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Uruguai – Dia 2 – Pizzorno: Uma bodega de família

Toda viagem Freak aguarda este momento, quando encontraremos o primeiro produtor de alma e coração, isto aconteceu no sábado pela manhã quando chegamos a Bodega Pizzorno. Ainda não tínhamos degustado estes vinhos e fizemos o contato diretamente pelo email da Vinícola. Quando chegamos, Carlos Pizzorno, um dos proprietários e enólogo já nos esperava na porta. Muito sorridente, marca dos uruguaios, nos recepcionou calorosamente e partimos diretamente para um passeio pela bodega.

Carlos Pizzorno esbanjando simpatia!!!

A Bodega Pizzorno está localizada na ruta 32, Km 23, próximo a Montevideo, seus vinhos são trazidos ao Brasil pela importadora Grand Cru. É uma vinícola relativamente pequena com uma produção anual em torno de 140.000 garrafas. Sua primeira safra aconteceu em 1999 e está na 3ª geração de produtores sob a tutela de Carlos Pizzorno. Vinificam uvas brancas e tintas, sendo das primeiras a Sauvignon Blanc e a Chardonnay e das tintas Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Cabernet Franc e Arinarnoa.

A bela vista da entrada da bodega Pizzorno.

Ao invés de irmos diretamente para a sala de degustação, Carlos e Marcelo – enólogo que nos acompanhou, nos conduziram por uma das experiências mais importantes que vejo em uma bodega, para a sala de barricas e inox para provar amostras de tanques. Isto é extremamente importante pois podemos avaliar o potencial de vinhos ainda em formação para depois comparar com os vinhos já engarrafados. Isto nos dá um panorama incrível do trabalho sendo feito em uma vinícola. Uma pena que muitas bodegas não tenham esta visão.

A pequena e funcional sala de barricas da Pizzorno, onde iniciamos nossos “trabalhos”com os vinhos que ainda estão sendo lapidados para o mercado.

Iniciamos com uma amostra de barrica de um Pinot Noir safra 2012. No momento estava com 6 meses de contato com o carvalho. Ainda em evolução, mostra bom potencial, como não poderia deixar de ser, os aromas e taninos do carvalho estavam marcados mas muito bem integrados. Não foi uma safra tão boa como a de 2011 mas pode surpreender.

O enólogo Marcelo sacando das barricas a primeiras amostras para os Freaks.

Passamos para uma amostra de barrica de um Arinarnoa safra 2011. Este já estava com 12 meses de carvalho de segundo uso, uma belíssima amostra, em minha opinião já estava pronto, opinião que Marcelo confirmou pois logo iriam engarrafar. Muito bom, nariz muito difuso pela presença da barrica mas na boca mostrava-se pleno, os taninos desta casta muito saborosos tudo em perfeito equilíbrio. Tenho curiosidade de ver este tinto depois de pronto.

Passamos para amostra de barrica nº 116 / 220. Um Tannat safra 2011 com 15 a 16 meses de carvalho novo. Neste caso barricas de carvalho húngaro. Muito complexo, as características duras da Tannat estavam bem domadas aqui, um tinto gordo e carnoso.

Amostra de barrica nº 115 / 220. As mesmas uvas Tannat que deram origem ao lote nº 116 foram utilizadas neste varietal, contudo ao invés de carvalho húngaro foi utilizado carvalho americano. Incrível como estavam diferentes, é impressionante notar a influência de diferentes carvalhos no mesmo vinho. Este tinto estava mais nervoso, com seus taninos mais marcados. Ao longo desta viagem algo que ficou marcado é que o carvalho americano casa melhor com a Tannat, as barricas francesas parecem ser muito elegantes para domar a Tannat.

Amostra de barrica nº 110 / 220. Um Tannat safra 2012 de outro vinhedo das amostras 115 e 116. Carvalho americano com 12 meses até o momento. Um tinto ainda em franca evolução, mais alguns meses de caravalho podem lhe fazer muito bem.

Passamos para a sala de degustação para iniciarmos com os vinhos prontos e no mercado:

Pizzorno Brut Nature. Espumante corte de Chardonnay e Pinot Noir com 24 meses de autólise, contato com as leveduras, um espumante amarelo esverdeado com toques mais marcados palha. No nariz aromas bem discretos e típicos da Chardonnay, maçã e abacaxi. Na boca achei o primeiro ataque um pouco grosseiro, faltou frescor e cremosidade. Bom volume de boca e final levemente amargo mas muito saboroso.

Don Próspero Sauvignon Blanc 2012. Já havíamos provado o Reserva da Pizzorno e ficamos muito impressionados com a qualidade daquele. Provamos aqui a linha de entrada. Visualmente perfeito, muito claro e esverdeado, no nariz notas cítricas, abacaxi ainda verde, maracujá. Na boca acidez bem controlada, não é um branco muito potente mas sem defeitos com aquela crocância gostosa da Sauvignon.

Don Próspero Tannat Beaujolais 2012. Aqui uma proposta completamente diferente, vinificaram a Tannat ao estilo dos Beaujolais através de uma maceração carbônica. Tenho de confessar que fiquei impressionado com o resultado final, um tannat leve, frutado, para ser bebido um pouco mais gelado, se a moda pega…

Don Próspero Tannat + Malbec 2011. Neste corte o Tannat não passa pelo carvalho, o Malbec passa 6 meses por carvalho francês e americano. Um tinto fácil, estilo mais comercial, notas de chocolate, cacau. Na boca é incrível como a Malbec amaciou o Tannat deixando um vinho muito mais aveludado. Confesso que de olhos fechados diria que estava mais próximo a Argentina pelo estilo.

Pizzorno Tannat Reserva 2010. 12 meses de barricas francesas, americana e húngara. Parcelas afinadas separadamente nas barricas e depois cortadas. Em minha opinião um dos melhores Tannat da viagem. Visualmente fechado, negro, no nariz o chocolate e o café saltam com força. Na boca incrível, grande volume  e corpo, taninos muito saborosos, apesar de estar muito redondo não perdeu aquela força e rusticidade tão esperadas da Tannat. Vale a pena conhecer este.

Pizzorno Tinto Blend 2010. Um corte de 60% Tannat (12 meses de carvalho americano + húngaro) 30% Cabernet Sauvignon + 10% Merlot (12 meses barricas francesas). Após o corte final afina por mais 6 meses em barricas francesas. Faço a mesma alusão ao Tannat anterior, grande tinto, muito bem elaborado, perfeita sinergia neste corte, boca muito rica e volumosa, muito gastronômico.

Primus 1 safra 2006. O Top da vinícola, um corte de 50% Tannat + 25% Cabernet Sauvignon + 20% Merlot + 5% Petit Verdot. 24 meses de afinamento em barricas novas francesas. Potência é o sobrenome deste vinho, num primeiro momento ainda fechado no nariz, não foi decantado e segundo o próprio Carlos foi um erro, disse que teriam de ter aberto este vinho pelo menos umas 2 horas antes no Decanter. De qualquer forma um grande tinto, musculoso, denso, a Tannat se expressando aqui de forma gigantesca, gostei bastante.

Nossos agradecimentos especiais a Carlos e Marcelo pela incrível recepção que tivemos, sem sombra de dúvidas esta bodega entrou na lista de lugares a serem visitados na próxima ida ao Uruguai.

Os belos exemplares dos “Pizzornos” enfileirados após a degustação…que maravilha!!!

Abraço e até nosso próximo post.

 
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Publicado por em 11 de agosto de 2012 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Primeiro dia no Uruguai.

Após uma viagem muito tranquila pelas belas estradas do Uruguai, iniciamos nossa Freak Trip. Primeiro dia de viagem e nossa parada será em Punta del Leste para um breve descanso até Montevideo. A parrilla escolhida para a noite de jantar foi o restaurante El Tonel próximo a calle Gorlero. Casa já conhecida por indicação de um amigo confirmou sua reputação. A clássica sequencia de queso parrillero, papas, chorizo, entrecots, assado de tira e vacio não decepcionaram, estavam perfeitos.

Falando de vinhos, provamos 4 esta noite. Inciamos por um chardonnay da Stagnari, safra 2010. Num primeiro momento achei que o álcool de 14% estava roubando a cena, mas não, era de verdade um  açúcar residual o deixando com uma sensação de uma semi seco. Num primeiro momento parecia muito macio mas chegando a ponto de ser quase enjoativo, pouco gastronômico. Foi um branco que causou divergência na mesa entre os freaks.

Na sequencia passamos para o primeiro tinto por indicação da casa, o Los Cerros de San Juan, o vinho chama-se Maderos de San Juan, um Gran Reserva safra 2009. Deu vontade de chorar!! E olha que não era um vinho barato para os padrões da casa. O que foi aquilo? graças a deus estávamos em 5 pessoas, não precisamos fazer muito esforço para terminar a garrafa.

No segundo tinto provamos uma pequena bodega chamada La Cuña de Piedra. Um Tannat safra 2008. Este já entramos em outro padrão de vinho, não podemos dizer que foi um Time Freezing, longe disso, mas muito superior ao anterior. Nariz discreto mas limpo, toques mentolados e de especiarias, Na boca gastronômico, as características duras da Tannat mas muito agradáveis se mostraram presentes. Melhor de tudo, não era um vinho fabricado, o produtor apenas expressou o que recebeu da natureza.

