle Arenales, 2321 em Buenos Aires www.lacavadevittorio.com.ar .

Seus contatos com os proprietários (além é claro, da indicação da compra do então desconhecido Carinae Finca Deneza em minha última visita à Capital Argentina), nos possibilitaram conhecer de uma forma muito especial a Bodega Boutique Carinae, localizada em Cruz de Piedra – Maipú.

Com um céu desses só podia ser um dia especial!!!

– ” Es una bodega muy pequeña que hace vinos artesanales en Mendoza, con un toque de Viejo Mundo”. Me recordei prontamente das palavras proferidas pelo Eduardo quando me indicou a garrafa do malbec 2010 que degustei com os confrades em um encontro com nossas esposas no restaurante Divino em Gramado. E quando estacionamos a van ao lado de uma pequena construção em Adobe pintada de amarelo e fomos recebidos pelo enorme sorriso de Brigitte Subra tive certeza de estávamos em um quadrante especial nessa constelação de bodegas argentinas.

Brigitte e sua simpatia...uma das marcas da Carinae.

Com um espanhol perfeito, carregado pelo indefectível sotaque francês, a proprietária da bodega nos pediu para aguardar alguns instantes para que pudesse nos acompanhar em uma visita pela propriedade, seguida pela degustação de seus vinhos. Rapidamente estávamos imersos num mundo de constelações e estrelas que guiaram o casal de franceses de Marseille (que segundo a própria não entendia absolutamente nada de vinhos) para o comando de uma vinícola na Argentina.

Após muitos anos de trabalho e, aproveitando uma política de downsizing com demissão premiada da empresa multinacional em que Philippe trabalhava, resolveram mudar completamente suas vidas adquirindo um vinhedo de cerca de 80 anos de idade com 11 hectares de malbec, cabernet sauvignon e syrah com uma cantina antiga de paredes de adobe em ruínas e algumas dezenas de pilhetas de concreto.

Passado e Presente em fotos reveladoras.

Segundo Brigitte, imediatamente visualizaram o prédio atual e, de forma a expressar a paixão pela astronomia do marido resolveram batizar a vinícola com o nome de uma constelação que acompanha por quase todo o ano a propriedade. Carina, a Quilha, é uma constelação do hemisfério celestial sul, vizinha do nosso conhecido cruzeiro do sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Carinae.

Nebulosa Carina...a inspiração do casal Subra para seus os vinhos.

Além do vinhedo principal, outros 4,5 hectares de Malbec de 88 anos de idade foi adquirido em seguida no distrito de Pedriel, Rua Cobos (Lujan de Cuyo). Esta vinícola tem uma capacidade modesta para os padrões mendocinos – 260.000 litros anuais, uma cava com 27.000 litros em barris de carvalho francês, aliando ao uso de equipamentos até certo ponto rústicos (como a prensa francesa do início do século XX à tecnologia e consultoria de profissionais como o renomado Michel Roland e sua equipe para elaborar vinhos de alta qualidade.

Winefreaks ansiosos pela degustação dos vinhos da Carinae. Na foto, da esquerda para a direita, Jonas, Cristiano, Enzo, Isac e Leandro (abaixado).

Após visitar as instalações e conhecer cada um dos processos e pessoas envolvidos, fomos direcionados à sala de degustação, agora acompanhados pelo Philippe

Com uma extensa gama de produtos, tendo a Malbec como grande estrela, a jovem Bodega empolgou os Winefreaks. Provamos TODOS os vinhos da empresa e vamos dar nossas impressões à partir de agora:

Carinae Rose Malbec 2011, 13%. Rose de coloração mais intensa, salmão para cereja, aromas intensos de frutas vermelhas, goiaba, na boca boa estrutura, um rose mais robusto, em nossa opinião estava um pouco pesado demais no visual e na boca, informação que Philippe acabou nos respondendo por ter deixado uma extração um pouco mais longa do que gostaria.

Carinae Torrontes 2011. Vinificado com a variedade torrontes Riojano plantada em Mendoza, típico, amarelo palha bem claro com aromas de frutas cítricas, florais e final remetendo a maracujá. Na boca ótima tipicidade, equilibrado, com um final de boca muito agradável, não foi um dos melhores torrontes que degustamos na trip, mas não decepcionou.

Carinae Malbec 2010. Este Malbec de entrada da Carinae já demonstra que esta Bodega especializou-se nos tintos. Esta proposta mais jovem sem passagem por carvalho apresentou no nariz lindos aromas de ameixas negras, frutas vermelhas, principalmente morangos. Na boca excelente equilíbrio, tinha volume de boca suficiente para sustentar sua acidez, final de boca longo e muito agradável. Iniciamos os trabalhos dos tintos com o pé direito.