Último tinto e não queríamos apenas ficas nos Tannats, até mesmo porque nosso objetivo nesta viagem é justamente descobrir o que mais o Uruguai tem para nos entregar. Pedimos a recomendação do atencioso Marcelo que estava nos atendendo e nos sugeriu um da Bodega Stagnari, um Cabernet Sauvignon chamado 1+1, uvas provenientes de dois vinhedos distintos. Uma boa surpresa, um Cabernet típico, boa acidez, taninos bem domados, confesso que achei um pouco “fabricado”, o produtor trabalhou no vinho para deixá-lo sem arestas, mas agradou ao grupo, boa dica.

Finalizamos nosso primeiro dia graças a Deus correndo tudo bem e nos preparando para o dia seguinte onde irá de verdade iniciar nossa maratona de degustação.

Abraço a todos

 
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Publicado por em 5 de agosto de 2012 em Dicas, Notícias, Novidades

 

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Um Entrecot contra todos!!!!

Quarta-feira, 18 de julho, final de expediente frio e úmido na Enoteca dos Mercadores de Vinhos em Gramado-RS. Enquanto finalizava alguns e-mails, pensava que teríamos ainda uma longa semana de compromissos, reuniões e visitas até chegarmos ao domingo, quando pretendia poder comer uma carne mal passada, acompanhada de um bom vinho tinto.

Eis que ao meu lado, meu sócio Cristiano faz crispar a fagulha que fez de uma semana comum, uma oportunidade especial. – Que tal a gente fazer amanhã a noite um Entrecot bem Jugoso e chamar os Freaks para nos acompanhar?? – senti-me tal qual um cachorro que analisa da calçada os galetos sendo lentamente assados em uma padaria qualquer…a boca cheia de saliva já indicava o que o meu cérebro obrigaria que saísse da minha boca em seguida – Claro!!! Estarei lá…

E a quinta não passava…sabe aqueles dias em que chega a meia noite, mas não chega as 19hs?? Pois era essa a impressão, os ponteiros se mantinham em câmera lenta e a enxurrada de torpedos e e-mails dos confrades desesperados para iniciar os trabalhos deixavam a coisa ainda mais cruel…

Fechei a loja e me dirigi à casa do confrade com um misto de alegria e preocupação. Será que os vinhos que havíamos separado para degustar seriam adequados para o famoso Lomo mal passado do Cris?? Haviam algumas apostas certeiras e algumas coisas que sabíamos que seriam difíceis de harmonizar…mas a presença dos amigos e a oportunidade de provar uma carninha assada na churrasqueira em pela quinta já era suficiente pra valer a noite.

Provamos diversos rótulos, iniciando com dois brancos, o Alentejano Regia Colheita 2010 (uvas: Antão Vaz, Arinto, Perrum, Síria), com boas notas frutadas e um leve toque tostado, muito harmônico e com uma bela acidez e longo final) incrível custo x benefício. Passamos então para o Chardonnay mendocino El Enemigo do enólogo Alexandre Vigil (Catena), um branco untuoso, com uma cremosidade muito interessante, vivo, aromático e aveludado. Belo vinho para quem pretende desembolsar cerca de R$ 100,00. Eles receberam um belo queijo parrillero e pães quentinhos com azeite de oliva como companhia.

Alguns dos vinhos da noite, juntamente com minhas taças ainda esperando a chegada do Lomo Jugoso!!!

Partimos então para os tintos, abrindo um Tannat nacional, da vinícola Torcello no Vale dos Vinhedos-RS, bom custo benefício, mas na minha opinião, fraquinho pra aguentar o entrecot, ele foi seguido pelo bom  Português JP Azeitão da Quinta da Bacalhôa (uvas:Castelão, Aragonês e Syrah) que mostrou um nariz bem discreto de frutas frescas e boca semelhante, taninos domados e acidez na medida para o corpo leve…acho que ficará melhor se servido mais gelado que o habitual, mas tb não aguentou o tranco do lomo jugoso do Cristiano Ribeiro. Seguindo o baile provamos o bom Cabernet Sul-Africano Fleur du Cap de cor rubi escura com aromas que me lembraram café e um frutado na linha do Cassis na boca se mostrou cheio e redondo, com os taninos elegantes que são a marca registrada do país africano seguido por um toque de especiarias e madeira….o primeiro que suportou o tranco da carne que trazia uma pontinha de defumado na boca…

Mas, pra fechar a noite faltavam ainda duas bombas de Mendoza, o El Enemigo Bonarda e o Las Perdices Bonarda. O primeiro saiu espesso da garrafa, com fruta madura em compota no nariz e um toque herbáceo e de especiaria.Na boca a uva me pareceu bem domada, com taninos elegantes, mas com persistência um pouco abaixo da minha expectativa. Já o Las Perdices Bonarda caiu como uma luva, com fruta e pimenta se degladiando no nariz, junto com um caramelado da madeira, na boca estava nervoso, como deve ser um vinho de Bonarda do novo mundo… Mostrava ainda taninos deliciosamente bem resolvidos que reabriam o apetite a cada nova garfada na posta mal passada – para mim o vinho da noite com a carne e sem a carne!!!

Os Entrecots instantes antes de vir para a mesa!!!

 

 

Depois disso fechamos a noite com belos charutos Montecristo número 4, acompanhados de Brandy e vinho Madeira e, é claro, de piadas do Lee, tiradas especiais do Serginho, comentários ácidos do Gordinho e umas pérolas do Jonas…na ponta da mesa, com um puro esfumaçante na mão, Cristiano não conseguia esconder a satisfação de ver que nada restava das 3 peças de carne bovina compradas há pouco no Gallas.

E eu, já tomado pela nostalgia alcoólica recordava de uma frase dita por um amigo em um churrasco numa bela noite de lua cheia em Mendoza no início do ano. – Que vida de mierda!!!!

 
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Publicado por em 20 de julho de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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Um passeio pela África do Sul

Um passeio pela África do Sul

Esta semana em nosso encontro Freak organizamos uma degustação com vinhos da África do Sul, todos tínhamos uma boa expectativa não só por alguns vinhos que já conhecíamos mas principalmente pela seleção que havíamos feito. Bem, nossas expectativas foram superadas. Ficamos impressionados com a qualidade geral dos vinhos. Podemos ver com clareza como este país esta se destacando pela qualidade de seus vinhos brancos e tintos e não somente pela tão falada Pinotage. Vamos ver um pouco dos rótulos degustados nesta noite especial.

Glen Carlou Chardonnay 2010

Amarelo palha levemente dourado e marcado. Este chardonnay teve 10 meses de estágio em barricas, contudo, apenas 30% novas, o restante barricas de segundo e terceiro uso. Apesar de ser o vinho de entrada na linha dos brancos, apresenta uma estrutura de boca interessante.

No nariz aromas minerais com toques de côco e frutas brancas. Média intensidade.

Na boca acidez presente mas pendendo mais para seu lado macio, amplo, final de boca com bom amargor, quase um breve tanino, talvez pelo carvalho. Importado por Decanter

Glen Carlou Quartz Chardonnay 2010 – Single Vineyard

Este vinho vem de vinhedos únicos (single vineyard) provenientes de solos com fragmentos de quartzo. Passa por um afinamento de 11 meses em barricas de carvalho francês novas. De coloração amarelo palha com reflexos dourados mais intensos, no nariz muito elegante e complexo, toques de pederneira, côco branco, geléia de laranja, notas defumadas, boa intensidade.

Na boca grande, primeiro ataque muito amplo, acidez incrivelmente balanceada com seu peso, Final de boca marcante, longo, duro e amargo mas muitíssimo agradável. Seu estágio em carvalho não influenciou de forma negativa, pelo contrário, apenas engrandeceu a obra.

Vale a diferença de preço em relação ao Glen Carloy Chardonnay de entrada. Importado por Decanter

Hamilton Russel Pinot Noir HVR 2009 – 13,5%

Este era um dos vinhos grande expectativa da noite, tínhamos ótimas referencias e, como qualquer grande Pinot, gerou muita controvérsia no grupo, alguns adoraram, outros nem tanto. Um tinto de coloração vermelho Rubi de media intensidade, primeiro momento aromas animais no nariz, carne crua, um pouco desagradável,  após alguma aeração abre-se e vem a tona suas notas típicas, frutas vermelhas, amoras frescas, muito sutil e elegante. Na boca um típico Pinot da Borgonha, frutas e acidez muito marcadas, feminino, final de boca muito agradável. Belíssimo vinho. Importado pela Mistral

Porcupine Ridge Syrah Boekenhoutskloof South Africa 2010

Como sempre acontece, elegemos um custo / benefício da noite, não é necessariamente o melhor, mas aquele que todos comprariam pelo seu preço e qualidade, e neste caso foi este Syrah. Vermelho rubi intenso, lindo, nariz com boa pegada, toques de especiarias, cravo, pimenta preta, mentolado, na boca um vinho franco, levemente metálico, taninos presentes mas domados, não muito amplo mas agradabilíssimo. Um Syrah a ser conhecido e degustado. Mistral

 

Kanonkop Pinotage 2009 14%

Ficamos realmente impressionados com esta linha da Kanonkop, incrível a consistência e qualidade de todos os vinhos que degustamos. Alguns conhecedores costumam comparar esta vinícola a alguns Grand Crus tamanha qualidade de seus produtos.

Este Pinotage apresentou cores vermelho rubi intenso, velado, nariz muito intenso, frutas negras cozidas, toques licorosos, aromas levemente mentolados e maduros,

Na boca belíssimo, maduro, muito amplo, elegante, parece um vinho com mais idade do que tem, final de boca muito agradável, um vinho para ser tomado com um prato ou solo. Belíssimo. Mistral

Kanonkop Paul Sauer 2008 –  Cabernet sauvignon 69% / Cabernet Franc 22% / Merlot 9%. 13,5%.