Carinae Cuvée Brigitte 2009. 72% Malbec / 28% Cabernet Sauvignon. Este tinto potente com 14,5% álcool não chegou a ser pesado, lembrou um pouco o malbec de entrada mas com mais intensidade de nariz e volume de boca. Taninos ainda nervosos com uma acidez bem marcada, a Cabernet entrou em cena. Sem duvidas um vinho mais gastronômico. Bela proposta.

Octans 2009. 79% Malbec / 21% Syrah. Esta foi uma das amostras mais interessantes que degustamos, é um vinho que passa 100% por barricas de carvalho francês de 3º uso por 8 a 10 meses com o intuito de afiná-lo um pouco e não passar aromas do carvalho. É o vinho da casa, não está  a venda no mercado, pode-se encontrá-lo somente da Bodega. Um tinto de grande pegada, taninos extremamente marcantes, potência, com certeza necessita um pouco mais de tempo em garrafa. Aqui já notamos o trabalho que a Carinae vem fazendo com a cepa Syrah, coisas boas ainda nos aguardavam.

Carinae Reserva Malbec 2009. Este tinto é um corte de duas parcelas distintas de Malbec de vinhedos diferentes. Passa 100% por barricas de carvalho francês de 2º e 3º uso por 10 a 12 meses. Um tinto carnudo, amplo, aromas animais, couro, tabaco, especiarias. Na boca um primeiro ataque cheio, com ótima pegada, acidez viva e balanceada. Um excelente Malbec.

Carinae Malbec Finca Deneza 2009. Este Malbec utiliza uvas de um único vinhedo localizado em Luján de Cuyo, passa de 8 a 10 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Um belo tinto, ótimo nariz, notas cozidas, frutas vermelhas secas, na boca um pouco denso, tem um ótimo volume, mas gostariamos de um pouco mais de acidez para balançar o conjunto. Um tinto de estilo mais gastronômico.

Carinae Cabernet Sauvignon 2008 Reserva. Crianza de 8 a 10 meses em barricas francesas de 2º e 3º uso. Um cabernet de grande pegada, taninos nervosíssimos quase verdes, levemente adstringente, em nossa opinião precisa de mais um tempo de afinamento. Como Philippe já tem este vinho no mercado nossa sugestão é degustá-lo com um prato intenso e gorduroso para balançar esta veia ácida dura.

Carinae Reserva Syrah 2008. Mesma crianza dos vinhos anteriores. Aqui começou a ficar claro que a Syrah é uma das meninas de ouro da Carinae, intenso no nariz, toques animais, pimenta negra moída na hora, alcaçuz. Na boca um monstro, primeiro ataque com grande potência e força, taninos nervosos mas nesta caso domados, apesar do seu volume de boca não chega a ser pesado. Excelente tinto.

Carinae Gran Reserva Malbec 2008. Aqui passamos a outro tipo de crianza dos vinhos anteriores, este tinto passa 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho de primeiro uso. É um Malbec proveniente de dois vinhedos distintos. Com base nos vinhos anteriores esperava um Malbec muito potente, receando que até demais, mas não, estava incrível, equilibradíssimo. No nariz os aromas francos da Malbec estavam presentes e na boca  grande equilíbrio e força. O primeiro “Freak” da degustação que, por mais incrível que pudesse parecer, ainda tinha muito pra mostrar!!!

Carinae Gran Reserva Syrah 2008. Mesma crianza do Gran Malbec. Que tinto grandioso, um titã, muito complexo, tanto no nariz como na boca apresenta aromas levemente licorosos. Primeiro ataque na boca vigoroso mas evolui para um equilíbrio incrível, no final de boca todas as suas percepções se mesclam trazendo uma percepção de uma obra de arte bem acabada. Um grandíssimo Syrah….”Time Freeze” em todos os freaks que ainda sobreviviam!!!!

Carinae Prestige 2008. Um tinto elaborado com 70% Malbec / 25% Cabernet / 5% Malbec. Crianza de 18 meses em barricas de carvalho Frances novas. Podemos dizer que fechamos a degustação dos tintos com chave de ouro, a crescente foi incrível, este Prestige no nariz inicia discreto mas com a aeração abre-se para lindos aromas de cassis, frutas vermelhas cozidas, toques mentolados. Na boca perfeito, não apresentou arestas, equilíbrio e força em sinergia. Final de boca longo e agradável. Foi talvez o melhor vinho degustado em toda a viagem. Mereceu o título de freak do dia!!!!