Este corte bordalês impressionou o grupo, eue vinho, que conjunto. No nariz aromas de cogumelos secos, couro, especiarias, especialmente cravo, muito maduro, na boca uma sinfonia de sabores e percepções, grande, volumoso, acidez em perfeito equilíbrio. Volume de boca e corpo, final de boca muito longo.Maravilha. Mistral

Boekenhotskloof Syrah 2009

Bem, da mesma forma que sempre temos o custo / benefício da noite também temos  a revelação, e foi para este Syrah. Um vinho carnoso, grande, amplo, seu nariz estava maravilhoso mas sua boca foi o “time freazzing da noite, incrível, inicia discreto, elegante, e cresce, muito amplo, maravilhoso, final de boca marcante. Um vinho gastronômico, o pernil de porco que nos aguardava começou a chamar. Para quem gosta de um bom e potente syrah não pode deixar de conhecer este caldo. Mistral

 

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Noite americana. Um encontro a ser lembrado!

Semana passada tivemos nosso último encontro dos winefreaks e o tema escolhido da noite foi os EUA. Não seguimos um critério específico de degustação, como castas, regiões ou produtores. Fizemos uma seleção de rótulos baseados em indicações e catálogos de parceiros. A idéia era degustar bons vinhos de diferentes produtores, pelo menos 3.

Fizemos uma seleção de três produtores, onde na verdade, um deles, Hess, possui três projetos diferentes, desta forma totalizando 5 diferentes projetos. Não sei se por fama ( as vezes falsa…), vinhos degustados anteriormente ou outra razão qualquer,  estávamos esperando uma degustação de bombas alcoólicas e chás de carvalho, mesmo sabendo que poderíamos encontrar grandes vinhos tínhamos este receio de ter uma noite pesada pela frente, mas, felizmente, não foi o que aconteceu, na verdade provamos vinhos de uma complexidade incrível.

O encontro aconteceu no restaurante Bergamota, no Ecoparque Sperry, com o chef Guilherme Sperry comandando o menu, como sempre os pratos foram memoráveis.

Vamos falar um pouco dos vinhos degustados neste encontro memorável.

Painter Bridge Chardonnay safra 2008. Produtor J. Lohr. Monterey / Califórnia. 13% álcool. Importado por Decanter

Iniciamos com este branco muito interessante, apesar de ser classificado como Chardonnay o produtor cortou 8% de Moscato Canalli, uma casta aromática que trouxe um frescor muito agradável ao vinho. Amarelo-palha, límpido, ainda guardando toques esverdeados apesar dos anos de garrafa. No nariz vivo, aromas de ervas verdes, toques cítricos e por final notas florais e de frutas cítricas. Não muito intenso.

Na boca primeiro ataque com boa acidez, já mostrando sinais de cansaço pelos 4 anos de garrafa mas ainda confirmando o nariz com boas notas cítricas. Final de boca agradável não muito longo. Nas safras mais novas deve-se mostra muito interessante. Pelo custo vale a degustação sem sombra de dúvidas.

Ironstone Cabernet Franc 2010. Kautz Familiy – Lodi Appellation / 13,5%. Importado por Casa Flora / Porto a Porto

Apesar de os vinhos Ironstone da Família Kautz não serem muito conhecidos em nosso mercado estão entre os 10 maiores produtores dos EUA e entre os mais conhecidos. Seus vinhos estão em praticamente 50 estados americanos. Nesta degustação escolhemos três rótulos seus.

Este Cabernet Franc é interessantíssimo, para aqueles que gostam desta casta. Já na cor mostra uma identidade incrível com suas cores violáceas marcantes, no nariz notas herbáceas, não pimentão verde tão normal em muitos Francs, mas grama cortada e ervas colhidas. Também os aromas de frutas negras, amoras e mirtillos aparecem de forma bem marcante.

Na boca a  assinatura da franc brilha, incrível taninos verdosos com uma acidez típica bem marcada, não é um vinho para todos, mas aqueles fãs de frescor, vivacidade, vinhos gastronômicos devem conhecer este Cabernet Franc. Apresentou também toques de especiarias, tabaco. Final de boca curto mas muito agradável. Foi um dos tintos que causou mais controvérsia no grupo, mas os melhores vinhos não são assim¿ Outro custo / qualidade  a ser conhecido.

 

Marimar Estate 2003 – Don Miguel Vineyard Pinot Noir – Russian River Valley. Torres Family Vineyards. Importado por distribuidora brasileira de vinhos – Rj

Uma surpresa de nosso confrade H Lee, chegou com a garrafa embrulhada em alumínio e pediu que degustássemos as cegas. Num primeiro momento, ainda frio demais, tivemos uma certa dificuldade, mas após alguns minutos aerando na taça seus aromas fummés e de frutas vermelhas não enganavam mais, só poderia ser um lindo PInot Noir. E que Pinot interessante, apesar de seus quase 10 anos de garrafa ainda sem mostrava vivo e brilhante. É verdade que na boca se  mostrou um pouco cansado mas uma belíssima surpresa. Gostaria de conhecer este vinho alguns anos mais jovem.

Sequana Sarmento Vineyard Pinot Noir 2008 – Santa Lucia Highlands – 14,7% álcool. Importado pela Decanter.

Uauuuuuuu, Time freeaze!! O que foi isto¿ Que Pinot descobrimos aqui¿  que maravilha, um Titão em corpo de sereia. Nariz maravilhoso, toques de cogumelos frescos, frutas vermelhas levemente cozidas, groselha, guaraná em pó. Segundo momento notas minerais entram em cena. Na boca roubou a cena, grande primeiro ataque, acidez crocante, seu álcool que num primeiro momento parecia que iria roubar a cena cria um balanço incrível, tornando este tinto ao mesmo tempo potente mas com  grande elegância.

Indo um pouco além, descobrimos que o vinhedo de Santa Lucia está localizado sobre um solo de origem aluvial, proveniente de uma antiga bancada de origem marítima. O responsável por esta obra de arte é o enólogo James MacPhail que já atua no projeto do produtor Hess, da Hess Family Estates.

Neste Pinot em especial James trabalha com leveduras selvagens em tanques abertos com o sistema de “pigeage” ao estilo dos Borgonhas. Esta safra que degustamos, 2008, ganhou nada menos do que 93 pontos na American Pinot Report e 91 pontos na Wine Enthusiast.

Realmete para quem gosta de um bom Pinot e está disposto a investir um pouco mais vale a pena conhecer este caldo.

Artezin Zinfandel – Mendocino County 2009 – 14,5% álcool. Importado por Decanter.

Não é fácil encontrar grandes vinhos da casta Zinfandel, ou são caros ou não chegam a impressionar, este tinto vem de um projeto pessoal do enólogo Randle Johnson, que também atua na Hess Familiy. Na verdade este vinho é um corte de Zinfandel, Petit Syrah e Carignan.

No nariz estava belíssimo, uma biblioteca de aromas, inciou com notas de ervas frescas, alecrim fresco, toques de pimenta-preta moída na hora. Segundo momento abre-se aromas de castanhas e nozes cozidas, nota-se a passagem por carvalho mas muito bem integrado.

Sua boca ficou um pouco atrás do nariz, taninos ainda nervosos, necessitam um pouco mais de garrafa para serem domados. Um belo corpo, grande volume de boca com um final de média persistência. Um ótimo Zinfandel, mas não chegou a para o trânsito.

Hess Collection Cabernet Sauvignon  2006 – Mount Veeder – Napa Valley – 14,4% álcool. Estate Grown – Importado por Decanter

Bem, como não poderia deixar de acontecer, chegamos ao primeiro tinto ao estilo Parker. Algumas palavras podem descrever este vinho. Potência, estrutura, carvalho ao máximo. Como todo vinho com esta característica não podemos dizer que não impressiona num primeiro momento, na boca tem um corpo muito potente com seu álcool roubando um pouco a cena sobre a acidez. Mas muito macio e aconchegante. Acho que pela linha de vinhos que vínhamos degustando acabou destoando um pouco.

Ironstone Reserve Old Vine Zinfandel 2008 – Lodi Appellation – Califórnia – 15% álcool. Importado por Casa Flora / Porto a Porto.

Bem, falando em grandes vinhos Zinfandel, acabei tendo de me curvar para este, impressionante a elegância deste tinto, para mim, na boca, foi o vinho que roubou a cena da noite.

No nariz iniciou levemente discreto, com notas evoluídas de couro, terra, cassis, muito elegante, na boca é onde mostra-se com exuberância, primeiro ataque fácil, discreto, mas logo sua acidez entra em cena mostrando uma vivacidade impressionante, em seguida seus taninos aparecem, domados, macios, no ponto para pedir um segundo gole. E a permanência¿ Incrível, simplesmente não ia embora, podia sentir o retrogosto quase 5 minutos depois de engoli-lo. Este é um daqueles vinhos que quero ter sempre alguns exemplares em casa. Graças a deus foi a opinião de quase todo o grupo.

Ironstone Reserve 2006 Meritage – Sierra Foothills – 14,5% álcool. Importado por Casa Flora / Porto a Porto.

Fechamos a casa com chave de ouro. Para um vinho americano ser chamado de Meritage deve, primeiro, apresentar um corte ao estilo Bordalês, Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc e, em segundo lugar, ser o TOP da casa. Sem sombra de duvidas este é o TOP da Kautz Familly.

Na análise olfativa aromas mentolados, cacau, manteiga cozida e côco queimado, muito franco, sem arestas e com grande potência. Na boca sem dúvidas um tinto fora da expectativa, inicia discreto mas abre-se de forma espetacular. Seu carvalho perfeitamente integrado com a fruta e álcool, acidez no ponto com taninos saborosos e marcantes. Final de boca muito longo e agradável.

Nota-se que a Vinícola esmerou-se para ter a prata da casa acima de qualquer suspeita. Os freaks agradecem.

E todos os vinhos acompanhados do menu elaborado pelo chef Guilherme no quintal de sua casa. Que noite!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

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Agora só os campeões!!! O melhor tinto, branco, rosé e fortificado da viagem à Argentina

Após discussões acaloradas, defesas heróicas dos rótulos prediletos e muita paciência, finalmente temos a lista final dos vinhos campeões eleitos pelos Winefreaks. Vamos à eles:

Melhor Tinto Geral:

Carinae Prestige 2008. Um tinto elaborado com 70% Malbec / 25% Cabernet / 5% Malbec. Crianza de 18 meses em barricas de carvalho Frances novas. Podemos dizer que fechamos a degustação dos tintos com chave de ouro, a crescente foi incrível, este Prestige no nariz inicia discreto mas com a aeração abre-se para lindos aromas de cassis, frutas vermelhas cozidas, toques mentolados. Na boca estava perfeito, não apresentou arestas, muito equilíbrio e força em sinergia. Final de boca longo e agradável. Foi o melhor vinho degustado em toda a viagem!!!!

Melhor Branco Geral:

 Las Perdices Sauvignon Blanc Fummé 2010. Quando pensávamos que mais nada poderia melhorar Carlos nos surpreendeu novamente, nos fez degustar um Sauvignon Blanc com passagem  e fermentação em barricas de carvalho. Se no Sauvignon Blanc varietal faltava um pouco de estrutura neste sobrava. A integração entre fruta e madeira é impressionante, normalmente não gosto do Sauvignon Blanc com carvalho mas me curvei para este. E foi a opinião geral do grupo. Perfeito. Pena que ainda não está no Brasil.

Melhor Rosé Geral:

Alfredo Roca Merlot Rosé safra 2011. Já conhecíamos este vinho das safras 2009 e 2010, mas confesso que não nos impressionava muito. Esta safra 2011 veio com uma proposta completamente diferente. A sensação é que estávamos degustando um verdadeiro Provence Rosé. Sua cor esmaecida, casca de cebola já indicava um vinho bem vinificado. Nariz com aromas muito sutis de pétalas de rosas, frutas vermelhas e um toque de cassis. Na boca perfeito, frescor, jovialidade, leve amargor no final de boca tão esperado, muito bom, excelente surpresa.Provavelmente foi um dos melhores roses sul americanos degustados nos últimos tempos.

Melhor Fortificado Geral:

Las Perdices Ice Malbec. Um vinho licoroso 100% Malbec com uvas colhidas tardiamente quase em condição de passa. Com um teor alcóolico de 11,5% e 170 gr de açúcar residual este licoroso vem  ser uma proposta bem interessante para os amantes deste tipo de vinho. Segundo a explicação do enólogo Carlos “o esfriamento constante das uvas por vários dias, atingindo temperaturas inferiores a -8ºC, temperatura na qual começa a cristalizar a água formando cristais de gelo. Após a prensa é obtido um mosto de caraterísticas únicas, com uma relação uva/vinho de 8 kg por litro”. Para nós, um rosé licoroso com aromas de frutas vermelhas frescas, morangos secos e geléia. Na boca uma primeiro ataque macio, quente, mas com uma acidez muito gostosa para equilibrar. Sem dúvida tomá-lo gelado.

 
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Publicado por em 19 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Os Winefreaks elegem os melhores vinhos da viagem à Argentina – Parte 1 – Malbec

Após provar nada menos que 111 amostras de vinhos em terras Argentinas, resolvemos avaliar e definir os melhores em cada uma das diferentes categorias criadas, sem mais delongas eis os escolhidos:

Melhores Malbecs:

  • Vinhos de Entrada (vinhos de baixo custo, de consumo imediato):

    1. Finca La Daniela Malbec (2 votos)

    2. Azul Malbec

    3. Serrera Moments

    4. Emilia Nieto Senetiner

  • Melhor Custo x Benefício:

    1. Humberto Barberis Gran Reserva Malbec (4 votos)

    2. Serrera Moments

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec 2007. O TOP da casa, ao contrário do que muitas vezes encontramos em outras bodegas, não destoa muito dos seus irmãos mais jovens, na verdade, a evolução entre as linhas da Bodega Barberis é muito sutil e pode até passar despercebida para os menos praticados, não existe aquela grande distância entre um Cava Negra Malbec e um Humberto Gran Malbec. São idênticos? Claro que não, mas as sutilezas de suas características são uma evolução como em menu degustação de um grande chef, devemos prestar atenção aos detalhes nos temperos, métodos de cocção e ingredientes utilizados.

  • Amostras de Tanque:

    1. Reserva Malbec – Viña Las Perdices (5 votos) 

6ª Amostra. Amostra de Malbec safra 2010 direto da barrica de carvalho. Surpresa, Carlos puxou uma pipeta e tirou uma dose de um caldo pesado de uma barrica. Nos serviu e pediu que analisássemos juntos aquela amostra de malbec. Quando questioado sobre qual linha estávamos degustando ele apenas se limitou a dizer: “Ainda não sei, vamos ver o que voces acham”. Ao colocar o vinho no nariz e depois na boca o tempo parou! Um dos melhores Malbecs que degustamos nos últimos tempos. Apesar de ainda estar em evolução na barrica, estava simplesmente divino, perfeito, sem arestas ou defeitos. O nariz era uma mistura de potência do novo mundo com a classe dos vinhos europeus. Sua boca confirmou isto, cada gole pedia o próximo, ficamos em extâse. Com certeza Carlos sabia para qual corte iria este malbec… Que momento freak!!!

  • Vinhos Premium:

    1. Carinae Gran Reserva Malbec (2 votos)

    2. Varúa Malbec (2 votos)

    3. Azul Gran Reserva Malbec

Carinae Gran Reserva Malbec 2008. Aqui passamos a outro tipo de crianza dos vinhos anteriores, este tinto passa 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho de primeiro uso. É um Malbec proveniente de dois vinhedos distintos. Com base nos vinhos anteriores esperava um Malbec muito potente, receando que até demais, mas não, estava incrível, equilibradíssimo. No nariz os aromas francos da Malbec estavam presentes e na boca  grande equilíbrio e força. O primeiro ”Freak” da degustação que, por mais incrível que pudesse parecer, ainda tinha muito pra mostrar!!!

8º Vinho. Varúa Malbec 2008 Linea Pinacoteca. 14,3%

Obras de pintores Mendocinos ilustram seus rótulos, a cada safra as obras mudam. São produzidas somente 1500 garrafas em cada safra desta linha. Um vinho especial, de autor, só é produzido nas grandes safras, sem duvida, um ícone.

Um grande tinto para se avaliar, no momento da degustação apresentou aromas complexos de especiarias, pequenas notas licorosas, aromas terrosos, frutas vermelhas cozidas e morangos secos. Na boca perfeito equilíbrio, como no nariz, inicias com notas levemente licorosas, mostrando uma fruta bem madura, mas com taninos e acidez no ponto para contrabalançar. Muito volumoso com um final de boca elegantíssimo. Um grande vinho que apesar de caro deve fazer parte de qualquer boa adega.

 
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Publicado por em 13 de março de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Fechando com chave de ouro: Serrera Vinos

Encerramos nossa visitas na sexta-feira à noite em uma pequena bodega localizada na região de Luján de Cuyo, contudo, esta visita era muito mais do que conhecer instalações, visitar vinhedos e degustar bons vinhos, era uma visita a velhos amigos. Ir a Mendoza e visitar meus grandes amigos Hernán e Vitu já se tornou agenda obrigatória e não poderia deixar de ir com meus confrades winefreaks.

Hernán e Vitu são proprietários da Serrera Vinos, uma bodega relativamente desconhecida no  Brasil,  tem seus rótulos trazidos ao Brasil pela importadora Hannover,  mas que produz vinhos interessantíssimos. A Serrera possui vinhedos espalhados pelas principais regiões produras de Mendoza, Luján de Cuyo, Agrelo e Tupungato, produz uma média de 200.000 Kg de uvas ano, contudo, apenas uma pequena e selecionada parcela destas ficam na Serrera, o restante é vendido para outras grandes bodegas. Possuem uma planta em Luján que faz todo o processo de vinificação.

Vinhedos com mais de 100 anos em cultivo orgânico no quintal de casa...que tal???

Fomos recebidos na casa de Hérnan, onde possui uma pequena propriedade cercada de vinhedos com quase 100 anos de idade onde conduz as vinhas de forma orgânica. Além disso Hérnan tem uma criação de cabras para produção de leite e queijo fabricado ali mesmo em sua propriedade, queijos estes que provamos juntos com os vinhos, deliciosos.

Vai um queijinho de cabra direto da fonte???

Logo que chegamos Hernán nos conduziu para uma pequena sala onde preparou uma mesa com alguns vinhos para nossa degustação, todos rótulos novos que ainda estão para entrar no mercado e algumas preciosidades! Sem grandes demoras vamos fazer uma análise dos vinhos provados pois nesta noite os vinhos não eram o assunto principal.

As "crianças" que nos foram oferecidas no início da noite...