Passito de los Andes 2011. Para encerrar a degustação Philippe nos ofereceu um licoroso recém engarrafado.  Este passito foi vinificado ao estilo dos passito italianos onde parte das uvas são vinificadas normalmente e parte das uvas são secas ao sol para concentrar seus açúcares. Possui 15% de álcool e 80gr/l de açúcar residual. No nariz lindos aromas de damascos secos, laranja Kinkan e geléia de laranja. Na boca tem um primeiro ataque interessante mas nos pareceu um pouco ralo, leve para um licoroso, acreditamos que precisaria de um pouco mais de açúcar para torná-lo mais apetitoso.

Depois dessa impressionante degustação, fica a certeza de que acima do terroir, do clima e da tecnologia, as pessoas e o que se extrai de suas almas fazem toda a diferença quando se buscam vinhos realmente surpreendentes.

Ainda bem que não dá pra ver os dentes e os lábios roxos...dá-lhe tanino nessa galera!!!!

Obrigado  Philippe e Brigitte por tudo!!!!

 
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Bodega Barberis – Uma recepção familiar.

Seguindo nossa agenda, a próxima visita era a uma vinícola chamada Bodega Barberis, referência ao nome da família. Barberis havia recém trocado de localização, seus proprietários venderam uma Bodega que possuíam em Vistalba em Luján de Cuyo e compraram uma antiga propriedade em Guaymallén. O bairro de Guaymallén  praticamente não possui mais vinícolas e vinhedos atualmente, antigamente foi um dos primeiros lugares a ter vinhas plantadas, com o tempo, o epicentro Vitivinicola foi migrando em direção a Lujan de Cuyo.

Fomos recepcionados por um dos proprietários, Adrian Barberis. A vinícola é comandada por seu pai Humberto Barberis, enólogo, e sua irmã Liliana Barberis, responsável pelo setor administrativo. Quando questionado sobre esta mudança para uma localização fora do centro de visitação turística, Adrian nos respondeu que neste momento sua preocupação está mais voltada para a qualidade de seus produtos, desta forma preferiram investir em um local de custo mais baixo e direcionar parte dos investimentos para sua tecnologia de vinificação. Muito justo.

Um pouquinho da estrutura e tecnologia da nova casa da Barberis.

Com estas novas instalações, a Bodega Barberis tem hoje uma capacidade total de produção de até 1.200,00 garrafas mas produz atualmente 400.000 garrafas. A enóloga chama-se Mônica e é quem coordena todo o processo já a alguns anos.  Sendo uma vinícola pequena notamos a grande preocupação pela qualidade dos vinhos finais, tanto que durante a visita quando perguntamos a Adrian qual seria seu melhor vinho ele respondeu: ” O próximo na próxima safra”. Sua busca pela melhora é incansável.

Adrian explica como fazer vinhos excepcionais.

O mix da Bodega Barberis se divide da seguinte forma no Brasil: Cava Negra é a linha de entrada, com produtos de excelente relação custo / qualidade, logo depois vem a linha Finca la Daniela, uma alusão ao nome da avó de Adrian, vinhos com uma breve passagem por carvalho mas mantendo sua fruta presente. O próximo nível chama-se Família Barberis, com uvas mais selecionadas e muito elegantes, subimos para a linha La Daniela Reserva e por fim o TOP da casa que se chama Humberto Barberis Gran Reserva.

A bela linha de vinhos da Barberis exposta pré degustação.

Depois de uma visita pelas instalações Adrian e Mônica nos levaram para uma antiga pileta de concreto que antigamente servia para a fermentação dos vinhos e que eles transformaram em uma cave de armazenamento e degustação, muito interessante pois a temperatura é sempre constante ali dentro. Já tinham preparado uma mesa para nossa degustação com os vinhos todos previamente selecionados. Vamos a uma rápida descrição das amostras degustadas.

1º Vinho. Cava Negra Chardonnay 2011. Esta linha de entrada tem o objetivo de trazer ao mercado vinhos fáceis de se beber com muita fruta, nada de carvalho e que devem ser bebidos jovens. Já conhecia a linha do Brasil e respeito muito estes rótulos por seu posicionamento. A safra 2011 ainda não chegou para nós então foi muito interessante degustar um vinho jovem e no seu ápice. Na cor um amarelo esverdeado muito claro e brilhante, no nariz um branco frutado, fresco, com toques de maça verde e abacaxi, não muito intenso. Na boca tudo que se espera de um vinho jovem, fácil, entrada leve, boa acidez com um final rápido e agradável.

2º Vinho. Finca la Daniela Chardonnay 2011. Particularmente sou fã da linha la Daniela, são vinhos que se posicionam em uma faixa intermediária / alta de qualidade mas com preços justíssimos, para se ter uma idéia, no Brasil são vendidos na faixa dos R$ 35. Outra coisa que admiro muito nestes rótulos é sua franqueza na tipicidade das castas, Mônica, a enóloga, jamais peca pelo exagero de carvalho ou maceração, são vinhos ao estilo do Velho Mundo, excelentes. Este Chardonnay estava especial, ótimo nariz, boa intensidade, notas de maçã, abacaxi, frutas tropicais e um toque de manteiga, apesar de não ter passagem por carvalho. Na boca excelente primeiro ataque com boa força mas sem exageros, final de boca muito agradável.