Serrera Torrontes 2010. Sem dúvidas um dos melhores Torrontes degustados na viagem, da variedade Torrontes Riojano, a idéia segundo Hernán era buscar um vinho não muito intenso, como alguns Torrontes que chegam a ser enjoativos, mas com uma boa carga aromática. Realmente estava muito bom no nariz, não muito explosivo, toques florais e frutas brancas e tropicais. Na boca redondo, elegante, sutil, uma discrição acima da média quando falamos de um torrontes. Excelente.

Serrera del Pecado 2008. Este é o tinto de entrada da Serrera, um corte 55% Cabernet Sauvignon e 45% Malbec, a proposta é um tinto fácil, sem carvalho, com muita fruta presente. Pelo preço que é cobrado, 10 pesos na Argentina, superou as expectativas, a única ressalva é que foi servido um pouco quente, escondendo sua tão desejada fruta, após resfriarmos um pouco voltou a vida novamente.

Serrera Moments Malbec 2008. Corte de Malbecs de diferentes terroirs, Tupungato, para lhe trazer mais frescor, e Luján de Cuyo, para aporte de estrutura. A proposta deste vinho é ser uma passagem do del pecado para a linha reserva, realmente é um belo tinto, com excelente custo/qualidade, a duvida é se os clientes não preferem pagar um pouco mais e ir direto para o reserva? Entramos num pequeno debate sobre este tema que Hérnan chegou a concordar. No entanto, um tinto a ser degustado.

Neste momento, nos demos conta que Hérnan ia mudando a música ambiente a cada vinho servido, como se buscasse uma harmonização diferente, não sabemos dizer se foi isto mas a verdade é que a energia estava ótima nesta noite.

Um brinde entre os trabalhos pra descontrair!!!!

Serrera Reserva Malbec 2010. Chegamos a linha reserva, este vinho foi feito com uvas de Luján de Cuyo, que segundo Hernán foi uma safra muito boa, com bastante estrutura fenólica nos grãos. Hernán tratou de preservar muito a fruta deste malbec, notava-se isto no nariz, aromas limpos de frutas vermelhas, mirtillos, final tabaco e especiarias mostrando um aporte de carvalho muito bem trabalhado. Na boca um belíssimo Malbec, equilibradíssimo, nada de bombas alcoólicas, mas um vinho com energia e vida com um final de boca revigorante.

Serrera Reserva Bonarda 2008. Nos falando um pouco deste vinho, foi uma excelente safra em Tupungato, disse Hernán,  origem desta Bonarda, um ano com muita concentração de cor e aromas. As uvas deste vinho são provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. Levamos o tinto ao nariz. Uau!! O que foi isto? Que belíssimo bouquet, concentrado, pimenta negra, cravo, notas mentoladas, final levemente herbáceo, elegantíssimo, nao muito potente mas com uma persistência incrível. Na boca só melhorou, a rusticidade da Bonarda, quase mastigável já pedia um entrecot jugoso para acompanhar, que tinto maravilhoso, foi eleito naquele momento o Bonarda da semana.

Serrera Gran Guarda 2005. Chegamos a prata da casa, momento único, consegue-se notar facilmente a admiração de Hernán por este vinho, a forma como conseguiu aproveitar as qualidades da Malbec ao máximo, a forma como conseguiu integrar o carvalho novo com maestria. Sem dúvida um grande malbec no nariz e na boca, potência com balanço, vinho gastrômico, sem dúvidas chegamos ao Freak da noite. Como se não pudesse melhorar Hernán foi a seu laptop e colocou o volume no máximo, estava tocando Brother in Arms – Dire Straits. Ao som de Mark Knopfler podemos dizer com certeza que aquele foi um momento Timefreaze.

Após terminarmos esta degustação maravilhosa Hernán nos conduziu ao pátio de sua casa onde havia montado uma mesa no pátio e Vitu já nos aguardava com a Parrillera queimando lenha e alguns pedaços de carnes selecionadas tostando sobre a grelha.

O fogo pronto pra fazer umas carnes na grelha!!!

Bem, não precisamos dizer que foi uma noite memorável, ainda mais quando Hernán chegou a mesa com uma garrafa de um Serrera Reserva Syrah 2002, ano da primeira safra da Serrera. Como costuma dizer nosso amigo Vitu: “Que vida de mierda!!”

Será que a noite estava boa???

Nossos mais sinceros agradecimentos a Hernán, Vitu, Verônica e toda sua família que nos receberam de braços abertos em sua casa e fez de nosso último dia em Mendoza um momento inesquecível.

Que vida de mierda!!!!
 
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Publicado por em 24 de fevereiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Nieto Senetiner. Uma grande pequena bodega.

Dando continuidade a nossa incrível rotina de visitas à vinícolas em Mendoza, chegamos ao último dia de degustações, com duas visitas ainda por ocorrer. Na parte da manhã fomos conhecer a Bodega Nieto Senetiner.  Com fundação datada de 1888, está localizada na região de Lujan de Cuyo, Vistalba. A Vinícola se desenvolveu por diferentes mãos familiares durante a primeira década do século passado. No ano de 1969 foi adquirida pela família Nieto Senetiner que amplia suas instalações dando início a uma nova etapa de crescimento e, em 1998, passa a formar parte do grupo de negócios agroalimentar Molinos de la Plata.

Passado...

...e Presente em perfeita harmonia na Nieto Senetiner.

Diferentemente das outras vinícolas que visitamos, a maior parte de sua produção fica no mercado interno, quase 65% do total. No mercado de exportação os principais mercados da Nieto são Brasil, EUA e Peru.

Os dois enólogos da Nieto são Roberto Gonzalez, responsável pelas linhas Premium, e Jorge Meleiro, responsável pelas grandes produções. Nesta planta que visitamos em Vistalba são vinificadas as linhas Premium Don Nicanor e Cadus. A Bodega trabalha com piletas de vinificação de concreto de 22 a 150 mil litros, num total de 65 unidades. A sala de barricas possui quase 700 unidades para a linha Cadus.

Dessa sala de barricas sai o afamado Cadus - onipresente ícone nas cartas de vinhos pelo Brasil.

Próximo à Bodega existem vinhas de Malbec que datam de 1916, (mais de cem anos!!!!) que ainda estão em plena produção e servem a linha Cadus. Também vimos alguns vinhedos em Parrais (latada) de Syrah com quase 60 anos de idade.

Vinhas de mais de 100 anos e...

...uma paisagem dessas de pano de fundo. Precisa de mais alguma coisa?

Fomos recepcionados na Nieto, para nossa surpresa, por um brasileiro: Marcelo Molina, de Goiânia, que já trabalha como sommelier na Bodega há quase 7 anos. Apesar de não termos tido nenhum problema com a língua espanhola nas outras visitas é sempre interessante ver esta preocupação da Vinícola em ter alguém falando português para recepcionar seus convidados.

E não é que o sommelier era Goiano??

Depois de um passeio pelas instalações da Nieto, que, apesar de ter uma linha ampla de rótulos e uma produção interessante, é uma vinícola pequena, com instalações modernas mas rústicas, um conceito muito interessante, partimos para uma degustação técnica. Marcelo já havia deixado a sala de degustação preparada com os vinhos previamente selecionados.

Que tal a seleção? Veja as impressões dos Winefreaks para cada um dos vinhos logo abaixo.

Nieto Senetiner Rose 2010. Uma proposta diferente, este é um Rose envelhecido em barricas de Acácia, um Rose bem elaborado com aromas florais e morangos frescos, média intensidade. Na boca confirma seu frescor, com uma acidez refrescante, um vinho para um final de tarde quente antes do jantar.

Don Nicanor Viognier / Chardonnay 2010. Lindo branco, aromas untuosos de baunilha e maçã com toques florais. Na boca esta untuosidade se faz presente com bom volume, um branco amplo mas com uma acidez muito gostosa. Um daqueles vinhos para se tomar com um belo prato ou sozinho.

Emília Nieto Senetiner Malbec 2011. Umas das linhas de entrada, este vinho ainda não está no mercado brasileiro, mas deve chegar em breve. A proposta da vinícola aqui é um vinho de entrada, fácil, sem carvalho e com muita fruta presente. Conseguiram. Um tinto leve mas muito agradável, aromas discretos mas francos de frutas vermelhas. Na boca rápido, muita fruta, acidez gostosa, um vinho para se tomar um pouco mais fresco na temperatura, tem tudo para fazer sucesso quando chegar por nossas bandas.

Nieto DOC Malbec 2010. Este tinto já está no Brasil e faz muito sucesso. A Nieto é uma das poucas Vinícolas argentinas que podem utilizar a denominação DOC ( Denominação de Origem Controlada) para seu Malbec, as outra três são: Norton, Luigi Bosca e Lagarde. Se voce encontrar vinhos DOC argentinos Malbec de outra Bodega desconfie!! Este é um belo tinto com 12 meses de carvalho francês, rubi na coloração, com aromas de frutas negras, compota, toques de chocolate. Na boca bela estrutura, com bom equilíbrio álcool / acidez. Final de boca marcante.

Don Nicanor Barrel Select Malbec 2009. Este é outro lançamento da Nieto que ainda não conhecíamos, passa 18 meses por roble francês. Que belo caldo, negro na taça, aromas complexos e marcantes, chocolate amargo, cacau tostado, especiarias. Na boca elegantíssimo, grande pegada. Seu carvalho em perfeito equilíbrio, final de boca muito longo. Para mim um dos melhores do dia.

Cadus Grand Vin 2008. 50% Malbec / 30% Cabernet Sauvignon / 20% Bonarda. Crianza de 12 meses em carvalho francês novo. Um tinto negro na taça, velado, nariz muito exótico, notas de frutas negras cozidas e tabaco, nota-se um aporte herbáceo da Cabernet e Bonarda, intenso e persistente. Após alguns minutos de aeração abrem-se aromas de especiarias. Na boca potente, apresenta uma certa adstringência de uma pimenta preta, mas muito agradável. Seu carvalho está muito bem trabalhado com um final de boca muito longo, taninos macios.

Após a degustação passamos para um almoço harmonizado com os mesmos vinhos da degustação. A Nieto possui um belo restaurante em suas instalações, com poucos lugares, 30, e atendem somente mediante reserva. Uma boa dica para quem for passar uns dias em Mendoza.

Os Winefreaks acompanhados dos mais antigos vinhos da casa...só um brazuca pra correr esse risco conosco!!!

Nossos agradecimentos pela recepção, cordialidade e profissionalismo de Marcelo que nos acompanhou pela visita. Os vinhos da Nieto podem ser encontrados no Brasil através da importadora Casa Flora / Porto a Porto.

 
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Publicado por em 15 de fevereiro de 2012 em Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Bodega Barberis – Uma recepção familiar.

Seguindo nossa agenda, a próxima visita era a uma vinícola chamada Bodega Barberis, referência ao nome da família. Barberis havia recém trocado de localização, seus proprietários venderam uma Bodega que possuíam em Vistalba em Luján de Cuyo e compraram uma antiga propriedade em Guaymallén. O bairro de Guaymallén  praticamente não possui mais vinícolas e vinhedos atualmente, antigamente foi um dos primeiros lugares a ter vinhas plantadas, com o tempo, o epicentro Vitivinicola foi migrando em direção a Lujan de Cuyo.

Fomos recepcionados por um dos proprietários, Adrian Barberis. A vinícola é comandada por seu pai Humberto Barberis, enólogo, e sua irmã Liliana Barberis, responsável pelo setor administrativo. Quando questionado sobre esta mudança para uma localização fora do centro de visitação turística, Adrian nos respondeu que neste momento sua preocupação está mais voltada para a qualidade de seus produtos, desta forma preferiram investir em um local de custo mais baixo e direcionar parte dos investimentos para sua tecnologia de vinificação. Muito justo.

Um pouquinho da estrutura e tecnologia da nova casa da Barberis.

Com estas novas instalações, a Bodega Barberis tem hoje uma capacidade total de produção de até 1.200,00 garrafas mas produz atualmente 400.000 garrafas. A enóloga chama-se Mônica e é quem coordena todo o processo já a alguns anos.  Sendo uma vinícola pequena notamos a grande preocupação pela qualidade dos vinhos finais, tanto que durante a visita quando perguntamos a Adrian qual seria seu melhor vinho ele respondeu: ” O próximo na próxima safra”. Sua busca pela melhora é incansável.

Adrian explica como fazer vinhos excepcionais.

O mix da Bodega Barberis se divide da seguinte forma no Brasil: Cava Negra é a linha de entrada, com produtos de excelente relação custo / qualidade, logo depois vem a linha Finca la Daniela, uma alusão ao nome da avó de Adrian, vinhos com uma breve passagem por carvalho mas mantendo sua fruta presente. O próximo nível chama-se Família Barberis, com uvas mais selecionadas e muito elegantes, subimos para a linha La Daniela Reserva e por fim o TOP da casa que se chama Humberto Barberis Gran Reserva.

A bela linha de vinhos da Barberis exposta pré degustação.

Depois de uma visita pelas instalações Adrian e Mônica nos levaram para uma antiga pileta de concreto que antigamente servia para a fermentação dos vinhos e que eles transformaram em uma cave de armazenamento e degustação, muito interessante pois a temperatura é sempre constante ali dentro. Já tinham preparado uma mesa para nossa degustação com os vinhos todos previamente selecionados. Vamos a uma rápida descrição das amostras degustadas.

1º Vinho. Cava Negra Chardonnay 2011. Esta linha de entrada tem o objetivo de trazer ao mercado vinhos fáceis de se beber com muita fruta, nada de carvalho e que devem ser bebidos jovens. Já conhecia a linha do Brasil e respeito muito estes rótulos por seu posicionamento. A safra 2011 ainda não chegou para nós então foi muito interessante degustar um vinho jovem e no seu ápice. Na cor um amarelo esverdeado muito claro e brilhante, no nariz um branco frutado, fresco, com toques de maça verde e abacaxi, não muito intenso. Na boca tudo que se espera de um vinho jovem, fácil, entrada leve, boa acidez com um final rápido e agradável.

2º Vinho. Finca la Daniela Chardonnay 2011. Particularmente sou fã da linha la Daniela, são vinhos que se posicionam em uma faixa intermediária / alta de qualidade mas com preços justíssimos, para se ter uma idéia, no Brasil são vendidos na faixa dos R$ 35. Outra coisa que admiro muito nestes rótulos é sua franqueza na tipicidade das castas, Mônica, a enóloga, jamais peca pelo exagero de carvalho ou maceração, são vinhos ao estilo do Velho Mundo, excelentes. Este Chardonnay estava especial, ótimo nariz, boa intensidade, notas de maçã, abacaxi, frutas tropicais e um toque de manteiga, apesar de não ter passagem por carvalho. Na boca excelente primeiro ataque com boa força mas sem exageros, final de boca muito agradável.

3º Vinho. Blason del Valle – Malbec Rose 2011. Este Vinho ainda não está no Brasil, uma pena, foi um dos melhores Roses degustados em nossa viagem até o momento, coloração perfeita casca de cebola, tons bem sutis de rosado, aromas no início estavam um pouco reduzidos mas logo abriu-se para pétalas de rosas e frutas vermelhas frescas, principalmente morango, na boca roubou a cena, excelente equilíbrio, um primeiro ataque relativamente quente mas logo sua acidez entra em cena trazendo um frescor agradabilíssimo. Cada gole pedia o segundo, um rose a ser conhecido e degustado.

4º Vinho. Finca la Daniela Reserva Chardonnay safra 2010. Outro vinho que ainda não está no Brasil, uma pena de novo, imaginem o La Daniela Chardonnay que degustamos anteriormente, com a mesma tipicidade e frescor mas agora com um toque de carvalho! Incrível, a madeira entrou para dar uma bela complexidade, nada de exageros apenas trouxe mais untuosidade no nariz e na boca, um branco para acompanhar um prato mais intenso e rico. Agradou a todo o grupo.

5º Vinho. Finca la Daniela Malbec safra 2010. Repito novamente que adoro esta linha La Daniela pela elegância e nada de excessos, vinhos com menos carvalho e álcool que muitos argentinos que estamos acostumados a degustar. É verdade que é um tinto que não agrada a todos justamente por estas características, mesmo no nosso pequeno grupo tivemos algumas divergências, no entanto, esta é a maravilha no mundo dos vinhos e bebidas em geral, não existe padronizações e gostos estabelecidos. Este Malbec apresentou aromas de morangos e cerejas frescas e notas de licor de menta. Na boca muito vivo, leviano, com uma acidez e fruta para lá de refrescante.

6º Vinho. Familia Barberis Malbec 2010. Esta linha se encontra acima da La Daniela, são tintos que buscam expressar a fruta e tipicidade da anterior mas com um aporte maior de complexidade. Isto se dá através da escolha de parcelas selecionadas e com um trabalho de vinificação mais rigoroso, explica Mônica. Realmente foi um dos tintos que mais nos impressionou na degustação, sua força e sutileza caiu super bem na degustação técnica tanto quanto acompanhando nosso almoço, um excelente vinho.

7º Vinho. Finca la Daniela Reserva Malbec 2008. Um tinto que se encontra entre o Família Barberis e o Gran Malbec, este vinho tem um aporte de carvalho frances novo de 8 a 9 meses, 100% do vinho. Estava um pouco duro num primeiro momento, taninos e acidez ainda marcantes mostrando que precisa de estiba em garrafa, contudo, um tinto muito envolvente. Nossa questão era até que ponto ele deveria custar um pouco mais que o Família Barberis? Teria razão para isto? Confesso que depois de algumas horas no decanter a resposta era sim. Enquanto o Família chegou rápido a seu ápice e depois parou aí, o reserva desenvolveu-se com maestria.

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec 2007. O TOP da casa, ao contrário do que muitas vezes encontramos em outras bodegas, não destoa muito dos seus irmãos mais jovens, na verdade, a evolução entre as linhas da Bodega Barberis é muito sutil e pode até passar despercebida para os menos praticados, não existe aquela grande distância entre um Cava Negra Malbec e um Humberto Gran Malbec, são idênticos? Claro que não, mas as sutilezas de suas características são uma evolução como em menu degustação de um grande chef, devemos prestar atenção aos detalhes nos temperos, métodos de cocção e ingredientes utilizados. Na minha humilde opinião, quando colocamos em perspectiva a relação custo / qualidade, este Malbec foi um dos melhores degustados ao longo de nossa viagem.

Ao término de nossa visita e degustação, fomos convidados a um almoço pela família Barberis, mas ao invés de irmos a algum restaurante, Adrian preferiu montar um mesa para um assado no meio das tinas de inox em sua bodega! Já que ainda não possui facilidades para este fim. Perguntamos, pode esperar-se algo mais quando se visita um produtor?  Esta simplicidade e aconchego familiar nos conquistaram de imediato, ficamos de queixo caído com tamanha hospitalidade. Nossos sinceros agradecimentos a Adrian Barberis e toda sua equipe por esta experiência.