3º Vinho. Blason del Valle – Malbec Rose 2011. Este Vinho ainda não está no Brasil, uma pena, foi um dos melhores Roses degustados em nossa viagem até o momento, coloração perfeita casca de cebola, tons bem sutis de rosado, aromas no início estavam um pouco reduzidos mas logo abriu-se para pétalas de rosas e frutas vermelhas frescas, principalmente morango, na boca roubou a cena, excelente equilíbrio, um primeiro ataque relativamente quente mas logo sua acidez entra em cena trazendo um frescor agradabilíssimo. Cada gole pedia o segundo, um rose a ser conhecido e degustado.

4º Vinho. Finca la Daniela Reserva Chardonnay safra 2010. Outro vinho que ainda não está no Brasil, uma pena de novo, imaginem o La Daniela Chardonnay que degustamos anteriormente, com a mesma tipicidade e frescor mas agora com um toque de carvalho! Incrível, a madeira entrou para dar uma bela complexidade, nada de exageros apenas trouxe mais untuosidade no nariz e na boca, um branco para acompanhar um prato mais intenso e rico. Agradou a todo o grupo.

5º Vinho. Finca la Daniela Malbec safra 2010. Repito novamente que adoro esta linha La Daniela pela elegância e nada de excessos, vinhos com menos carvalho e álcool que muitos argentinos que estamos acostumados a degustar. É verdade que é um tinto que não agrada a todos justamente por estas características, mesmo no nosso pequeno grupo tivemos algumas divergências, no entanto, esta é a maravilha no mundo dos vinhos e bebidas em geral, não existe padronizações e gostos estabelecidos. Este Malbec apresentou aromas de morangos e cerejas frescas e notas de licor de menta. Na boca muito vivo, leviano, com uma acidez e fruta para lá de refrescante.

6º Vinho. Familia Barberis Malbec 2010. Esta linha se encontra acima da La Daniela, são tintos que buscam expressar a fruta e tipicidade da anterior mas com um aporte maior de complexidade. Isto se dá através da escolha de parcelas selecionadas e com um trabalho de vinificação mais rigoroso, explica Mônica. Realmente foi um dos tintos que mais nos impressionou na degustação, sua força e sutileza caiu super bem na degustação técnica tanto quanto acompanhando nosso almoço, um excelente vinho.

7º Vinho. Finca la Daniela Reserva Malbec 2008. Um tinto que se encontra entre o Família Barberis e o Gran Malbec, este vinho tem um aporte de carvalho frances novo de 8 a 9 meses, 100% do vinho. Estava um pouco duro num primeiro momento, taninos e acidez ainda marcantes mostrando que precisa de estiba em garrafa, contudo, um tinto muito envolvente. Nossa questão era até que ponto ele deveria custar um pouco mais que o Família Barberis? Teria razão para isto? Confesso que depois de algumas horas no decanter a resposta era sim. Enquanto o Família chegou rápido a seu ápice e depois parou aí, o reserva desenvolveu-se com maestria.

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec 2007. O TOP da casa, ao contrário do que muitas vezes encontramos em outras bodegas, não destoa muito dos seus irmãos mais jovens, na verdade, a evolução entre as linhas da Bodega Barberis é muito sutil e pode até passar despercebida para os menos praticados, não existe aquela grande distância entre um Cava Negra Malbec e um Humberto Gran Malbec, são idênticos? Claro que não, mas as sutilezas de suas características são uma evolução como em menu degustação de um grande chef, devemos prestar atenção aos detalhes nos temperos, métodos de cocção e ingredientes utilizados. Na minha humilde opinião, quando colocamos em perspectiva a relação custo / qualidade, este Malbec foi um dos melhores degustados ao longo de nossa viagem.

Ao término de nossa visita e degustação, fomos convidados a um almoço pela família Barberis, mas ao invés de irmos a algum restaurante, Adrian preferiu montar um mesa para um assado no meio das tinas de inox em sua bodega! Já que ainda não possui facilidades para este fim. Perguntamos, pode esperar-se algo mais quando se visita um produtor?  Esta simplicidade e aconchego familiar nos conquistaram de imediato, ficamos de queixo caído com tamanha hospitalidade. Nossos sinceros agradecimentos a Adrian Barberis e toda sua equipe por esta experiência.

Os freaks "mandando ver" nas carnes e caldos da Barberis...

Um grande abraço.

 
 

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