Os freaks "mandando ver" nas carnes e caldos da Barberis...

Um grande abraço.

 
 

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A saga dos winefreaks – Tunduque!!!!

Tudo começou em uma conversa despretenciosa na Pousada Salentein em que recebemos uma dica valiosa, uma pequena bodega localizada a poucos quilômetros de distância, com uma produção reduzida, comandada pelo proprietário e dois enólogos em uma pequena garagem de vinificação mais ou menos do tamanho da sala de degustação da Salentein.

Azul – Este é o nome da vinícola. Um pequeno empreendimento que passa despercebido aos olhos desavisados dos viajantes. Estacionamos a van no pátio e batemos a porta de ferro onde parecia estar a cantina de produção de vinhos e, em poucos segundos apareceu um rapaz muito simpático chamado Luiz – um dos enólogos da casa. Nos pediu para aguardar alguns minutos pois estava terminando uma degustação com um casal de americanos. Sentamos num lounge externo para aguardar. Confesso que a espera foi bem agradável, com um sol intenso, a galera em uma ótima vibração e muito verde ao redor.

A cantina parecia bem simples, mas era exatamente o que a gente esperava...uma garagem pra chamar de nossa!!!

Uma pausa pra esperar os vinhos que estavam por vir...

Quando entramos no prédio ficamos impressionados com a simplicidade do lugar, algumas poucas tinas de inox e algumas barricas de carvalho frances novas do outro lado da garagem. Uma prensa manual se encontrava no canto nos dizendo que tínhamos chegado ao local certo.

Logo que entramos Luiz já nos chamou para perto de uma mesa de degustação com algumas garrafas de vinhos abertas e começou a falar um pouco do empreendimento. Realmente é uma bodega familiar pequena com uma produção limitada, são apenas vinhos tintos dentro de três linhas, os varietais, reservas e gran reservas. As castas utilizadas são a Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah e nada mais.

Luiz e uma de suas obras...nossos agradecimentos pela oportunidade pibe!!!

Somente 40.000 garrafas produzidas por ano, 7 hectares plantados, toda produção vem de vinhedos próprios

Partimos para a degustação, inciamos com a linha varietal, os vinhos de entrada, provamos o Malbec e o Cabernet Sauvignon, vinhos honestíssimos, fáceis de se beber, sem passagem por carvalho com média estrutura e corpo. Excelentes propostas para um vinho de almoço ou para acompanhar um prato mais leve. O preço mais do que justo, 40 pesos argentinos, cerca de R$ 20,00.

Na sequencia provamos o Azul Reserva safra 2008 / 85% Malbec – 15% Cabernet Sauvignon. Aqui tivemos nossa primeira grata surpresa, com um nariz interessantíssimo, elegante, num primeiro momento aromas típicos da malbec com ameixas negras e arándanos, toques florais, num segundo momento toques herbáceos da Cabernet. Na boca um vinho com alma, com a assinatura de seu enólogo, excelente equilíbrio, seus 15 meses de carvalho apenas engrandecem a obra. Ficamos muito satisfeitos com este corte. Preço: 75 pesos argentinos, R$ 35,00.

Partimos para a degustação do TOP da casa, Azul Gran Reserva safra 2007 – 50% Malbec / 50% Cabernet Sauvignon com 24 meses em barricas francesas novas. Estranhamos um pouco pois a garrafa estava ainda fechada sobre o balcão, um vinho como este deveria pedir uma aeração prévia, mas enfim, éramos convidados… Então veio a grande surpresa, Luiz puxou uma pipeta e nos ofereceu uma amostra de tanque para degustar! Dá para acreditar? Quantas bodegas ainda oferecem amostras de tanque para um grupo de desconhecidos? O vinho que nos ofereceu ainda nao estava finalizado, estava com 15 meses de caravalho, ainda ficaria outros 9 meses em afinamento até vir para o mercado.

Esse realmente foi Freak!!!!

Luiz nos pediu para degustar aquela amostra e imaginar o potencial do vinho algum tempo a frente. Bem, o que provamos fez o tempo parar. Nas palavras dos winefreaks este foi um verdadeiro “time freeze”. Grande tinto, negro na taça, quase sangue, no nariz aromas levemente reduzidos mas que logo se abriram para toques de couro, especiarias, alcaçuz, final mentolado. Muito, muito elegante. Na boca um monstro, primeiro ataque lembrava quase um licoroso mas logo sua acidez e frescor entram em cena para contra balançar. Final de boca muito agradável e absurdamente longo, ficamos todos de queixo caído. Bem, fomos obrigados a trazer algumas garrafas para ver como estara este caldo depois dos 9 meses de carvalho que lhe faltavam.

A galera freak em recuperação após o time freeze!!!!

Depois da degustação partimos para o almoço no restobar que existe dentro da Bodega, um restaurante comandado pela família. O proprietário Alejandro Fadel e seu familiar Paulo nos serviram um menu degustação de 5 pratos incríveis. Iniciamos com alguns pães caseiros e uma pasta de beringela defumada perfeita.

Que tal o Restobar?

A primeira entrada foi um creme de cebolas com batatas e manteiga com um toque de cebolas roxas caramelizadas.

Segunda entrada uma composição de uma fritada de ovos caseiros com temperos verdes e uma brusqueta com presunto parma cru e parmesão.

Terceira entrada empanadas. Entrañas de vacuno cortadas com el cutillo e um triângulo de cerdo (porco) e pasta de pimenta.

O prato principal consistiu de um ollo de lomo (entrecot) preparado no ponto jugoso, perfeito,  com um toque de chimichurri acompanhado de uma salsa de abacate e vinagrete com papas, berinjela e abobrinhas grelhadas.

Para finalizar esta maratona duas sobremesas, uma mousse de chocolate servida sobre um creme de pêssego e uma sobremesa chamada Vijlante, membrillo (marmelo) servido com queijo e uma calda de amoras com nozes.

Quando já tínhamos finalizado nosso almoço e estávamos pagando a conta,  satisfeitíssimos,  passou correndo perto da janela uma espécie de porquinho da índia, ou Preá como conhecemos, logo que Paulo o avistou apontou e gritou, mirem, un TUNDUQUE!!

Que dia…Ficam nossos agradecimentos à todos da bodega e do restobar!!!

Pessoal do Resto recebendo nosso kit de promoção da região das hortênsias...Canela e Gramado devidamente promovidos na terra dos vinhos da Argentina.

Valeu…

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias

 

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A saga dos Winefreaks – Salentein, um colosso no Vale do Uco

Após nossa visita à Tupungato Winelands seguimos rumo a nosso próximo destino para passar o final do dia e noite – a bodega e pousada Salentein. A Salentein é um empreedimento estrangeiro de um grupo de investidores, principalmente holandeses, que resolveram apostar neste novo terroir na Argentina, o Valle de Uco há cerca de 10 anos atrás. O empreendimento Salentein compreende um total de 86.000 hectares. Aqui entram além dos vinhedos, exploração de frutas e pecuária. A Bodega tem uma área total de 2.000 hectares, no entanto, hoje, menos de 10% dessa área são explorados para as vinhas. Tem uma produção anual em torno de 2.800.000,00 garrafas ano exportando para mais de 40 países.

O nome Salentein vem do castelo homônimo onde o proprietário reside na Holanda e, segundo consta, ele vem três vezes ao ano a Argentina para acompanhar o andamento do projeto.

Chegamos no dia 29 no final da tarde e a Bodega já estava fechada, por isso, rumamos diretamente para a pousada. O caminho que leva a ela é incrível, uma estrada de terra e pedra de mais ou menos 1 Km de extensão rodeada de alamos e com a agua do degelo correndo entre as árvores…uma paisagem de cartão postal. Chegando a recepção fomos conduzidos aos quartos sem burocracia, nada de check in ou confirmação de resevas…segundo o atendente, depois, quando estivéssemos tranquilos e instalados, poderíamos preencher os papéis.

O acesso para a pousada e os álamos...

Os quartos são cabanas no meio dos vinhedos que recebem nomes de cepas, o nosso foi o Malbec, perfeito, em todos os detalhes. Na varanda não se escuta absolutamente nada além do ruído da água do degelo passando ao lado do quarto. Além disso, uma garrafa de Salentein Cabernet Sauvignon Reserva e um drink de boas vindas nos foi oferecido como forma de nos inserir no contexto da bodega.

Entre as opções de entretenimento, mountain-bikes estvam disponíveis para que os hóspedes pudessem conhecer os vinhedos e os demais atrativos da região. Resolvemos (Eu e o Cristiano, que escrevemos esse post à quatro mãos) dar umas bandas e encontramos uma paisagem incrível, intervenções arquitetônicas completamente integradas ao ambiente (como a lindíssima capela onde paramos para agradecer pela incrível oportunidade que estávamos tendo, além da própria bodega e cava de vinhos). Saindo da bodega e pegando a estrada visualizamos a vizinhança que conta com fincas e bodegas como Sophenia, Tapiz, Rutini e a surpreendente Azul (que será tratada em um post em breve). Um belo banho de piscina lavou o corpo cansado após as pedaladas e nos preparou para o que estava por vir.

O que pode ser melhor que uma piscina dessa depois de umas pedaladas??

À noite um jantar de três passos com direito a harmonização faz parte da diária da pousada. Conhecemos o gerente geral, Andres, que muito solicito, sabendo de nossa wine trip nos ofereceu para acompanhar o prato principal, truta, um Pinot Noir Primus safra 2007, a linha TOP da casa, além de nos dar dicas preciosas sobre outras opções de visitas na região.

Um brinde!!!

No dia seguinte rumamos para a visita e degustação na Bodega Salentein. Apesar do nosso já relativamente extenso cardápio de bodegas visitadas ao redor do mundo, poucas nos impressionaram como esta. Simplesmente estonteante, a entrada dá para um prédio de mármore e pedra com uma esposição de arte do artista Ruggero Leoncavallo, wine bar e loja. Aqui combinamos que passaríamos pelo passeio turístico completo para ver como funcionava e analisar se seria interessante como nos passeios privativos que havíamos feito até então. Iniciamos com um vídeo que contava um pouco a história da Salentein e seu legado, com imagens lindas e informações sucintas e bem interessantes.

A entrada da Bodega Salentein já impressiona...

Após este primeiro passo rumamos para outro prédio atravessando mais uns 100 metros de paisagem, onde realmente se localiza a produção. Tudo é colossal nesta bodega, desde a sala de fermentação e maceração com inúmeras pipas de inox de 5000 litros novas até a cava com mais de 5000 barricas de carvalho francês e americano novas.

No meio da nave da "catedral"com suas 5000 fiéis barricas de carvalho.

Depois de um passeio rápido guiado, sim, até guia tivemos neste encontro!! Passamos a sala de degustação com uma mesa de mármore travertino com mais de 3 metros de comprimento e 60cm de largura, simplesmente de perder o folego.

Jonas em nossa mesa de degustação privativa!!!

Degustamos 4 vinhos neste momento:

1º – Salentein Reserva Sauvignon Blanc safra 2011. Lindo amarelo esverdeado muito transparente, com aromas de ervas frescas, maracujá e frutas tropicais, na boca muito franco e típico e, apesar de não ter a força de alguns exemplares chilenos, estava realmente muito bem finalizado, com uma acidez muito bem posicionada. Excelente surpresa.

2º – Primus Pinot Noir safra 2007. A linha Primus é a linha TOP da bodega, poucas garrafas produzidas e somente nas melhores safras. Este não nos impressionou, muita força e pouca elegância, seus 15% de alcool e 18 meses de carvalho realmente se mostram em demasia, apagando a tipicidade desta casta. Uma informação importante: no dia anterior degustamos o mesmo vinho sem ter sido decantado – ao contrário deste que passou por uma decantação de quase 1 hora –  ficondo realmente bem melhor e mais equilibrado que o primeiro. Se vc for degustá-lo, fica a dica de obrigatoriamente passar uma aeração prévia de 1 a 2 horas.

3º – Salentein Reserva Malbec 2010. Um malbec ao estilo Parker, potência, extração, alcool, um tinto de pegada para aqueles que gostam de um Malbec ao verdadeiro estilo Argentino.

4º – Primus Malbec 2007. Aqui chegamos a um Malbec de respeito, apesar de seguir um estilão de força e concentração, apresentou uma elegância incrível, no nariz e na boca um perfeito equilíbrio entre seu lado macio e seu lado de dureza. Grande final de boca, boa persistência. Uma excelente escolha de compra para essa bodega.

Freaks reunidos e felizes após a bebedeira...ou melhor...degustação!!!

No geral os vinhos da Salentein que degustamos estavam todos muito bons, contudo, a impressão que nos passou foram de vinhos padronizados, feitos para agradar a um mercado sedento por vinhos perfeitos, sem arestas, mas nós, freaks, queríamos mais, queríamos vinhos que nos apresentassem arestas, pequenos defeitos, vinhos de autor, mas que no conjunto da obra fossem obras primas. Foi o que encontramos em nossa visita seguinte, mas isto é assunto para nosso próximo post.

Arriba, abajo, al centro e adentro!

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Técnicas e conceitos

 

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Middle of nowhere

Em algum lugar da estrada entre Santa Fé e San Rafael

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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A Saga dos Winefreaks Dia 1 – Parte 2

Ainda sobre o nosso primeiro dia de viagem, após chegar à Santa Fé, rapidamente fomos atrás de um belo bife para poder redimir a Argentina por alguns dos percalços do caminho que relatamos anteriormente. O local escolhido foi o restaurante Cabañas Recreo. Chegamos por volta das 11horas da noite (meia noite no horário brasileiro de verão) e fomos muito bem atendidos desde nossa chegada.

Los 5 amigos reunidos no Cabañas Recreo!!!

O jantar estava muito bom no quesito carnes (Chorizos, Assados de Tira suculentos e macios) e seus acompanhamentos (papas, huevos, etc), um pouco pobre nas saladas – mas julgo que às 11 horas é um pouco difícil cobrar algo melhor. O custo nos pareceu muito bom também…cerca de R$ 70,00 por pessoa, considerando que abrimos 3 garrafas de vinhos de boa qualidade (Colomé Torrontés 2010, Alto Las Hormigas Malbec 2010 e DV Catena Nicasia Malbec 2005). Desses, o primeiro e o segundo estavam muito bons e o último nos decepcionou novamente…o Catena está meio sujinho em nossos conceitos ultimamente… 

 

De cara e estômago cheios rumamos até o Holliday Inn Santa Fé que havíamos reservado durante a viagem via site www.hollidayinn.com . Nossa surpresa foi que os valores e configurações estavam totalmente diferentes (para mais é claro…). A justificativa do atendente foi que o sitio é internacional e o hotel de Santa Fé é independente e não podia se responsabilizar pelas tarifas e configurações trocadas. O resultado foi uma conta um pouco mais salgada que a inicial e a necessidade de uma mudança nas configurações de quartos (com um triplo e um duplo). O valor pago pelos dois quartos com café-da-manhã foi de aproximadamente R$ 500,00, ou seja, R$100,00 por cabeça.

Os preços ficaram um pouco acima do que queríamos, mas o quarto e o café tinham o bom padrão da rede internacional que esperávamos.

 

Olha os Winefreaks devidamente uniformizados!!!!!

 
No dia seguinte acordamos cedinho e partimos com destino a San Rafael, mas isso é assunto para o próximo post.

Acompanhem…

 
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Publicado por em 27 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades, Sem categoria

 

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Conheça os detalhes da Viagem à Argentina dos Winefreaks

Cinco jovens moradores das cidades de Canela e Gramado, atuantes dos segmentos de turismo e gastronomia passaram a se reunir pelo grande interesse que compartilhavam em relação ao Vinho e suas peculiaridades. Motivados pelo sucesso destes encontros decidiram criar uma confraria, que levou no nome, o perfil entusiasta do grupo: Winefreaks, na melhor tradução: “Loucos por Vinho”, que já completou um ano e resultou na criação de um Blog no qual são relatadas suas melhores “enoexperiências”. E esse foi apenas o começo…

Cristiano Ribeiro, Enzo Arns, Jonas Lunkes, Leandro Sperry e Isac Azevedo: dois paulistas, dois gaúchos e um paranaense, empresários, guias de turismo, sommeliers, iniciam no dia 25 de janeiro a primeira de uma série de viagens em que pretendem atingir 2 objetivos: Conhecer os melhores e mais exclusivos vinhos e vinícolas do país e do mundo e divulgar as belezas e particularidades da Região das Hortênsias, com destaque para as cidades de Canela e Gramado, onde vivem e trabalham.

O destino escolhido para iniciar a aventura é provavelmente um dos mais importantes do Mundo, seja por sua enorme concentração de regiões produtoras e vinícolas, seja por sua emblemática capacidade de produzir vinhos excepcionais. Mendoza, na Argentina simplesmente respira vinho. A região é a mais importante produtora das Américas, concentrando cerca de 1200 bodegas e produzindo mais de 12 milhões de Hectolitros do precioso caldo de uvas cultuado em todo mundo. Para se ter uma ideia, esse volume corresponde a 70% de todos os vinhos produzidos na Argentina.

A viagem será feita em uma van especialmente preparada para essa viagem, que destacará em sua estilização externa a cidade de Canela. Serão mais de 5000 km de estradas, com destaque para a travessia da fronteira entre as cidades de Uruguaiana e Paso de Los Libres pela Ponte Internacional Getúlio Vargas-Agustín Pedro Justo que sobrepõe o Rio Uruguai, além das paradas em Santa Fé, San Rafael e Tupungato, até a chegada na capital da província, Mendoza. Além dos vinhos, alguns passeios diferentes esperam a turma, como a visita ao Parque Provincial Aconcágua que é a base da montanha mais alta das Américas e também do Hemisfério Ocidental: o Aconcágua, com 6.962 metros de altitude.

Serão 12 dias, mais de 20 vinícolas, 25 restaurantes, bares e similares, 5 hotéis e pousadas, dezenas de vinhos diferentes degustados e a possibilidade de confrontar as similaridades e diferenças entre os países, suas culturas, seu modo de vida, seus encantos e mazelas.

A viagem dos Winefreaks é apoiada pelas seguintes empresas: Prefeitura Municipal de Canela, Brocker Turismo, Guimarães- Griffe em Imóveis, Super Carros, Harley Motors Show, Museu de Cera, Hollywood, Auxiliadora Predial – Casa da Serra, Santé Atividade Corporal, Ecoparque Sperry, Restaurante Bergamota, Agência Viajar Melhor e Mercadores de Vinhos. O Jornal Integração e a Revista Gramado cobrem a viagem com exclusividade.

Para saber mais sobre a viagem, seus destinos e tudo sobre o dia-a-dia dos enófilos acesse www.winefreaks.com.br .

 
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Publicado por em 23 de janeiro de 2012 em Bobagens, Dicas, Notícias, Novidades

 

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